Mês: agosto 2012

A POLÍTICA É SERVIÇO, NÃO PROFISSÃO!

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Infelizmente, a grande maioria das pessoas não imagina que a qualidade dos políticos também depende da escolha feita pelos eleitores. Não todos, mas certa parcela de corruptos, que lá estão não tomou o poder pela força ou pelo golpe. Do contrário, estes foram eleitos pelo voto popular. Corruptos ou honestos, ambos foram escolhidos de modo legítimo, uma vez que houve consulta à base, debate de propostas e concordância partidária, por meio de votação. Quem valida uma eleição é o povo, em sua pluralidade cultural, religiosa, ética e moral.

O primeiro critério nas eleições é que o candidato a cargos públicos seja pelo o menos idôneo. Isso sem mencionar detalhes como: história de vida, formação profissional e intelectual, configuração de antecedentes, vinculação partidarista, plataforma política, ficha limpa com a justiça e projeto de campanha registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ademais, generalizar como se todos os políticos fossem corrompidos é uma forma de se isentar na hora de decidir. É mais fácil acusar do que discernir o certo do errado. Contudo, o fundamental é a consciência no ato de votar, sabendo que voto não é produto, por isso não se compra nem se vende. Voto não é questão de merecimento, assim não se troca nem se aliena. Voto é uma decisão, não coação! Aquele que age com maturidade nas urnas, também saberá escolher os candidatos mais adequados a sua visão política.

A democracia do Brasil ainda está engatilhando. Muitas foram as conquistas e amplos os retrocessos. Um país colonizado por séculos, sujeito a golpes militares e vítima da ditadura ainda tem muito que aprender no ato de voto. O nosso país não pode ser refém daquilo que a história chama de ‘populismo’: um sistema de poder, segundo o qual a autoridade política concede uma atenção exclusiva aos pobres, no intuito de conquistá-los, não de emancipá-los. “Uma dominação que não é percebida por quem é dominado”. Eis a ideologia.

O Brasil necessita de políticos honestos, que representem os interesses dos excluídos; que postulem uma reforma tributária e política; que priorizem a qualidade de vida da população; que solucionem não só a dívida externa, mas também a dívida interna: de um trilhão e quinhentos bilhões de reais; que resolvam o déficit da previdência; que orientem para mecanismos sustentáveis e de energia pura; que governem para o povo, não para si e que tenham a coragem de debater os graves problemas sociais do país.

Neste cenário, os avanços devem ser consolidados, os erros corrigidos e as promessas de campanha se tornar objetivos concretos do mandato. Um povo, violentado no passado pelo voto do cabresto, deve rejeitar qualquer candidato que se apresente como ‘pai dos pobres’. A pobreza é um pecado social e como tal não necessita de paternidade, pelo contrário, precisa de solução!

Muito mais que debates entre correntes políticas e legendas partidárias é primordial visualizar os candidatos que estão concorrendo por uma questão de vocação e os demais que almejam se enriquecer com o dinheiro público. O genuíno político deve assumir sua missão por vocação e competência, não apenas por profissionalismo. Há muitos que postulam um cargo político para servir-se do Estado e não para servi-lo. Justamente por isso, acabam se esquecendo de que o voto é uma espécie de ‘procuração’, conferida pelo povo e como tal também pode ser revogada. Nunca percamos a lembrança do impeachment e, mais recentemente, do processo que mobilizou o Brasil, com o ‘Ficha Limpa’.

Aqueles que ocuparão os cargos de Chefe do Executivo Municipal e vereadores devem passar antes pelo crivo da consciência de uma verdadeira política: voltada para a solução e não para os problemas.

Por último ainda precisamos aprender que um país se constrói com projetos em curto prazo, para resolver aquilo que é urgente e também em longo prazo, para solucionar erros históricos. Como é o caso de extensas emissões de dinheiro em promoção humana e mínimos investimentos para uma educação de qualidade. São mais eleitoreiros projetos imediatos do que medidas alicerçadas para o futuro. Um bom governante pensa no hoje, sem deixar de projetar as conquistas presentes, em vista do amanhã.

Vale a pena refletir que ‘age com leviandade’ quem promete para ganhar e quem ganha para votar! Age de má fé quem gera programas sociais para que o pobre seja cada vez mais pobre. Age com crueldade quem não resolve o crime da indigência e não garante um salário digno ao cidadão, subjugado por doações governamentais. Age com insensatez aquele que se deixa manipular por candidatos que governam para classes oligárquicas, que sempre se beneficiaram da miséria do oprimido, por meio de privatizações, fazendo do Brasil um território de banqueiros. Não pense somente em si, mas olhe para a realidade local antes de confirmar o seu candidato daqui algumas semanas! Que o Pai Eterno nos ensine a olhar para os Seus amados filhos, nossos irmãos, antes de fazer a nossa escolha no ato do voto.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

NÃO SOMOS CÓPIAS. SOMOS ÚNICOS!

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Há momentos em que a existência torna-se padronizada. Ainda mais quando tudo é oferecido da mesma forma para todos. Não se considera nem a individualidade nem aquilo que se passa, exclusivamente, no coração da pessoa. Aqueles que não se adequam à “opinião da galera” ou “vontade das massas” são tidos como bitolados, retrógrados, sendo até excluídos por isso.

Nos tempos atuais, muitos têm esquecido o conceito de singularidade. Este termo tem origem na Física e é utilizado para designar as realidades que se encontram além do que conhecemos ou podemos prever. Seria uma espécie de limite, que a ciência sempre enfrenta diante de realidades que resignificam o conhecimento.

Porém, na linguagem religiosa, a singularidade é tida a partir das características subjetivas (interiores), capazes de nos distinguir das demais pessoas. É aquilo que nos faz únicos. Só assumimos uma identidade e desenvolvemos comportamentos específicos porque somos singulares, em outras palavras: exclusivos! O Pai Eterno nos fez e depois quebrou a forma. Não somos imitações ou cópias de quem quer que seja. A maturidade cristã também nos convida a agirmos de forma particular e não como reproduções, muitas vezes impostas.

O que nos faz singulares? A história de vida e as experiências dela oriunda, a vivência da fé em uma determinada comunidade ou em várias, a participação da família e a transmissão dos valores, o modo como fomos educados e socializados, os traumas superados, os medos não confessados, as verdades que nos movem, dentre outras realidades.

Assim sendo, uma pessoa que nasceu em um lar católico terá uma imagem de Deus diferente de quem nasceu em um lar onde não há uma prática de fé. Quem viveu ao lado de um pai e de uma mãe acreditará na família de uma maneira distinta de quem não conheceu um pai, de quem perdeu a mãe no parto ou de quem, infelizmente, foi criado nas ruas. Nossa singularidade dependerá do passado e será atualizada no presente.

Mas, como conhecer uma singularidade? Observando as coisas que gostamos (nossas preferências); as palavras que utilizamos (nossas emoções moderadas ou agressivas); a forma como tratamos os outros (nossa visão de indivíduo); as roupas que vestimos, as músicas que ouvimos, as cores que escolhemos, os cursos que fazemos (nossas referências); as pessoas que convivemos, por escolha ou por familiaridade (nossa capacidade de aceitação) e, por fim, o modo como concebemos a existência (nossos significados).

Enquanto não compreendermos a singularidade das pessoas: iremos tratá-las como meras extensões de nós. Não reconheceremos individualidades nem aprenderemos que a conviver com o diferente. Seremos reticentes e não aceitaremos algo que difere do que temos estabelecido como correto, sem ao menos perguntar o porquê de tal disparidade. Há pessoas que sofrem muito por não aceitar opiniões desiguais e pensamentos destoantes. Travam verdadeiras batalhas dentro de casa ou no ambiente de trabalho. Sinceramente, desconhecem o dom do diálogo, pois só suas verdades prevalecem.

Paremos um pouco para refletir se não temos sido rudes com a existência dos outros e, talvez, até mesmo com a nossa. Olhemos para o Pai Eterno e aprendamos com Ele como é que se tratam as pessoas: de forma incondicional, sem preconceitos ou julgamentos, de modo a compreender cada um a partir de sua singularidade.

Nem todo alcoólatra bebe porque é alguém sem determinação, nem toda nervoso é um desequilibrado, nem toda pessoa grossa é insegura, nem todo moralista é santo. Há casos de alcoólatras que só deixarão o vício quando resolverem os sofrimentos que lhe afligem. Bebem para fugir da difícil realidade, por mais injustificada que seja a bebida contínua. Há nervosos que são hostis, pelo fato de terem aprendido que isso é o correto, pois tudo o que conseguiram na vida foi na base do grito: infelizmente!

Aos poucos, a singularidade nos ensinará a ver as pessoas com olhos ternos e a partir daí elas mudarão de vida. Não se trata de conformismo. Trata-se, na verdade, de compreender o outro a partir do outro, para que nasça a conversão. Do contrário, estaremos impondo e colonizando os demais, a partir do que pensamos ser o melhor.

Recorrendo à literatura, finalizo com as sábias palavras do diálogo da raposa com o Pequeno Príncipe: “Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas […] serás pra mim o único no mundo […]. Conhecerei o barulho de seus passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo” (Antoine de Saint-Exupéry).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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O QUE TEMOS FEITO PELOS POBRES?

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Há todos os dias quando assistimos o noticiário, quando lemos o jornal ou quando acessamos nossa internet acabamos por nos deparar com cenas dolorosas, nas quais a realidade torna-se precária e desumana. Nestas situações as pessoas vão perdendo aquilo que elas têm de mais precioso: a dignidade de filhas de Deus! São as vítimas de um sistema brutal e tirano, capaz de criar aquilo que erroneamente chamamos de pobres e miseráveis.

Na verdade, são inúmeros os problemas sociais que ferem a existência humana e imprimem o jugo da dor no coração do povo de Deus: “Não ter onde morar”; “lutar para possuir um atendimento digno, em nível de saúde”; “não conseguir uma educação de qualidade”; “viver desempregado”; “não possuir o que comer ou vestir” são cenas de uma novela social que parece não ter fim, pois o protagonista sempre será o desejo egoísta pelo dinheiro e não o interesse evangélico pela pessoa humana.

Em cada momento histórico se eleva o grito da fome, da miséria e das doenças. Este grito visa romper os nossos tímpanos para a escuta do clamor dos pobres. Saibamos que no grito dos pobres está o grito do Pai Eterno! Na dor e na lágrima dos pequeninos está também a dor e a lágrima do próprio Deus. Iremos permanecer imóveis ou assumiremos nossa responsabilidade pessoal e comunitária frente a tais questões? Onde dormirão os pobres? Essa última era uma das perguntas que durante vários anos marcou a vida e caminhada de nossa Igreja e de nossa sociedade na América Latina.

Vivemos em um mundo doente e torturado pela fome de pão e fome de Deus. São muitos aqueles que buscam o lucro e, por conseguinte, o poder a qualquer preço. Isso se verifica quando o próprio homem considera o outro na condição de mercadoria, como uma máquina industrial a ser explorada e deixada de lado quando não for mais útil. Da mesma forma, seguem-se as condições de ausência no saneamento básico, a marginalização e o abuso do trabalho infantil, a guerra capitalista que gera novos pobres, a extrema pobreza com seus crucificados pelo sistema, e por fim a penhora da própria vida mediante a ganância obsessiva pelo ter, o poder e o prazer.

Neste contexto somos convidados a assumir o apostolado da caridade. Não somente da caridade de compaixão e benevolência, que já é importante, mas também, da caridade social e política. A junção destes dois modelos caritativos faz com que a realidade seja transformada até as últimas consequências, pela esfera do amor de Deus. Por últimas consequências compreende-se “pisar e calçar as sandálias dos pobres”, no intuito evangélico de descobrir qual grande é sua dor.

Ademais, precisamos assumir a causa dos pobres, independente de nossos credos ou posição social e política. Ser um com o pobre a exemplo de Jesus, que sendo rico se fez pobre por amor a nós (II Cor 8,9). Deste modo, iniciaremos a passagem lenta da miséria para a obtenção do necessário, da falta de saúde para a aquisição do bem estar médico, do analfabetismo para uma educação, das iniquidades sociais para o triunfo da justiça e da paz. Enfim, construiremos o desenvolvimento integral da pessoa humana.

Compreenderemos que não é o trabalho que dignifica o homem, mas, sobretudo o homem que dignifica o trabalho. Também seremos capazes de não conceber o lucro como o fundamento da vida, e ao mesmo tempo, reconheceremos que tanto a economia quanto a política estão a serviço do homem e da mulher, não o contrário.

Olhar para o pobre com os olhos do Pai é um desafio que se impõe a todos nós! A isto chamaríamos de “opção preferencial pelos pobres”. No entanto, percebe-se de modo sutil a implantação de outra visão intitulada de “opressão preferencial pelos pobres”, ou seja, quem deveria optar pelo pobre acaba oprimindo-o. Quem deveria lutar pelo pobre assume a função de massacrá-lo. E aqui não falamos de políticas públicas ou economia globalizada, falamos por ora de pequenas situações, que tanto eu como você, podemos alimentar sem pensar que estamos dando continuidade a um sistema que crucifica os pequeninos de Deus.

Questionemos nossas atitudes e reconheçamos se por algumas vezes e dos mais variados modos não alimentamos o capitalismo do lucro pelo lucro. Examinemos nossa consciência nos juros que cobramos. Olhemos se não estamos consumindo sem limites. Revisemos nossas prateleiras existenciais e perguntemos: Qual foi a última atitude que fizemos em favor de um pobre? Qual foi o dia em que deixamos de ir passear para visitar uma família carente na periferia de nossas cidades? Quando foi o último celular que compramos e a última cesta básica que doamos?

A responsabilidade pelo pobre não é só política, mas se estende a todos nós. É um preceito existencial reconhecer na vida do pobre a vida de Cristo que ainda caminha pelo mundo no desempregado, no indigente, no abandonado, no sem teto, e no marginalizado. Reflitamos como nos diz a canção: Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos. E a gente quando vê passa adiante. Às vezes pra chegar depressa a Igreja. Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa e dorme pelas beiras das calçadas e a gente quando vê aperta o passo e diz que ele dormiu embriagado.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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E SERÁS SACERDOTE PARA SEMPRE!

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Nesta semana, por ocasião da memória de São João Maria Vianney, o famoso “Cura d’Ars”, padroeiro dos párocos, também é ocasião para nos recordamos do dia do padre. Na presente data rezei pelos meus irmãos no sacerdócio e passei o dia a refletir sobre o quanto é importante ser padre de acordo com o coração de Deus e não a partir dos próprios critérios ou de sentimentos pessoais.

A missão do sacerdote está inserida no mistério Divino e decorre, diretamente, dele. Assim, quanto mais mergulharmos na origem da vocação sacerdotal, mais encontramos o rosto do Pai, pois Ele é o fundamento que legitima uma verdadeira vocação. O Pai continua a peregrinar pelo mundo, tocando no interior de cada alma. Ele prossegue passando por nossas casas, nossas famílias, nossas escolas e a chamar os seus, para lhes conceder vida e plenitude. Por isso, é impossível falar de vocação sem mencionar a emoção da pertença, a característica da escolha e a eleição para um serviço tão importante como o sacerdócio. Por trás de cada vocação está a história do amor do Pai inserida na vida dos seus filhos. Fomos convocados pelo Amor!

Muito mais do que pregar e confessar o povo, o sacerdote assume o apostolado do exemplo.  Mesmo sendo frágil e humano, suas atitudes devem apontar para o Evangelho. Em seus gestos mais simples, o sacerdote convida a comunidade cristã a aderir seu pensamento, vontades, sentimentos e toda a sua existência ao Evangelho de Jesus. É como se ele mesmo dissesse: “Querem conhecer o Mestre Jesus? Olhem para mim e vejam em minhas atitudes a face de Cristo!”

No coração do sacerdote está o chamado a ser ‘mestre da Palavra’, ‘ministro dos Sacramentos’ e ‘guia da Comunidade Cristã’. Não porque ele o quis ou evocou para si estes títulos. Pelo contrário, foi porque a Igreja assim o confiou. O sacerdócio não tem nada a ver com o exercício de uma profissão. Ser padre não é uma questão de aptidão pessoal. Trata-se, no fundo, de um carisma, confiado pelo Espírito Santo àqueles que Ele mesmo escolheu.

O sacerdote não é um funcionário do Sagrado nem um profissional da religião. Se fosse para categorizá-lo de acordo com a nossa mentalidade trabalhista, poderíamos dizer que: sua carteira de trabalho é o Evangelho, seu cartão de ponto é a oração e seu salário é gastar a vida pela causa dos oprimidos e abandonados. O regulamento que rege o serviço de um sacerdote é bem diferente do que a maioria está acostumada. Isso não faz dele um super-herói e muito menos alguém distante da sociedade. É inserido no tempo, consciente da fé, que o sacerdote evangeliza e também se deixa evangelizar.

Junto à missão sacerdotal está a realidade do serviço, pois o sacerdote “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). Sendo homem do serviço, cabe a nós sacerdotes animar os fracos; empregar esforços para uma vida, verdadeiramente, cristã nos fiéis; exortar os desanimados; edificar a Igreja com o próprio testemunho; consolar os abatidos; libertar os cativos da injustiça e, por fim, ir ao encontro de todos aqueles que necessitam da face de Deus, sempre com a consciência de que: “quem é posto à frente do povo deve ser o primeiro a dar-se conta de que é servo de todos. E não desdenhe de o ser, repito, não desdenhe de ser servo de todos, pois não desdenhou de se tornar nosso servo Aquele que é Senhor dos senhores” (Santo Agostinho).

Porém, a maturidade da fé já ensina que nenhuma vocação é um mar de rosas. Nunca nos esqueçamos dos espinhos. Muitas vezes carregados na própria carne, como dizia o apóstolo (Cf. II Cor 12,7). Da mesma forma como há aqueles que se deixam inflamar pelo amor do Pai, sendo conscientes do dom espiritual que carregam, também há uma pequena minoria que se deixa perder pelo caminho. Acabam por sucumbir à ideia de que a vocação sacerdotal é coisa do passado. Que engano, pois, as pessoas sempre terão necessidade do amor do Pai! “Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir” (Bento XVI).

Em uma sociedade cada vez mais secularizada, busquemos a face do Pai e não deixemos de orar pelos sacerdotes. Antes de criticar, oremos! “No coração do sacerdote não está extinto o amor” (Paulo VI). Mas, ele o exerce continuando a missão de Cristo, na caridade incondicional. É este amor que lhe confere o sentido de responsabilidade primeira pelo povo de Deus.  Com a oração dos fiéis e com o esforço pessoal, a personalidade do sacerdote é amadurecida. A partir desse momento, somos capazes de carregar esse precioso dom, em nossos frágeis vasos, amparados pela força do Pai! Prossigamos!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
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