A MORTE NÃO TEVE A ÚLTIMA PALAVRA!

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A vida não é apenas uma dádiva da natureza. Para além da ordem natural das coisas, está Deus que tudo move, orienta e fecunda ao nos conceder o dom da vida. Ele é o fundamento de uma existência alicerçada no serviço incondicional aos irmãos. Todos os momentos que deixamos de lado o egoísmo, nos abrindo à caridade; todas às vezes que renunciamos ao ódio e nos abrimos à experiência libertadora do perdão; todas as ocasiões em que abandonamos o nervosismo e somos pacificados pela fé: estamos vivendo a vida em plenitude!

A existência só tem significado quando é gasta em função das pessoas. Como é sem sentido o cotidiano de alguém que pensa somente em si, nas suas próprias picuinhas, querendo se beneficiar a todo e qualquer custo, em detrimento aos demais. Jesus viveu o oposto de tudo isso. Seu olhar se pautava pela fidelidade ao Pai e perscrutava o coração humano. Ele conhecia as feridas da alma e os graves problemas que atormentavam aqueles que passavam pelo Seu caminho. Nesta perspectiva, Sua existência tornou-se dom porque foi consumida em função dos outros, principalmente das minorias excluídas.

O Amor triunfa de uma existência voltada para a prática do bem. Assim foi a vida do Filho amado do Pai Eterno. A Ressurreição é consequência direta deste gastar-Se até as últimas consequências, sem medo do futuro. Era impossível que a morte cale-se uma vida que foi exemplo de doação total e de abnegação de Si. Não há silêncio diante de Alguém que foi maior que o sofrimento imposto pela Cruz.

O cristão, que assume a missão de continuar Jesus no mundo, não é dominado pela dor nem pelas dificuldades. As tormentas vêm, mas não conseguem roubar a paz de espírito. Cada vez que evangelizamos, pelo testemunho; perdoamos quem nos deseja o mal e temos o amor como única rivalidade: estamos ressuscitando e gerando ressurreição. Portanto, a Páscoa não é um evento do passado, pelo contrário, é atualizado no presente, em vista de um futuro como o de Jesus. Mesmo que tenhamos que passar pelas cruzes da vida e sejamos experimentados pelos sofrimentos.

O sepulcro vazio é a prova mais concreta de que “o Ressuscitado põe tudo em agitação, desperta tudo o que dorme, desarruma a ordem natural das coisas, desencadeia o turbilhão da vida que vence todas as mortes” (Vitor Gonçalves). Cedemos à morte quando falamos mal das outras pessoas; quando podíamos ajudar, mas não o fazemos, pois nos incomoda; quando não damos de comer ou de beber àqueles que são vítimas da imerecida injustiça social (Cf. Rm 12,9-21).

Por meio da Ressurreição acolhemos o dom de Deus em nossa vida. Passamos a agir pela ótica do amor. Sepultamos a pessoa velha e renascemos como pessoas renovadas em Cristo. O mais bonito da Ressurreição é que a mensagem de Jesus continua viva e atualizada por cada um de nós. Seus ensinamentos, Suas ações, Sua morte na Cruz não foram em vão.

Fundamentados na fé das primeiras testemunhas da Ressurreição confessemos: “O Senhor Ressuscitou, verdadeiramente, aleluia!”. Portanto, tenhamos a coragem de dialogar com as opiniões diferentes dentro de casa, lutar por uma família mais unida e uma sociedade mais justa, conscientizando pessoas em busca de seus direitos, a começar pela prática de seus deveres.

Não devemos ter medo de nos entregar a Cristo. O Mestre de Nazaré não nos tira nada de satisfatório, pelo contrário, nos concede tudo que necessitamos para viver em plenitude. É hora de renovar as esperanças diante de todos que estão à nossa volta. Não nos é correto desistir das pessoas, pois Deus nunca desistiu de nós, mesmo com nossos pecados.

O coração da fé cristã é a Ressurreição!A fé no Ressuscitado nos impulsiona a ir ao encontro dos crucificados de hoje, nos colocar a seu lado, para partilhar com eles este sorriso, a certeza alegre que Deus está vivo no meio de nós, ressuscitando, libertando da morte e fazendo uma nova criação” (Instituto Humanitas Unisinos). Que nesta Páscoa permitamos rolar a pedra do ódio, do rancor e do desamor. Deixemos o sepulcro do medo vazio e, de mãos atadas com Cristo, ressuscitemos com Ele.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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