Mês: maio 2014

Ser mãe é uma questão de vocação!

Comentários: 0

A maternidade é o maior dom que o Pai Eterno conferiu à figura da mulher. Aquela que assume essa responsabilidade é digna de mérito Divino e de reverência humana: “Gerei um ser humano com o auxílio do Senhor” (Gn 4,1). A maternidade é um carisma que deve ser acolhido com o coração agradecido e não com desgosto! Muito mais que um corpo ou além de pendências financeiras está uma graça proveniente da Santíssima Trindade: fonte de onde emana o existir humano!

A mulher traz, no interior do seu coração, a pulsão da vida. Em suas veias corre o sangue da batalha em lutar por direitos sociais igualitários, em desmentir a imagem de fragilidade, em conquistar novos campos profissionais, em despontar no mercado de trabalho, em conseguir conciliar casa e serviço e em ser capaz de dar a vida por seus amados filhos!

A vocação existencial da mulher é ser mãe, acima de tudo! E é este dom que confere o valor incondicional da vida humana! Mais que uma data histórica do calendário civil, o Dia das Mães é a sublime celebração da transmissão da vida! Somente pela fé seremos capazes de compreender tamanho mistério. A condição existencial do “ser mãe” está imersa no Mistério Divino. “A maternidade é […] um dom de Deus à mulher: pela maternidade, esta participa de modo singular e especial do poder gerador de Deus. Torna-se sacramento da paternidade de Deus, manifestando ao mundo que Pai é doador de toda vida. O dom da vida humana sempre passa pelo sagrado ventre de uma mãe!” (Pe. Placimário Ferreira).

O Dia das Mães teve um pré-início no século XVII, quando as indústrias inglesas permitiram às operárias a liberação para ficarem com seus filhos. Tal fato acontecia sempre no quarto domingo da Quaresma. Contudo, a exclusividade da data surgiu, nos Estados Unidos, após as primeiras investidas de Júlia Ward Howe, em 1872. Júlia foi a compositora do hino do país. Posteriormente, o Dia das Mães teve início quando Ana Javis organizou uma campanha, com um grupo de amigas, para comemorar a data, após o falecimento da própria mãe. Seria uma forma de superar a depressão. Em 1914, Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, oficializou a data para todos os estados do país. Em questão de pouco tempo a celebração se estendeu para mais de quarenta nações e hoje se tornou uma comemoração universal.

Historicamente, a data visa à celebração do amor e do afeto. Muito mais que presentes caros, é chegado o momento de perdoar antigas mágoas e reatar o laço fundamental de nossas vidas. Mais admirável que festas fartas; está o diálogo, a compreensão, a paciência com aquela que nos deu a existência. Junto às flores, os sorrisos, os jantares ou a simples lembrança deve estar unida a frase que resume a história de nossa existência: EU TE AMO, MÃE!

Nesta festividade, estaremos diante da pessoa que acompanhou todos os nossos passos e foi o sinal concreto da ternura de Deus por cada um de nós! Ela nos colocou no mundo, nos ensinou a andar e falar, deu as primeiras broncas, foi a nossa primeira visão de mundo, passou fome para nos dar de comer, trabalhou para nos sustentar, nos protegeu do nervosismo das pessoas, nos defendeu de inúmeros perigos, nos ensinou os valores da vida e nos humanizou!

Eis a paternidade Divina presente na maternidade da mulher! Mas, “infelizmente, há que reconhecer que muitas vezes a mulher, em vez de ser enaltecida, é explorada. Quantas vezes ela é tratada não como pessoa, com a sua dignidade inviolável; mas como objeto, cujo objetivo é satisfazer os apetites alheios de prazer ou de poder! Quantas vezes o papel da mulher como esposa e mãe é minimizado, ou até mesmo ridicularizado! Quantas vezes o papel da mulher no mundo dos negócios ou da vida profissional é apresentado como uma caricatura masculina, uma negação dos dons específicos da perspectiva feminina, compaixão e compreensão, que contribui tão notavelmente para a ‘civilização do amor’” (Julie Maria).

Ser mãe é olhar para céu e agradecer ao Pai Eterno por tamanha graça! Aqueles que as possuem, na terra, devem estimá-las e fazer tudo por elas! Aqueles que as possuem, no céu, devem eternizá-las; sendo gratos a Deus por ter conhecido um ser tão magnífico como uma mãe. Unamo-nos à Maria, Mãe de Jesus, e celebremos a maternidade divina presente em nossa vida. Feliz Dia das Mães!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Alegrai-vos! Não tenhais medo!

Comentários: 0

O cristão passa pela cruz, mas não permanece nela porque Aquele que é o fundamento da sua fé e a razão da sua esperança passou pela cruz, mas não permaneceu crucificado. O discípulo não é maior que o Mestre e, por isso, é chamado a segui-lo na vida, na missão e no seu destino: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas, o que perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, irá salvá-la” (Mc 8,34-35). Porque crê e tem esperança, o discípulo pode dizer de si mesmo como disse o Apóstolo das Nações: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,19-20).

A vida cristã, o seguimento de Cristo, embora passe inevitavelmente pela cruz e pela morte, não é uma corrida para a sepultura. A cruz está vazia e o túmulo, no qual pretenderam aprisionar Jesus, também está vazio. O cristão não corre ao encontro do vazio, do que não tem sentido. O cristão percorre um longo e estreito caminho para encontrar Aquele que dá sentido à sua vida. Na busca pela plenitude da sua vida, o cristão é surpreendido pela iniciativa do Ressuscitado que se deixa ser encontrado suscitando, no discípulo, a fé e o amor: “Alegrai-vos. Não tenhais medo!” (Mt 28,9-10).

O cristão, discípulo do Eterno Vivente, é mensageiro da esperança, portador da alegre notícia de que a vitória é sempre da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da graça e do perdão sobre o pecado, do bem sobre o mal e da luz sobre as trevas. Ainda que homens e mulheres conspirem ao contrário, o cristão, sem medo e sem violência, segue de cabeça erguida anunciando e testemunhando que a palavra final da história será vida.

A fé pascal nos põe a caminho da Galileia de hoje, a exemplo do que ocorreu com os primeiros discípulos. A fé, a esperança e o amor suscitados no encontro com o Ressuscitado nos levam às periferias da existência humana, aos lugares de conflito, aonde a vida é ferida, ao encontro dos empobrecidos e sem esperança para anunciar-lhes o Evangelho e ajudá-los a encontrar o sentido da vida. Pode ser que assim, a humanidade perca o medo e experimente a alegria de viver.

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h