Mês: outubro 2013

Concidadãos dos Santos?

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“Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef. 2,19).

Com as palavras do Apóstolo Paulo, podemos nos perguntar: Qual é a nossa família? Onde gastamos nossa vida, nossas energias vitais? Onde encontramos força para nos levantarmos após cada queda no caminho? Quando dizemos que somos de Deus, sabemos que Ele nos ama. Sim! Mas, por que este amor de Deus por mim?

Porque eu sou parte da Sua família. Eu sou filho no Filho Jesus! Feito à imagem e semelhança de Deus, como nos diz a Escritura Sagrada. Ninguém pode amar alguém que não conhece. “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.” (I Jo 3,1).

Se somos amados do Pai é porque Ele nos conhece e nos conheceu antes mesmo que viéssemos ao mundo. Somos filhos e filhas, amados e amadas do Pai. Somos “concidadãos” dos santos. A nossa família primeira não é esta que constituímos com a esposa ou o esposo, filhos e filhas, netos… A nossa família primeira está no céu, nos esperando junto ao Pai. É a família dos santos e santas de Deus, porque somos “cidadãos do céu”, somos filhos e filhas de Deus.

Ah, se colocássemos isto em prática. Não perderíamos tempo com brigas, rixas, divisões, para saber quem manda mais, quem sabe mais, quem pode mais. Quando nos unimos em sacramento com a pessoa que vive conosco, na verdade estamos fazendo uma aliança com Deus e nem percebemos. O sacramento do matrimônio é uma reposta a Deus, resposta de amor Àquele que em tudo nos amou.

A nossa família deve ser reflexo da família do céu. O jeito como tratamos nossos familiares na verdade é o jeito como tratamos o Pai. Quando se fica emburrado, magoado, gritando com o esposo ou a esposa, na verdade se está fazendo isso com o próprio Pai. Fica-se azedo, ranzinza, chato, porque sentimos que o Pai não está nos ouvindo, que Ele é surdo para nos ouvir, “ouve todo mundo menos a mim”, e por isso ficamos irados, com ódio, com raiva.

Devemos purificar os nossos laços de amor com Deus. Devemos voltar ao convívio do Pai. Ou por acaso este não é o primeiro mandamento: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças” (Mc 12,30). Mas, também, o apóstolo João nos adverte chamando-nos até mesmo de mentirosos quando diz: “Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” (I João 4,20).

Com essas palavras podemos dizer: Senhor Jesus, ensina-nos a amar como amaste o Pai; ensina-nos a rezar como ensinastes aos Teus discípulos; ensina-nos a perdoar como perdoaste a pecadora arrependida. Ensina-nos Senhor a ver nossa família como aliança e sinal do Teu amor. Só assim poderemos nos lançar à missão, porque teremos sarada a nossa vocação. Sem uma vocação à santidade, sem querer ser santo, nada podemos fazer de bom. Nada podemos realizar. Nada nos resta fazer a não ser lamentar e maldizer o Senhor nas pessoas que nos cercam.

Se assumirmos o nosso lugar como filhos e filhas de Deus, se nos apossarmos desta vocação à santidade dada a nós pelo Pai, então teremos raízes boas para fazer crescer a nossa árvore familiar e dar bons frutos no lar. Poderemos até mesmo expandir os frutos em missão na Igreja e nas comunidades, formando, assim, uma família que ama, busca, preocupa-se e respeita a cada um. Uma família onde o Pai nos chama para enviar-nos a missão. Missão de sermos todos irmãos.

Pe. João Bosco de Deus, C.Ss.R.
Missionário Redentorista

Feridas Existenciais

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Nem sempre sabemos conviver com nossos limites. Muitas são as histórias que nos libertaram e também nos oprimiram ao longo da vida. Nem sempre fomos criados pelas pessoas que idealizamos. Talvez nossos pais, parentes e amigos não se apresentaram conforme as nossas vontades mais profundas. Nossa infância pode ter sido dolorosa e sofrida. Das mais diversas formas e dos mais variados modos, podemos nos sentir profundamente sozinhos em relação a pessoas, a lugares e realidades. Em quantas ocasiões nossos sentimentos foram feridos? Que preço pagamos para sermos nós mesmos? Quão difícil não foi residir com alcoólatras e com personalidades de temperamento agressivo? Que quantidade de vezes fomos humilhados em nossa dignidade por aqueles que jamais imaginaríamos? Em determinadas ocasiões parece que a vida se torna um fardo quando não sabemos lidar com as feridas que a existência nos impôs. No entanto, a vida é o grande dom que Deus nos confiou e como tal precisa ser vivenciada como um presente divino. Mas o que fazer quando o sofrimento fala mais forte?

Nesse sentido, precisamos tomar algumas atitudes e a primeira delas é visitar o nosso inconsciente, sem rodeios e de forma objetiva, no intuito de encontrar as grandes respostas da libertação interior. Mesmo assim, não nos é tranquilo assumir tamanho empreendimento de forma solitária ou individualista. Pelo contrário, é em Deus que vislumbramos o “fiel companheiro de viagem”. É com Ele que adentramos as zonas mais ocultas do nosso ser. É Nele e por Ele que a jornada interior ganha sentido. É para Ele que nos tornamos mais livres dos malefícios do passado e mais benéficos no presente. É com a face amorosa de Deus que nos deparamos nos momentos mais difíceis da vida.

Diante das dores e mágoas do passado, vamos aprendendo a não reproduzir, na vida dos outros, aquilo que sofremos. Descobrimos que nem sempre aqueles que nos fizeram chorar tinham tal intento. Talvez, determinadas reações foram ocasionadas pelas intempéries do cotidiano. Precisamos, portanto, compreender a história das pessoas quando quisermos conhecê-las mais e melhor.

Nesta mesma direção, vemos que o ser humano já foi capaz de atingir distâncias extraplanetárias e nem sempre teve a coragem de visitar seu próprio coração. O motivo? Podemos deduzir que seja a dor existencial. Conhecer-se é um caminho doloroso e libertador! Sabemos que não é fácil se reconciliar com o passado sofrido. Não é fácil perdoar. Não é fácil se libertar dos laços hereditários que aprisionam o presente. Prestemos atenção: falamos que não é fácil e não que é impossível.

Basta nos visitarmos interiormente para reconhecer que existem inúmeras situações não resolvidas. E o pior acontece quando permitimos que essas forças inconscientes determinem o nosso futuro como algo absoluto. Estejamos cônscios de que não nos é lícito ficar presos a fatos e situações passados que muitas vezes não dependeram de nós. Tenhamos a audácia da fé para dar passos concretos em vista de uma vida mais amadurecida.

Saibamos que Deus está e vive em nós. Nos momentos dolorosos, Ele sempre fica presente ao nosso lado. Não estamos desamparados. Não há fracasso para aqueles que confiam no Pai Eterno! Tenhamos a clareza da fé para expor que o nosso maior sofrimento nunca foi o passado, mas, sobretudo, o fato de fugir do amor de alguém que faz tudo pela nossa felicidade. Reconheçamos também que se fugimos de Deus hoje, amanhã Ele nos encontra na esquina da vida. Não deixemos que as tristezas, as mágoas, os ressentimentos tomem conta da nossa história e nos impeçam de viver como filhos amados do Pai. É uma questão de escolha. Deus jamais nos esquecerá, pois pertencemos a Ele. Estamos gravados em seu coração! Não estamos sós! “Homem, considera que fui Eu o primeiro a amar-te. Não estavas ainda no mundo e eu já te amava, mundo nem mesmo era. Amo-te desde que amei a mim mesmo. Amo-te desde que sou Deus” (Santo Afonso).

No desenrolar da história temos o desfecho nos braços de Deus Pai. Um Pai que nos entende, que nos compreende, que não nos acusa, não nos culpa, mas que sempre diz: Eu vos amo! Nas raízes da história de Deus está também a história divina do humano. O sentido para a nossa existência está no encontro eterno com Deus. Na medida em que nos abrimos e pedimos para que Ele cure nossas feridas, antecipamos o encontro eterno que um dia acontecerá em plenitude no céu.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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