Dia: 2 de Abril de 2012

E SE O NARIZ CRESCESSE NO DIA DA MENTIRA?

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Muito além do mundo fantasioso de Walt Disney, está a história de Pinóquio, contada pelo jornalista e escritor italiano, Carlo Collodi, entre 1881 e 1883. É estranho falar do imaginário infantil ocidental sem mencionar este clássico da literatura, proveniente do simbólico boneco de madeira que sonhava ser humano.

O conto tem início a partir de um dedicado carpinteiro, chamado Gepeto.  Mesmo se sentindo muito só, não deixava de trabalhar na pequena vila italiana, em que morava. Certo dia, ele resolveu talhar um menino na madeira. Quando terminou disse: “Serás o filho que nunca tive e vou chamar-te, Pinóquio”.

No anoitecer, uma fada madrinha apareceu na oficina de Gepeto e acabou encontrando o boneco de madeira. Ao tocar em Pinóquio, disse: “Vou dar-te a vida, mas deves ser sempre bom e honesto”. Pela manhã, o carpinteiro acordou e chegando à carpintaria viu que seu sonho tinha sido realizado. Pinóquio havia se tornado um boneco vivo, mas cada vez que mentia seu nariz aumentava de tamanho. Hoje, não é estranho ver alguns pais dizendo aos filhos que se mentirem terão o mesmo fim: o nariz crescido.

Ao falarmos de mito de Pinóquio nos vem à memória dia da mentira, celebrado popularmente na data de hoje. Este surgiu em 1564, quando o Rei Carlo IX, determinou que, na França, o Ano Novo seria celebrado apenas no dia 01 de janeiro. Antes a comemoração acontecia por dias seguidos, de 25 de março a 01 de abril. O objetivo do monarca era aplicar o calendário gregoriano a todos os franceses. Aqueles que resistiram à mudança foram chamados de ‘bobos de abril’, sendo bastante caçoados na época.

Por mais que seja uma data, marcada por brincadeiras e pegadinhas entre amigos, é válido pensar um pouco sobre o caráter real do mentir. Algo que vai além de qualquer divertimento. A mentira não é uma distração ou um passatempo. Do contrário, é uma conduta pela qual a pessoa engana a outra, de forma intencional, fantasiando o verdadeiro, quando já sabe que ele é falso.

Fora os casos involuntários de mitomania, em que o desequilíbrio psicológico leva a pessoa a dizer inverdades sem perceber, a mentira tem um propósito: conduzir ao erro, desvirtuando a verdade das palavras, gerando os pecados da língua. “Meus irmãos, não queirais todos ser mestres, pois sabeis que estamos sujeitos a julgamento mais severo. Todos nós tropeçamos em muitas coisas. Aquele que não peca no uso da língua é um homem perfeito, capaz de refrear o corpo todo. Ora, também a língua é um fogo! É o universo da malícia! Está entre os nossos membros contaminando o corpo todo e pondo em chamas as rodas da vida. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos as pessoas, feitas à imagem de Deus. Da mesma boca saem bênção e maldição. Ora, meus irmãos, não convém que seja assim” (Tg 3,1-2.6.9-10).

Por mais que não haja justificativas para o ato de mentir, percebemos que determinadas pessoas o fazem quando elogiam alguém, apenas para agradar; quando temem ser prejudicadas de alguma forma ou quando se sentem desvalorizadas e querem projetar uma imagem irreal. A mentira também é utilizada nas ocasiões em que o foco é se beneficiar à custa da dor alheia.

Talvez, o grande problema não esteja somente na mentira, mas no modo como ela rompe com o vínculo da confiança: a base de todas as relações! Perde-se a fé depositada em alguém. Já não há espaço para a convivência familiar e muito menos partilha de vida. É estabelecida uma ferida existencial. Parafraseando, é como acontece com o papel, uma vez amassado, fica difícil fazê-lo voltar ao normal. Só pela fé.

A mentira gera peso na consciência. A alma é invadida pelo sentimento de culpa. Fica-se inseguro ao acreditar nas próprias inverdades. Cria-se uma ruptura entre ‘palavras’ e ‘atitudes’. Portanto, busquemos o dom da verdade e não caiamos nas armadilhas da mentira. Tragamos no comportamento o selo da transparência e aprendamos com Jesus: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres” (Jo 8,31-32). Deixemos Pinóquio somente na literatura, para não atualizarmos sua falha no presente.

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