Mês: julho 2013

O verdadeiro sentido da fé cristã

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O Pai nos convida a testemunhar de um modo particular sobre aquilo que experimentamos, muito mais do que aquilo que somente aprendemos. Esse é um compromisso de vida: acreditar, viver e testemunhar as obras realizadas pela fé. E a experiência de Deus: tocá-Lo, vivenciá-Lo e testemunhá-Lo, no cotidiano, é marca registrada da vida cristã.

Sem experiência é impossível falar do Mistério Divino. Longe da experiência estaríamos apenas teorizando e deixando de lado a prática. A experiência é a única linguagem permitida para nos remetermos ao Deus que nos ama sem impor condições. Assim, quem quiser conhecê-Lo deverá, em primeiro lugar, experimentá-Lo.

Não adianta falarmos da boca para fora, mas não buscarmos viver, não experimentarmos a fundo aquilo que nós cremos. Podemos ter os melhores cursos de Teologia, os melhores diplomas na nossa vida, mas sermos pobres na fé. Não devemos nos preocupar com aquilo que é superficial, ficarmos presos às coisas que não são importantes para o crescimento humano. Precisamos ser melhores diante de Deus neste mundo.

Na Romaria do Divino Pai Eterno, nós vemos a expressão de fé de diferentes modos. O povo quer louvar a Deus, quer dizer obrigado ao Senhor. O povo quer demonstrar o seu amor. As pessoas suplicam por misericórdia, por piedade. Para isso, tantos ousam o sacrifício. Pessoas vêm a pé de Goiânia e até mesmo de outras cidades, percorrendo até centenas de quilômetros. Pessoas que vêm de joelhos e às vezes descalças.

Quantas ações belíssimas daquilo que expressamos ao Senhor, daquilo que nós experimentamos de Jesus, Filho amado do Divino Pai Eterno! Recebemos aqui os romeiros com todo o calor de nossa fé. Aqui se faz concreta a expressão de amor nos gestos de devoção, nos gestos de romeiros.

Muitas vezes é o próprio povo que nos ensina. São as próprias pessoas de fé simples e humilde que nos mostram como experimentar Deus em sua essência, no seu amor e na sua grandeza. Eles se expressam sem barreiras, com toda a dedicação e devoção. Eles sabem proclamar aquilo que acreditam e experimentam do Senhor, carregando sua cruz de cada dia, sendo verdadeiros discípulos do Mestre.

Na simplicidade da fé, o Pai Eterno estabeleceu uma aliança, fundamentando-a na fé de milhares de devotos. Foi nessa fé, de carpinteiros e lavradores, que a devoção foi crescendo e conquistando novos corações. Seja em 1840, quando o medalhão foi encontrado; seja em 1912, na construção do Santuário Velho; seja em 1943, época da construção do Santuário Basílica; seja em 2013, momento da construção da nova e definitiva Casa do Pai.

É tempo de fé. Vamos juntos refletir a nossa profissão de fé: “Pai Eterno, eu creio em Vós!”. Isso significa crer no Seu amor, em Sua misericórdia, na bondade manifestada através de Cristo. Todos os devotos chegam a este lugar santo para dizer: “Obrigado, Senhor. Eu creio no Vosso amor. Eu creio na força de Deus, na redenção que veio Dele em seu filho Jesus”. Façam uma experiência do verdadeiro amor misericordioso de Deus, que nos dá o presente da salvação de nossas vidas e de nossas almas.

Todos os dias, a pessoa de fé é convidada a se esforçar para viver aquilo que acredita, concedendo as razões de sua fé e os fundamentos de sua esperança. Onde impera a maldade, ela é convocada a agir em favor do bem; quando a ordem é manter o ódio, ela deve atuar pelo perdão; nos momentos em que a maledicência prevalece, cabe a ela cobrir os difamados com o manto do silêncio, agindo com caridade.

A pessoa que se conhece, em Deus, é capaz de encontrar um sentido para a vida, não obstante os sofrimentos que aparecem em seu caminho. É alguém forte, pois Deus é sua própria força. É por isso que, na condição de filhos do Pai Eterno, precisamos reavaliar o verdadeiro sentido da nossa fé cristã no mundo. Aquele que é capaz de questionar o sentido da própria fé está alcançando a maturidade em Cristo.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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Pai Eterno, eu creio em Vós!

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Há mais de cento e setenta anos Trindade tem sido ponto de convergência para milhares de peregrinos que buscam um sentido para a vida e alívio para as suas dores. Peregrinos da esperança, todos que chegam em Trindade tornam-se romeiros da eternidade. A experiência da fé nos leva a caminhar com os pés firmes no chão da vida, com o coração e os olhos voltados para o alto. Ser romeiro de Trindade é cultivar no coração o desejo de ver Deus face a face e ser acolhido pelo Pai no eterno abraço.

Neste Ano da Fé, a Novena e Festa do Divino Pai Eterno nos ajudarão a rezar e a refletir o tema: “Pai Eterno, eu creio em vós!”. Vamos percorrer um itinerário de reflexões que nos levará a aprofundar a vivência da nossa fé. Toda a liturgia e as homilias da novena desenvolverão os subtemas: Creio em Deus Pai Criador; Creio em Deus Pai que enviou Jesus para nos Salvar; Creio em Deus Pai que nos reune na Igreja Católica; Creio em Deus Pai que enviou o Espírito Santo para nos Santificar; Creio em Deus Pai que abençoa e santifica as Famílias; Creio em Deus Pai que nos faz bem-aventurados pela Fé; Creio em Deus Pai Misericordioso; Creio em Deus Pai que é Amor; Creio em Deus Pai que, em Maria, revela seu rosto Materno. E no dia da festa vamos celebrar nossa fé eclesial, crendo no coração e confessando com a língua: Pai Eterno, eu creio em vós. Assim nossa fé é fortalecida, nossa esperança é renovada e o amor de Deus é derramado em nossos corações.

A pequena Imagem que veneramos no Santuário de Trindade toca no mistério mais profundo da fé cristã: A Santíssima Trindade. Há um só Deus, mas não é Deus sozinho. É a revelação de que Deus é Comunhão de Pessoas no Amor: Pai, Filho e Espírito Santo. No centro da pequena Imagem, está a figura da Virgem Maria representando toda a humanidade no coração de Deus. A exemplo de Maria, todos nós que vivemos pela fé, receberemos a coroa da vida eterna. O desafio está colocado: a fé age pela caridade. Se queremos participar da vida de Deus, temos que crer e realizar obras de caridade. A fé que professamos na Trindade Santa nos leva a viver em comunhão de amor com os nossos irmãos e irmãs. Se de fato queremos ser homens e mulheres de fé, não podemos fugir do desafio de conviver com os nossos irmãos e irmãs. Toda convivência para ser boa e saudável exige amor, paciência, acolhimento, perdão, humildade, respeito, honestidade…

Portanto, a fé é um dom de Deus e uma resposta que livremente damos por meio do compromisso que assumimos. Será necessário sempre cultivar e renovar a fé. Por isso, temos que ouvir a Palavra e buscar na oração a força que precisamos para viver a fé. A fé será nossa contínua adesão à pessoa de Jesus Cristo e ao evangelho que ele anunciou para a nossa salvação. O autor da Carta aos Hebreus nos exorta: “Corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos em Jesus Cristo que é o autor e realizador da nossa fé”.

Desejamos que todos os romeiros cheguem à verdadeira experiência de fé conforme cantamos numa estrofe do hino dos romeiros de Trindade: “Nossa fé, testemunho profundo, alimenta-se em graça e oração. Consagrar para Deus este mundo, há de ser nosso anseio cristão”.

Pe. Fábio Bento da Costa, C.Ss.R.
Superior Provincial da Congregação do Santíssimo Redentor de Goiás

Profissão de fé, uma proclamação de entrega ao Pai

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A fé é a convicção nas realidades que não podemos ver nem tocar. A fé é um dom, um presente do céu para nós. É uma certeza que temos e não precisa de provas. É nela que nos reconhecemos como filhos amados do Pai Eterno. Pela fé nos convertemos e realizamos muitas obras de amor. A fé promove todo o bem. Pela fé, Deus age em nossas vidas, nos faz sentir o Seu amor, nos converte e nos traz muitas bênçãos.

A oração é que fortalece sempre mais essa nossa caminhada. Por ela falamos com o Pai Eterno e aprendemos com Ele. Pela oração nos tornamos mais sábios e encontramos o caminho para a solução de angústias e conflitos. Em meio às grandes dificuldades, a pessoa é sustentada pelo amor misericordioso. À medida que nos deixamos conduzir pela experiência da fé, os problemas deixam de ser o fundamento de nossa vida, pois um só é o fundamento: o Divino Pai Eterno.

Então, na entrega confiante da vida ao Senhor, alcançamos a paz que o mundo não pode oferecer. Deus concede conforto aos nossos corações sempre que entregamos a vida à Sua Providência Divina. Esta paz é um dom que Ele deixou para nós que cremos, amamos e buscamos viver com fé. Podemos viver esta paz pela crença, oração e entrega de nós mesmos ao Deus da Vida.

Façamos a nossa profissão de fé. “Pai Eterno, eu creio em Vós!”. Este é o tema da Romaria anual em Louvor ao Divino Pai Eterno de 2013, seguindo a proposta do Ano da Fé. Na verdade, é uma proclamação de que confiamos a Deus, nosso Pai Eterno, a vida que temos e a esperança que cremos. Acreditamos no amor do Pai, que nos enviou Jesus Cristo e continua Sua ação em nossas existências pela luz e força do Espírito Santo.

Neste tempo de Romaria anual, muitas pessoas vêm à Trindade expressar sua fé e amor na oração, louvor e súplica ao Divino Pai Eterno. É tempo de chegar à Casa do Pai com muita emoção. Essa é uma forma de proclamar e reavivar a fé do povo fundamentada no amor de Deus. É vivenciar a experiência de encontro com o Pai. Estamos falando de uma fé simples, porém forte, do povo de Deus, do romeiro, do peregrino, daquele que crê, confia e se entrega ao Pai Eterno.

O Papa Bento XVI, quando convocou o Ano da Fé, escreveu em sua carta apostólica Porta Fidei: “Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria”. Ele também destacou que “só acreditando é que a fé cresce e se revigora (…). É um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus”.

Assim, acreditamos em um Deus que nos cria no amor, espera na fé e salva na misericórdia. A nós cabe sermos homens e mulheres de esperança, pessoas prontas para proclamar ao mundo a nossa fé. Busquemos a experiência do Pai, para que nosso testemunho seja fruto daquilo que vivenciamos. Estejamos preparados para os desafios que a espiritualidade cristã nos provoca e convoca sempre. Estejamos prontos para dizer com fé e devoção: “Pai Eterno, eu creio em Vós!”.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

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Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

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Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h