Dia: 6 de Maio de 2012

REVISITAR OS VALORES PARA NÃO ESQUECÊ-LOS

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Desde os tempos mais antigos os nossos irmãos judeus falavam do coração como o recinto para a experiência de encontro com Deus: horizonte onde nasce a fé e se alicerça a esperança. É a linguagem da alma. No coração estão as nossas feridas e os fatos do passado, ainda não resolvidos. Uma memória registrada do tudo o que sentimos, padecemos e precisamos superar. Só quem conheceu o sofrimento tem consciência das dores que necessitam ser curadas pelo amor do Pai. Apenas quem tocou o seu “eu interior” é capaz de descobrir os próprios erros e acertos.  Por mais que as neurociências centralizem as emoções no cérebro, a espiritualidade associará o coração como o espaço dos afetos e desafetos da alma.

Para alguns a subjetividade humana é uma verdadeira desconhecida. Esses concebem a sua realidade mais profunda como a estranha que se deve tomar distância. Justamente por isso, fazem de tudo para não pensar nas verdadeiras motivações das atitudes que tomam no cotidiano. O fato é que quanto mais adentramos os labirintos do coração, mais encontramos Deus. Os verbos “submergir”, “embrenhar” e “entrar” são bastante utilizados na vida espiritual de quem não tem medo de si nem de seus sentimentos.

No dia a dia enfrentamos situações, resolvemos problemas, tomamos decisões, ficamos chateados, esbanjamos alegria, mas não questionamos o que está por trás de nossas ações. Toda atitude supõe um comportamento com certa finalidade. Só agimos porque possuímos uma intenção, que pode ser motivada pela raiva, pela mágoa, pelo agradecimento, pela gratuidade ou, simplesmente, pelo amor. Tudo depende da ocasião e do momento específico. Por esse motivo é tão importante conhecer o “eu interior”, pois é lá que habita o Pai Eterno e os sentimentos que persistem arrombar a porta do nosso coração.

Junto às emoções estão os nossos valores: ensinados e aprendidos na infância, colocados em prática na juventude e impregnados em nossa essência por toda a vida. Uns são vivenciados e outros, infelizmente, acabam esquecidos. A influência do meio que vivemos, determinadas amizades, a convivência no ambiente de trabalho e o amadurecimento pessoal confirmam os nossos valores ou os negam.

Feliz é a pessoa que se deixa orientar por um princípio de vida, seja ele religioso, ético ou moral. Importa fundamentar a existência a partir de uma convicção interna que nos faz ser melhores. Falo de valores que nos humanizam! Falo de sentido que orienta! Falo de significado que não nos deixa ser vazios nem superficiais!

Uma séria revisão de vida nos faz pensar no modo como temos vivenciado os nossos valores. Será que ao olharmos para a nossa história encontraremos valores escondidos, deixados ao léu ou colocados em prática? Ao término de cada dia é importante olhar para as próprias atitudes e perceber onde pecamos e como poderíamos ser aprimorados na santidade. Fazendo este exercício diário tomaríamos consciência dos erros cometidos e acertaríamos mais, também reconheceríamos os nossos valores e os vivenciaríamos com frequência.

Pensemos no altar do nosso coração e, com sinceridade, olhemos para ver se ali há algum ídolo determinando nossas ações, orientando nossos afetos ou servindo de referencial entre o certo e o errado. Se analisarmos bem, veremos que eles estão a ocupar um lugar que pertence unicamente a Deus. Talvez sejam bens materiais, sentimentos exagerados por pessoas e até apego a cargos ou funções. Qualquer situação boa ou má pode se tornar um valor quando o colocamos como a prioridade absoluta de nossa vida.

A pessoa de valor sempre age de forma diferente, pois sua vida é pautada pelas qualidades mais nobres do humano. Ela não escuta a voz da galera e não vive de acordo com os aplausos da maioria. São os valores que justificam suas ações. Quando muitos falam que se deve pagar o mal com o mal, ela oferece o perdão incondicional. Quando outros insistem na fofoca, ela prefere se silenciar. Se não pode falar bem, também não fala mal. Quando alguns escolhem ferir corações, ela opta pelo bálsamo do amor, derramando paz, paciência e diálogo onde antes imperava o ódio.

Permitamos que o Tempo Pascal nos ensine a viver de acordo com aquilo que cremos. Que não haja espaço para uma vida com dois sentidos. Não se pode viver de acordo com a ocasião, somente em vista de benefícios pessoais. Que a coerência seja o primeiro critério para que Jesus venha ressuscitar em nossos corações! Termino este artigo com o sentimento de que a fé solicita de mim e de você um compromisso sincero e firme com os nossos valores! Que nossas atitudes deem testemunho do Deus que acreditamos!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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