DEPRESSÃO NÃO É BRINCADEIRA!

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Da mesma forma que: “nem só de pão vive o homem”, assim também: nem só de tristeza vive a depressão. Na verdade, ela é uma doença, cujo sofrimento psíquico é intenso e de uma angústia interminável. A pessoa depressiva traz na alma aquela dor profunda, que consome suas motivações, energias e, o mais grave, esgota o seu sentido de vida. É uma realidade sufocante. Não há sonhos nem perspectivas futuras. Palavras como: ânimo, disposição, humor, coragem, desejo e vontade são retiradas do dicionário do depressivo.

Infelizmente, o alcance da depressão, na vida de uma pessoa, é bastante amplo. De primeiro, ela pode atingir o organismo, causando distúrbios no sono. O indivíduo dorme demais para fugir da dor, sabendo que quanto menos acordado ficar, menos sofrerá. Há outros que desenvolvem fortes crises de insônia. Vale lembrar que nem toda insônia é provocada pela depressão. Contudo, entre os depressivos, o ato de não conseguir dormir é um sintoma causado devido à angústia permanente.  Ainda na dimensão orgânica, pode se observar alterações no apetite (se alimentar demais ou de menos), cansaço sem justificativa, imunidade baixa e ideia permanente de doenças imaginárias (hipocondria).

Na perspectiva da inteligência, o conhecimento da pessoa é comprometido. A imagem que ela possui de si é, extremamente, negativa. Não costuma culpar aos outros. Pelo contrário, culpa a si. Sente-se vitimada pela vida e por aqueles que estão à sua volta. Não possui iniciativa, ficando indecisa e impotente quando é convidada a agir. Nesse caso, escolhe ficar reclusa, escondida em suas dores, do que ter que tomar decisões. É o início do isolamento social. Amigos e qualquer evento que envolva pessoas são deixados de lado. O depressivo prefere a escuridão e o falso refúgio do quarto. Ali é seu espaço seguro e o cárcere, onde sua esperança é enterrada aos poucos.

As lágrimas são recorrentes. O depressivo chora não pela situação em si, mas, sobretudo, pela dor existencial que não passa: aquela angústia enraizada no íntimo da alma. Se há uma doença que consegue ferir a realidade mais profunda da pessoa, o nome dela é depressão. Ninguém fica depressivo porque quer ou porque é fraco. Em sã consciência, ninguém escolhe tamanho sofrimento.

Muitas são as suas causas, podendo ser provocada por uma disposição natural, de caráter hereditário ou biológico, repassado de pais para filhos ou na baixa quantidade de serotonina e norepinefrina (neurotransmissores / neuroreceptores) no desempenho das funções mentais. Ela também é ocasionada por pensamentos e percepções no ambiente familiar e à interpretação que damos às pessoas e fatos, de modo negativo. Em outros casos, suas razões estão na dificuldade de resolver problemas graves, tais como: perseguição no trabalho, crise financeira, traição, perda de um ente muito querido, separação conjugal, entre outros. E, por último, nas respostas que concedemos aos estímulos do meio externo, por introversão, desamparo, pessimismo ou por crises de inadequação. Essas são apenas algumas causas. Na real, a depressão é um verdadeiro iceberg.

A pessoa depressiva necessita de fé, aprendendo a acreditar em si, para só depois confiar em Deus. Dia após dia, é fundamental ressignificar o sentido da vida, sabendo que a sua continuidade também depende da determinação. A partir de casos clínicos e grupos de experimentos, já foi comprovado que os pacientes de fé respondem mais rápido ao tratamento. Aqueles que não creem também se recuperam com qualidade, mas de forma mais pausada ou lenta. Talvez, pelo sentimento que nós religiosos possuímos de querer prolongar a vida.

A partir da fé, é fundamental procurar a ajuda terapêutica de um bom psicólogo. Nesse importante acompanhamento, o profissional auxiliará o depressivo a modificar a visão negativa que possui de si e do contexto em que está inserido. Juntos, paciente e psicólogo, traçarão metas para superar o mal da depressão. A fonte de tamanho sofrimento é vista de forma real, sem defeitos, erros, culpas e remorsos. É como se um peso enorme fosse retirado das costas da pessoa.

Só quem viveu a depressão, acompanhou ou conviveu com um depressivo compreende a intensidade dessa dor. Diante de um alguém com um sofrimento psíquico ou espiritual é necessário respeito, dedicação e reverência. Perder a calma com um depressivo ou subestimar o que ele é capaz de fazer é um verdadeiro desacato para com sua dor física, psíquica e moral.

Hajamos com fé e caridade, tendo a esperança de que a cura é real e possível, antes que atinja níveis altíssimos, inclusive com a possibilidade de atentado contra a própria vida. Às vezes, vemos a depressão a partir de nós, querendo que a pessoa se recupere a todo e qualquer custo, chegando a pensar que aquilo não passa de frescura ou de doença de rico. Não é assim. Ela deve ser enfocada com fé, seriedade e tratamento. No fim das contas, além da angústia interminável, está o amor incondicional do Pai: “E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jacó, e te formou, Israel: Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti!” (Is 43,1.4).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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