Mês: agosto 2013

Ser pai é uma questão de vocação!

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Como é bom ter um pai! Falo por experiência própria. Fui agraciado por Deus pelo pai que tenho. Nunca me esquecerei dessa figura que corrigiu no amor, exortou na esperança, orientou com cuidado, elucidou na maturidade e norteou pelo caminho da incondicionalidade. Sei bem da participação que papai teve em minha vida e, sobretudo, em minha vocação. Junto à mamãe, foi a educação paterna que me ensinou valores basilares, os quais carrego comigo até os dias presentes. Muito daquilo que faço e ensino devo à sua forma de me instruir na fé!

De acordo com dados arqueológicos, o primeiro a comemorar o dia dos pais foi um jovem, chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de quatro mil anos atrás. Na ocasião, o mesmo confeccionou um cartão (tijolo), ao seu pai, em argila. Mesmo assim, a comemoração do dia dos pais foi instituída no início do século XX, mais precisamente em 1909.

A motivação partiu da norte-americana: Sonora Louise Smart Dodd, no intuito de homenagear seu pai, William Smart: um veterano da guerra civil. A história de William é marcada pelo esforço de um viúvo em educar seis filhos, sozinho, em uma fazenda localizada em Washington. O primeiro dia dos pais foi comemorado em 19 de junho de 1910. No Brasil, a data passou a ser celebrada a partir de 1953, por iniciativa de um grupo editorial do Rio de Janeiro, disposto a incentivar o valor da família, a partir da figura paterna.

Muito mais que comemorações, a respectiva data deve ser celebrada com espiritualidade, pois para ser pai é necessário vocação! Esta só se reconhece e vivencia-se na ótica da fé. O genuíno pai se espelha no Deus da Revelação Cristã que é Pai, por excelência! Por isso, é muito difícil compreender o dom da paternidade fora de um contexto de fé! O pai terreno deve ter como espelho o eterno amor do Pai Divino.

Nos Evangelhos, Jesus anuncia um Deus completamente diferente do oficial, chamando-O de Pai! Por meio de atitudes e palavras, o Mestre de Nazaré revela na Sua pessoa a face do Amor de Deus. Eis uma forma de amor que se faz coragem na angústia e presença defronte as feridas da existência.

Infelizmente, muitos não compreenderam o vazio de suas almas, devido à ausência de amor. Basta olhar para a época presente e reconhecer nela a perene dor existencial. No mais íntimo do coração humano existe um vazio, uma lacuna, que nada nem ninguém pode preencher, exceto o Pai! Justamente por isso, aumenta, de forma acelerada, o número de pessoas que sofrem de depressão, de doenças físicas e psíquicas, de problemas familiares e pessoais por que se encontram vazias de Deus e, obviamente, vazias de si.

Neste Dia dos Pais, somos convidados a acolher o presente que Deus nos confiou desde a eternidade! Deixemos de escutar um pouco a euforia do mercado, para ouvirmos, em primeiro lugar, a voz do Pai que continua a ressoar em nossos corações: “Eu amo você!” É um tratado de amor entre a terra e o céu! Um Amor que atua na sutileza da história e não em fatos mirabolantes. Deus continua agindo e curando a ferida do mundo. A minha e a sua também!

O convite também se estende ao dom que Deus nos entregou na figura dos pais terrenos. Sejam eles bons, severos, distantes ou desconhecidos sempre serão nossos pais! Não há como fugir dessa realidade, por mais sofrida que ela possa ser. A carência de amor é suplantada pela atitude adulta do perdão. Será que hoje não é um dia propício para que, a partir do Amor, você se torne capaz de pedir perdão ao seu próprio pai? Muito se fala de perdoar o pai, entretanto proponho um pedido filial de perdão. Esteja ele vivo ou falecido, visite o seu coração, adentre a chaga de sua alma e em Deus abra-se à reconciliação!

Ore comigo: “Pai, perdoa-me, pelas vezes que sentei ao seu lado, mas não ouvi o que dizias… Pai, perdoa-me, pela visita rápida de fim de tarde, antes do jantar de domingo… Pai, perdoa-me, pela pouca paciência, quando querias aconselhar-me nos negócios… Pai, perdoa-me, por achar que tuas ideias já estavam ultrapassadas… Pai, perdoa-me, por ignorar tua experiência de vida… Pai, perdoa-me, pela minha falta de tempo para passar contigo… Pai, perdoa-me, pelo teu convite que recusei porque ia sair com meus amigos… Pai, perdoa-me, pela minha insensibilidade na hora da tua dor… Pai, perdoa-me, pelas vezes em que meus filhos não te trataram com o respeito que merecias… Pai, perdoa-me, pelo abraço que não te dei, pelo carinho que não te fiz… Pai, perdoa-me, por não ter reconhecido em ti o próprio Cristo… Pai, abençoa-me!” (Autor Desconhecido)

No amor do Pai Eterno, desejo a todos um feliz e abençoado Dia dos Pais!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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