Mês: abril 2014

Cristo ressuscitou para nós!

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Ressuscitado para a nossa salvação!” (Rm 4,25). Como é salutar contemplar o modo como Deus se manifesta e atua na história! Na feição de Pai e com a ternura de Mãe, Deus vai se fazendo presente no mundo e, muitas vezes, age de forma inesperada. De modo especial, o Pai Eterno operou as suas maravilhas em Jesus de Nazaré para revelar todo o seu amor pelo gênero humano! Desde a encarnação até a ressurreição temos como melhor síntese a expressão da comunidade joanina: “Deus é Amor!” (I Jo 4,8).

Em Jesus está a plenitude de tudo aquilo que a pessoa pode ser quando se fundamenta em Deus. O Mestre de Nazaré torna-se humano: carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história, com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. A salvação aqui é totalmente diferente da expiação dos pecados da antiga lei e do desejo de sofrimento sanguinário da parte do Divino. Pelo contrário, por salvação compreendemos a absoluta realização do humano, como uma forma de resgatar o que estava perdido, de desvelar o que está escondido, de aprimorar aquilo que não se tinha consciência!

Jesus nasce, vive, cresce, morre e ressuscita a partir da nossa humanidade para nos mostrar como é significante viver de Deus e para Deus. Na vida de Jesus, o humano encontra o sentido para a vida ao se potencializar no amor, de forma plena e irrepetível. Entre Jesus e a pessoa humana não há uma troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno! É em Jesus que nós ultrapassamos as nossas mazelas e nos “apropriamos” do conteúdo originário da salvação e da ressurreição. “Para isso, com efeito, o Verbo se fez humano e o Filho de Deus se converteu em filho do homem: para que todo aquele que se unir ao verbo de Deus e aceitar a adoção, converta-se em filho de Deus” (Santo Irineu).

Em primeiro lugar, consideremos a morte de Jesus como uma consequência direta do limite das formas políticas e religiosas de seu tempo. Ele foi mal compreendido por um sistema que já havia se sacralizado pela lei. A cruz de Cristo é o resultado explícito da incapacidade humana em compreender a salvação. No entanto, é na cruz que “o doente, o maltratado, o pobre; […] o caluniado, o incompreendido, o que não consegue ver o fruto de seu trabalho e de seus sonhos; o que recebe em troca incompreensão, abandono ou ódio por causa de sua entrega; o que é torturado ou linchado por esquadrões especiais…todos eles têm na cruz de Cristo uma força que atua a partir das funduras do ser e da coragem” (Andrés T. Queiruga).

Em segundo lugar por trás do ocultamento da realidade está a presença de um Deus que atua no humano e pelo humano. A isso podemos chamar de início da ressurreição. Ao mesmo tempo em que se apresenta como o fim da vida de Jesus, a ressurreição, também se coloca como o início de sua missão salvadora. Naquilo que denominamos “fim” está o “começo” da ação divina. Muito mais que reanimar um cadáver ou trazer um morto de volta à vida, a ressurreição é o rompimento desta vida humana no coração de Deus! Jesus não volta a esta vida, porque depois da ressurreição, vive-a plenamente no Pai Eterno! Não é um Jesus que sobrevive à morte, todavia, um Jesus que ultrapassa a própria morte porque assume a vida em plenitude.

E em terceiro lugar precisamos reconhecer que a ressurreição pela ressurreição, sem implicações na vida humana, não tem sentido. Somos nós os primeiros endereçados da ressurreição. A mensagem de Jesus continua viva e atualizada no mundo a partir de nós. A ressurreição também é uma forma de dizer que o sonho de Jesus não foi esquecido pelos seus discípulos, justamente por isso, que não somos apenas seguidores de Cristo, mas continuadores de sua obra redentora. Cristo continua existindo no mundo em nós e nas nossas atitudes! Temos permitido isso?

Reconheçamos que tanto a salvação quanto a ressurreição não negam o sofrimento na realidade atual. O sofrimento é, portanto, assumido pela ressurreição como uma característica limítrofe da existência e também como algo já vencido pelo poder de Cristo! Diante da ressurreição “a dor não é

suprimida, não somos libertados da tentação, nem livrados da morte, pois nada disso foi poupado a Jesus. Não nos é prometido triunfo algum sobre a terra, mas, pelo contrário, é atirado diante de nós o irremediável fracasso da cruz” (Andrés T. Queiruga).

Contudo, a dor, o peso da vida, os problemas do cotidiano, as doenças e as tristezas são acolhidas em Deus e envoltas de uma esperança que é o próprio Cristo! Há salvação maior que essa? Deixemos, então, Deus ser Deus em nossa existência e permitamos que o nosso coração se “funda” no coração de Jesus, para que construamos uma história bela que depende exclusivamente de nós! Jesus de Nazaré é o companheiro de viagem, o amigo fiel que nos ensina a assumir as rédeas da nossa vida, sem culpabilizar Deus pelos nossos fracassos pessoais. Pela ressurreição nos tornamos a mão de Deus agindo no mundo.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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