Dia: 30 de julho de 2012

O PASSADO DETERMINA O PRESENTE E PROJETA O FUTURO

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Fiquem à vontade para discordar do título deste artigo, ainda mais porque o diálogo é sempre bem-vindo. É assim que construímos o conhecimento e nos tornamos mais maduros em nível psicológico. No dia-a-dia são muitas as dificuldades que passamos; algumas breves, já outras mais duradouras. A grande maioria das pessoas sofre sem questionar sobre a origem de tal sofrimento. Dá mais alívio negar-se ou culpar os outros no presente, sem olhar para os traumas ocasionados antigamente. Questionar-se, pensar sobre si é uma tarefa árdua, que demanda tempo e, além disso, exige coragem.

Às vezes, criticamos certas condutas nos outros, examinamos determinados modos de agir ou reclamamos de antigos problemas alheios que se tornam, cada vez mais recorrentes, sem olhar para as histórias de vida de quem as vivencia. Quer compreender o defeito contínuo de alguém? Detenha-se no seu passado.

A essência de uma pessoa não está separada do ambiente onde a mesma nasceu, foi educada e se tornou adulta. Todo o nosso sistema de crenças, (nossos valores, forma de pensar, a nossa consideração sobre o certo e o errado, o que rege a nossa maneira de viver), são em grande parte constituídos sobre informações ‘descarregadas’ em cima de nós por pais, avós, bisavós e até por tios e tias…” (Márcia Dario).

Nos últimos tempos, a experiência pastoral e os livros que tenho lido, me fizeram refletir que o passado ‘não resolvido’ só tende a determinar a vivência do presente e, por conseguinte, do futuro. Não falo de determinismo causal, pois nem tudo acontece do mesmo jeito com todos. Não somos robôs ou marionetes. Pelo contrário, somos pessoas, dotadas de uma série de condicionamentos, mas também possuímos o livre-arbítrio. Talvez, aqui esteja o ponto chave da questão: mesmo condicionados, somos capazes de dizer ‘sim’ ou ‘não’, desde que estejamos conscientes das forças subjetivas que agem em nós.

Na mesma direção o passado não pode ser responsabilizado por todos os nossos erros, pois existem contextos situacionais, que dependem do momento em que ocorrem. São eventos momentâneos. Por outro lado, há situações que se arrastam por anos afins, traumas somatizados, crises constantes, depressões periódicas que possuem raízes em fatos passados, gerados por algum adulto ou por nós mesmos.

É importante considerar que por trás de cada comportamento há uma emoção, capaz de gerar um comportamento. Dificilmente, uma pessoa se dá a conhecer por inteiro. Sempre é necessário verificar o que se esconde sob as sombras das atitudes, analisando não o ato em si, mas a sua motivação.

A maneira como enfocamos o passado também tem consequências no presente: “Pesquisadores da Universidade de Granada (UGR) descobriram que a atitude das pessoas sobre eventos passados ​​influencia a sua percepção de saúde e sua qualidade de vida. ‘Temos observado que quando as pessoas são negativas sobre acontecimentos passados ​​em sua vida, eles também têm uma atitude fatalista ou pessimista para os eventos atuais. Isso gera mais problemas em seus relacionamentos e essas pessoas apresentam piores indicadores de qualidade de vida'” (Rick Nauert). Não é apenas uma questão simplória de pensar positivo ou negativo, mas, sobretudo, de reconhecer-se positiva ou negativamente.

Coloquemo-nos diante do Pai Eterno e assumamos a viagem mais bela que podemos realizar: a excursão para dentro de nós, conhecendo o nosso eu interior, nossas sombras e luzes, erros e acertos, santidade e pecado. A pessoa que se conhece, em Deus, é capaz de encontrar um sentido para a vida, não obstante os sofrimentos que aparecem em seu caminho. É alguém forte, pois Deus é sua própria força. Além do mais, não nos esqueçamos de que: “Não há despertar da consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão” (Carl Jung).  

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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