Dia: 16 de julho de 2012

AMAR COMO O PAI AMA: EIS A MISSÃO DA IGREJA!

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A experiência de Deus: tocá-Lo, vivenciá-Lo e testemunhá-Lo, no cotidiano, é marca registrada da vida cristã. Sem ‘experiência’ é impossível falar do Mistério Divino. Longe da ‘experiência’ estaríamos apenas teorizando e deixando de lado a prática. A ‘experiência’ é a única linguagem permitida para nos remetermos ao Deus que nos ama sem impor condições. Assim, quem quiser conhecê-Lo deverá, em primeiro lugar, experimentá-Lo.

De antemão, faz bem enfatizar que, no Cristianismo, a fé é experimentada em comunidade. Aqueles que se denominam cristãos e querem viver longe da Igreja precisam reconhecer que de tal modo não há vida cristã que se sustente. Nela todos se reúnem, partilham do mesmo pão e comungam da mesma fé, para constituir a comunidade de salvação e continuar a missão de Cristo no mundo.

Fiel depositária da Revelação de Deus, a Igreja procura, com todas as suas forças, levar a mensagem de Cristo a todos os lugares, por meio da palavra, mas, sobretudo, do testemunho de seus fiéis. Além de viver inserida no Mistério Divino, a Igreja é povo de Deus que se coloca a caminho do outro, procurando dar um sentido para a existência de cada um, em vista da vida eterna.

Não nos esqueçamos de que a Igreja é constituída pelo Pai, é também obra do Filho e se atualiza, na sociedade, pela ação do Espírito Santo. A comunidade cristã se reúne em torno da mesa da Palavra e da Eucaristia, pois é convocada pela Santíssima Trindade. “O Espírito Santo, que nos é dado pelo Pai, por meio do Verbo feito carne, transforma, internamente, o nosso coração, infunde-nos confiança e amor filial, para que possamos chamar Deus de Pai” (HACKMANN apud ALFARO).

Junto aos seus irmãos, cada fiel experimenta a filiação divina e compreende que a paternidade de Deus é universal e concedida para todos. Talvez, aqui esteja uma das principais características da catolicidade da Igreja. O amor do Pai é estendido a cada pessoa, individualmente, sobretudo aos pecadores para que onde “se multiplicou o pecado, a graça transborde” (Rm 5,20).

Amar como o Pai ama, agir solidária e caritativamente como Ele age, ir ao encontro dos mais abandonados, reconhecer Cristo na figura do pobre, levar os Sacramentos como sinais de salvação é uma das inúmeras missões da Igreja. “Perante a recusa do homem, o amor do Pai celeste permanece fiel; o seu amor não tem fronteiras. Ele enviou o seu Filho Jesus para redimir toda pessoa, restituindo-lhe plenamente a sua dignidade. Diante de tal atitude, como poderemos excluir alguém de nossos cuidados? Pelo contrário, devemos reconhecer nos mais pobres e marginalizados que a Eucaristia… nos compromete a servir” (HACKMANN apud JOÃO PAULO II).

Antes de ser uma Instituição Social, fundante para a sociedade, a Igreja é Sacramento de Salvação. Ela é o sinal concreto do Reino de Deus que já está entre nós; Mediadora entre o visível e o invisível, Encontro do Sagrado que converte o profano, Lugar privilegiado para abandonar o pecado e acolher o dom da santidade.  Sua unidade, em torno de Cristo, é garantia de esperança e salvação no cotidiano do mundo. Mesmo com o pecado de alguns de seus filhos, a Igreja sempre será a ponte das pessoas ao coração de Deus.

Na dimensão eclesial, a instituição é vista como serviço e a hierarquia como comunhão; a tradição é enfocada não como algo esquecido, mas de forma viva e atuante; até mesmo a pluralidade caminha em unidade com a fé. E por falar na fé, sabe-se que a Igreja, não crê individualmente, mas em comunhão: cremos juntos, oramos juntos, sofremos juntos e nos salvamos juntos! Não há individualismo na vida cristã! Vivemos a doutrina do ‘nós’ em contraposição ao endeusamento do ‘eu’.

No núcleo da fé cristã está um Deus “que é amor, que nos ama muito mais do que podem amar-nos um pai ou uma mãe, que ama sem condições, que perdoa sem limites, que o faz com todos, sem exceção (começando pelos mais desprezados e também pelos pecadores), que o amor é a única lei da vida, que o serviço é a norma…” (Andrés Torres Queiruga).

Aproximemo-nos do Pai Eterno e busquemos amar a nossa Casa de Irmãs, a Igreja! Agradeçamos a Ela, pois tudo o que experimentamos, enquanto cristãos, veio pela sua mediação. Procure, no dia de hoje, rezar pelo seu Bispo, pelo seu padre e por todos os cristãos deste mundo! Quando rezamos passamos a reconhecer a importância de cada um deles. Se só vemos coisas erradas, demos o exemplo, vivendo uma vida coerente com aquilo que acreditamos e professamos. Finalizo com os sábios dizeres de São Boaventura: “Ó cristão, toma consciência da tua dignidade”.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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