Mês: janeiro 2014

Para uma nova evangelização

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Quando Santo Afonso Maria de Ligório, em 9 de novembro de 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, em Nápolis na Itália, foi-se desenvolvendo uma prática pastoral de acordo com a necessidade daqueles trabalhadores rurais nas montanhas cuidando de seus rebanhos e cultivando as plantações nativas daquela região. Santo Afonso deixou como principal inspiração a certeza de que encontramos em Jesus Cristo a “Copiosa Redenção”, ou seja, a Misericórdia infinita, o perdão e a reconciliação. O Papa Francisco tem demonstrado em seus escritos e mensagens a importância de uma profunda conversão vinda de dentro da própria Igreja para chegarmos ao exercício de uma nova evangelização. Em sua mais recente Exortação Apostólica Evangelii Gaudium” (a alegria do Evangelho), destaca, ao falar sobre o “coração do Evangelho”: São Tomás de Aquino ensinava que, também na mensagem moral da Igreja, há uma hierarquia nas virtudes e ações que delas procedem. Aqui, o que conta é, antes de Aqui, o que conta é, antes de mais nada, a fé que atua pelo amor” (Gl 5,6).

Continua o papa:

O elemento principal da nova lei é a Graça do Espírito Santo, que se manifesta através da fé que opera pelo amor. Por isso afirma que, relativamente ao agir exterior, a misericórdia é a maior de todas as virtudes; na realidade compete-lhe debruçar-se sobre os outros e – o que mais conta – remediar as misérias alheias. Ora, isto é tarefa especialmente de quem é superior; é por isso que se diz que é próprio de Deus usar de misericórdia e é, sobretudo nisto, que se manifesta a sua onipotência.” (Evangeli Gaudium, nº 37, pág. 33) A exortação do Papa Francisco toca a essência do Evangelho quando ressalta como a maior das virtudes, a misericórdia, nos coloca a serviço das pessoas que sofrem para sermos o sinal de Cristo, colaborando para que sejam curadas as feridas e que se libertem de todo o mal que lhes escravizam. Na Congregação do Santíssimo Redentor somos enviados aos mais humildes nos lugares mais distantes e difíceis em que outros não querem ir. Na atualidade quando a maioria da população migrou-se para as cidades grandes somos chamados a evangelizar nas periferias onde estão os abandonados, tanto socialmente como espiritualmente. Somos chamados, também, a acolher e evangelizar todas as pessoas que acorrem aos Santuários buscando a bondade e a misericórdia daqueles que foram preparados para esse serviço e devem se colocar como Jesus, debruçando-se e gastando a sua vida para a realização da Copiosa Redenção em Jesus Cristo. Para sermos testemunhas de Cristo Jesus quando nos ensina a servir com gratuidade. Para chegar-se a uma conversão pessoal é necessário um olhar atento para dentro de si mesmo, uma avaliação das atitudes e um discernimento a partir do coração do Evangelho, que é a prática das virtudes teologais: a Fé a Esperança e o Amor. Chegando ao exercício da misericórdia com todos, especialmente aos excluídos de uma participação digna em todas as dimensões: social, política, cultural, religiosa. Para uma nova evangelização é importante desprendermos das estruturas que proporcionam o comodismo e voltarmos àqueles que peregrinaram em busca de encontrar o sentido para a vocação. Como São Clemente, Santo Redentorista, que nos ensina que o Evangelho deve ser transmitido de acordo com a realidade de cada povo e cultura. E que a mensagem do Evangelho é sempre atual onde os corações se dispõem a serem renovados. Ao mesmo tempo, devemos evangelizar com renovado ardor missionário levando aos mais pobres e abandonados a Copiosa Redenção de Cristo Redentor.

 Pe. João Otávio, C.Ss.R. 

Missionário Redentorista

Ano Novo: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

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Sabemos que tudo o que existe é obra criadora do Pai Eterno: princípio imanente de todas as coisas. Na essência da criação reside a intencionalidade Divina em nos salvar! A própria força do criado nos remete a Deus que apela e se direciona em favor do humano para divinizá-lo no amor, redimi-lo na esperança e reconduzi-lo à fé.

Em Jesus Deus se torna humano! Mesmo criando a humanidade, Deus nunca havia sido historicamente humano: carne em nossa carne, sangue do nosso sangue, vida para nossa vida. Foi em Jesus que Deus assumiu as raízes existenciais do humano, exceto no pecado. Em contrapartida, é no Jesus de Nazaré, testemunhado pelos Evangelhos e, ao mesmo tempo, pela Tradição da Igreja, que encontramos o sentido último da vida e a plenitude realizadora do humano!

Jesus, foi o revelador de dois grandes mistérios da criação, a saber: o mistério de Deus, na incondicionalidade de Pai e o mistério do homem e da mulher, na realidade divina de filhos! Por meio do Cristo, a humanidade ferida peregrina em busca de sua origem: o coração amoroso do Pai Eterno! Muito mais que morrer na cruz por nossos absolutizados pecados, Jesus teve a missão de revelar, por atitudes e palavras, a face de um Deus com rosto de Pai. Justamente por isso, se quisermos compreender a Deus precisamos recorrer à mensagem de Jesus. Nela nos deparamos com um Deus que “está com problemas, louco de amor, perdeu a cabeça de tanto amor” (Santo Afonso). Um Deus que “dá testemunho de si dentro de nós” (Libânio) e que nos ensina a continuar a missão redentora de Jesus sendo, para o mundo, a face do amor! O amor do Pai nos conduz à vivência do Cristianismo.

É por isso que, na condição de filhos do Pai Eterno, precisamos reavaliar o verdadeiro sentido da nossa fé cristã no mundo. Devemos procurar ir ao fundo dos fatos motores que nos impeliram a entregar a vida em favor do mais pobre dos pobres. Eis uma pergunta existencial: Qual a razão do Cristianismo na Igreja e a serviço do mundo? Aquele que é capaz de questionar o sentido da própria fé está alcançando a maturidade em Cristo. Quem não se questiona é infantil e tem medo de se conhecer. Infelizmente nos esquecemos de que as nossas atitudes dão testemunho da fé cristã.

Destarte, urge a tarefa de assumir a vivência radical da caridade testemunhada no Evangelho. Ao escolhê-la estamos optando pela primazia da fraternidade, pela fundamentação no amor gratuito e pela assiduidade na consagração às obras boas. Por fim, escolhemos a uma caridade livre que não se fundamenta nem no tradicionalismo nem no conservadorismo, mas, sobretudo, em uma vida radicada no Coração do Pai, Filho e Espírito Santo.

Na Santíssima Trindade encontramos a nossa eterna morada, a nossa manjedoura existencial. Da Trindade viemos. Nela somos, nos movemos e existimos. Para Ela haveremos de voltar após a experiência mais íntima da fé na morte (cf. At 17,28). A vivência trinitária faz da vida: uma verdade altruísta, faz da história: uma biografia de salvação, faz do seguimento: uma constância perene no coração de Deus.
Adentrando ao Mistério da Trindade resgatamos a origem da nossa criação a partir do Pai, da nossa salvação no Filho e da nossa transfiguração no Espírito Santo. Na medida em que ingressamos pela Escola do Evangelho aprendemos a transpor a nossa figura pela figura da Trindade. Passamos a medir os fatos da vida sob o crivo do Deus, que é amor (cf. I Jo 4,8). Encontramos o sentido para a existência e descobrimos que “não amamos qualidades, amamos uma pessoa; às vezes tanto pelos seus defeitos quanto por suas qualidades” (Jacques Maritain).

Filiados em Deus Pai, irmanados na encarnação de Jesus Redentor e santificados pela força transformadora do Espírito mergulhemos na vida da Trindade! Abramos o nosso coração diante deste Deus que não nos tira nada, pelo contrário, nos concede tudo o que necessitamos para sermos plenos e humanos. Não fujamos do amor de um Deus que faz tudo pela nossa felicidade! Não tenhamos medo de nos entregar ao Amor, mesmo que seja até as últimas conseqüências da fidelidade na cruz. Um feliz e abençoado 2014! Santo e próspero Ano Novo!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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