Mês: setembro 2013

A Palavra de Deus provoca!

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Muitas vezes se confrontar com a Palavra de Deus, na Bíblia, pode causar até certo medo e espanto. Explico. A Palavra provoca por si mesma a desinstalação do nosso fechamento individualista e é capaz de penetrar a alma gerando no coração uma inquietude. Tira-nos de nossas principais seguranças, comodidades, status e nos lança à audácia histórica de Deus Pai que se revelou a nós por amor!

A força emanada das Sagradas Escrituras nos conduz a um processo de radicalidade em nosso modo de ser e viver. Ela age transformando a nossa consciência para a prática solícita do bem. Falamos da radicalidade compreendida como seriedade de vida e não como alienação. Radicalidade contrária a todo fundamentalismo bíblico ou a uma visão míope das Escrituras Sagradas. A Palavra de Deus provoca o confronto! Diante de sua ousadia profética não nos é possível permanecer inertes ou alheios à sua convocação! Justamente por isso que ao nos confrontarmos com a Palavra acabamos por transformar as nossas atitudes e optamos por uma existência mais radical. É assim que, na fraternidade e no serviço, testemunhamos a radicalidade do batismo, consagrado na fé; a radicalidade da oração voluntária, na esperança e a radicalidade da pobreza evangélica, no amor.

Pela Palavra escolhemos uma radicalidade livre e, ao mesmo tempo, libertadora. Uma radicalidade que não se fundamenta nem no tradicionalismo nem no conservadorismo, mas, pelo contrário, em uma vida enraizada no Coração do Pai Eterno!

Junto à radicalidade também está a revisão das atitudes. As Escrituras Sagradas têm a capacidade de questionar as raízes dos nossos comportamentos e nos fazer pensar se eles estão contribuindo para a nossa salvação e, por conseguinte, para a conversão das pessoas com as quais convivemos e nos relacionamos. No coração daquele que é apaixonado pela Palavra de Deus está alguém que não tem medo de si, que não se assusta com seus sentimentos, crises, tensões e reorientações para a vida. Está sempre revisando a sua caminhada e perguntando: No meu lugar o que faria Jesus de Nazaré? É a pessoa integrada e feliz na escolha assumida. Sabe que é feita de luzes e trevas, de certezas e dúvidas, de certo e reverso, de direito e avesso: é um “ser de contrários”. Exatamente por isso que a revisão acontece cotidianamente, através da leitura orante da Palavra. A revisão habitual e progressiva nos faz revelar no dia a dia a face do Amor.

A Palavra de Deus também nos faz possuir um coração de “migrantes”. No coração do Pai somos como que “nômades” e não sedentários. O Pai Eterno também é migrante e o Êxodo é o testemunho deste Deus itinerante que caminha com o seu povo. O coração de migrante nos leva a sairmos de nós, de nosso casulo e irmos em direção a todas as pessoas que estão precisando de nós, sejam elas: abastadas ou angustiadas profissionalmente, pobres, ricas, negras, índias, brancas, africanas, europeias ou oceânicas. A Palavra de Deus é universal e não pode ser concebida como patrimônio particular. Ela também não é proselitista, mas, sobretudo, oferecida como dom de Deus a nós!

A Palavra soa ainda como reconversão, revitalização e remigração para o Coração do Pai. Não nos é lícito permitir que a Palavra se torne um museu para visitarmos ou uma múmia para admirarmos. Ela não pode ser enfeite ou ficar nas cabeceiras de nossas camas como uma peça ornamental. O fundamental para um genuíno filho da Pai Eterno é continuar a missão de Jesus de Nazaré.

Assim, somos capazes de vivenciar confiando que a Palavra provinda de Deus é fiel por Ela mesma. Diante dos conflitos é a vivência madura da Palavra que fala mais alto. Diante do medo e da fraqueza é a força da Palavra que pode nos sustentar. Nos momentos de crise e de dificuldade é na Palavra que encontramos a coragem e o descanso. Somos chamados a viver como “bons samaritanos” que oferecem cuidados a quem mais precisa.

Para sermos revigorados pela Palavra precisamos adentrar o caminho proposto para aqueles que querem ser reestruturados em sua humanidade por Jesus. Só é lícito falar da Palavra aqueles que estão sendo iluminados pela Boa Nova do Evangelho. Por isso se faz necessária a vivência de uma espiritualidade bíblica: orando, convertendo-se e vivendo a Palavra, não obstante as provações pessoais. E aqui, meus amigos, bastam as palavras deste artigo, pois acabamos de entrar no campo do Mistério de Deus que nos convida a contemplar no silêncio esta comunhão. Sem espiritualidade não há missão, não há conversão e muito menos anúncio, quer na vida dos cristãos, quer na existência daqueles que possuem fome de pão e da Palavra de Deus!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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