O Espírito Santo e a comunidade cristã

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Não é difícil encontrar a ação do Espírito no Antigo Testamento. Ele é o que dá vida, ânimo, força (Gn 6,17-27), ele indica o mais profundo do ser humano e sua busca de Deus (Sl 77,4.7), é também a energia, movimento que inspira a pessoa a paixões, furor, ira, coragem e resistência (Sl 31; Jz 15,19).

No Antigo Testamento, a ação do Espírito esteve sempre em favor da criação, do povo de Deus e da vida. Sendo aquele que gera, cria, faz nascer, movimenta, inspira, impulsiona, redime e cura. E Jesus bebe desta tradição bíblica-profética tornando-a vida em sua vida.

Toda a vida de Jesus de Nazaré pressupõe a ação do Espírito. Desde a anunciação feita pelo Anjo a Maria, no qual anuncia a concepção: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do altíssimo vai te cobrir com a sua sombra, por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1,26).

No batismo de Jesus feito por João (Mc 1, 9-10), que o impulsionou à missão no comprometimento com o Reino do Pai. Curando o paralítico (Mc 2,5), o leproso (Mc 2,40-42), perdoando os pecados (Lc 7,50), expulsando os Demônios (Mt 8,28-32). No mesmo Espírito, Jesus clama “Abbá, Pai” (Mc 14,36) e entrega-se ao Pai: “Pai em tuas mãos entrego o meu Espírito” (Lc 23,46). Também no Espírito, Jesus é ressuscitado e volta para o Pai, donde Ele envia o Espírito sobre os apóstolos.

Sabemos hoje que essas passagens possuem seu fundamento na releitura que as primeiras comunidades cristãs fizeram do evento Cristo, portanto são pós-pascais. Mas elas nos indicam como Jesus de Nazaré experimentou a Deus e como esse relacionamento com Deus, por meio do Espírito, o conduziu à entrega total por uma causa.

É o Espírito quem torna presente o Reino na pessoa de Jesus de Nazaré, fazendo assim este Reino visível aos olhos dos pobres, pequenos e pecadores. Por isso, os primeiros discípulos não hesitaram em relacionar a ação de Jesus à ação do Espírito de Deus que vem em favor do seu povo.

Em pentecostes (At 1-13), momento em que “simbolicamente” o Espírito foi enviado sobre os discípulos, fundando a Igreja, manifestou-se a força salvadora da obra de Cristo, Encarnado, Morto e Ressuscitado que permanece na Igreja como portadora de sua ação salvífica por meio do Espírito.

É por meio do Espírito de Cristo presente na Igreja, que esta se torna mediadora da salvação. Deste modo, a Igreja, comunidade de fiéis, para ser verdadeiramente portadora da salvação, ou comunidade salvífica, tem que viver segundo o Espírito de Cristo no meio do mundo.

Por isso, ela é sempre convidada a manter os “olhos fixos em Jesus” (Hb 12,1-2) para não perder a meta e o fundamento na qual ela está fundada, que é o próprio Cristo. No entanto, voltar o olhar para o Cristo é antes de tudo voltar o olhar para Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José, o carpinteiro. Pois é olhando para Ele que as primeiras comunidades, movidas pelo Espírito, vão reconhecer que Ele é o Cristo da fé, e Nele está a salvação esperada.

Diác. Reinaldo Martins de Oliveira,C.Ss.R.
Missionário Redentorista

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