Dia: 28 de Maio de 2012

VINDE, ESPÍRITO SANTO E HUMANIZAI O NOSSO CORAÇÃO!

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A Solenidade de Pentecostes, festejada pelos cristãos católicos, no dia de hoje e pelos cristãos ortodoxos, em 03 de junho próximo, é uma das celebrações mais remotas do Antigo Testamento (Cf. Lv 23,15-21). No início foi chamada de Festa da Colheita, sendo celebrada pelos israelitas que traziam produtos agrícolas, trigo e cevada, para o culto agrário.

Reunidos, o Povo de Israel, celebrava a Iahweh (Javé) como Doador da terra, sem se esquecer de comemorar a libertação do Egito. Junto ao Pentecostes encontrava-se o agradecimento pela fidelidade Divina, que tirou o Povo de Israel da escravidão, vivenciada durante 430 anos, aproximadamente. Só depois que essa celebração recebeu o nome de Pentecostes, devido o domínio do Império Grego.

Os cristãos, irmãos mais próximos dos judeus, trataram de continuar o Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa e sete dias após a Ascensão de Jesus: “Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem” (At 2,1-4).

Naquela ocasião os apóstolos e discípulos, junto com Maria e mais algumas mulheres, estavam trancados dentro do Cenáculo, ainda no luto pela morte injusta de Jesus. Sofriam a dor de ter perdido o Mestre, mas estavam confiantes na Sua promessa de enviar o Espírito Consolador: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da Verdade, que vem do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15,26).

Atualizado no presente da nossa vida, o Pentecostes é uma ocasião para refletirmos sobre todas aquelas realidades que insistem nos desumanizar. Todos os dias, a pessoa de fé é convidada a se esforçar para viver aquilo que acredita, concedendo as razões de sua fé e os fundamentos de sua esperança. Onde impera a maldade, ela é convocada a agir em favor do bem; quando a ordem é manter o ódio, ela deve atuar pelo perdão; nos momentos em que a maledicência prevalece, cabe a ela cobrir os difamados com o manto do silêncio, agindo com caridade, até que as pessoas tenham condições de se defender ou de assumir o erro cometido.

Quem é conduzido pelo Espírito Santo está imerso na vida de Cristo e inserido na comunidade cristã. Aprende, aos poucos, como é bom viver de Deus e para Deus, como é significativo gastar a vida pelos mais abandonados e como é saudável ter paciência para enfrentar os desafios da vida. O Espírito não é uma propriedade exclusiva da Igreja. Pelo contrário, a Igreja O reconhece como Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, servindo-O e se colocando à Sua disposição para evangelizar, atualizando no mundo, a missão de Jesus.

Às vezes, somos instigados a provocar, a tecer comentários pesarosos, a falar da vida alheia, a sermos intransigentes, a humilharmos pessoas, a cobiçarmos aquilo que não nos pertence, quando os frutos do Espírito nos conduzem a um rumo contrário, ao agirmos com “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra estas coisas não existe lei. Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também a nossa conduta” (Gl 5,22-23.25).

Diariamente, necessitamos nos inspirar no Espírito do Pai para compreender a missão de Jesus e continuá-la junto às pessoas. Nossas obras concedem testemunho à nossa fé, mas são as nossas atitudes que demonstram o Deus que cremos. Portanto, se não há mudança de vida, se não há uma verdadeira conversão, é porque não temos permitido que o Espírito Santo aja em nós, humanizando-nos a partir do amor livre e incondicional.

Vale lembrar que não somos marionetes ou fantoches nas mãos do Espírito Santo. Tudo o que Ele realiza em nós é de acordo com a nossa liberdade. A ação Divina nunca é arbitrária ou tirana. O Paráclito, prometido por Jesus, sempre necessitará do nosso ‘sim’, do mesmo modo como foi com Maria. E é unido ao Espírito que guiou e conduziu Jesus, que me ponho a rezar junto com você leitor:

“Querido Senhor, ajudai-me a espalhar a Vossa fragrância onde quer que eu vá. Inundai a minha alma com o Vosso Espírito e com a Vossa vida. Adentrai e possuí todo o meu ser, tão completamente, que toda a minha alma seja uma irradiação de Vós. Brilhai através do meu ser e mostrai-Vos de tal forma em mim, que cada alma que eu encontre possa sentir a Vossa presença. Que elas ergam o olhar e não me vejam, mas apenas a Vós Senhor. Ficai comigo para que eu comece a brilhar como Vós e brilhe de tal forma que seja a luz dos outros. A luz, ó Senhor, virá toda de Vós, nenhuma será minha, sereis Vós a brilhar diante dos outros através de mim. Permiti, pois que Vos louve da forma que Vós mais amais, brilhando sobre aqueles que Vos rodeiam. Deixai que Vos pregue sem pregar, não por palavras, mas pelo meu exemplo, pela força do entendimento, pela influência simpática daquilo que faço como prova do amor que o meu coração sente por Vós. Amém” (Beata Teresa de Calcutá).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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