Mês: junho 2014

No amor do Pai celebremos o Evangelho da Família!

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O mandato missionário de anunciar o Evangelho foi confiado à Igreja, por Jesus, desde os tempos apostólicos (Cf. Mc 16,15). A transmissão da fé pulsa pela evangelização, mas antes de chegar aos mais variados âmbitos da sociedade, o Evangelho passa antes pelo coração das famílias.

Neste sentido, em contínuo diálogo com os desafios do tempo presente, a Igreja não descansará até que as famílias se encontrem com a mensagem da Redenção, tornando-se, cada vez mais, luzeiros no mundo e, ao mesmo tempo, assumindo-se como comunidades assíduas na oração, escolas primazes da fraternidade e lugares legítimos para o exercício do perdão.

Originada de Deus, sagrada e inviolável por natureza, a família se constituiu como a célula essencial da sociedade. Ela não é apenas um aglomerado de indivíduos, muito menos uma justaposição de pares consanguíneos. Do contrário, na família encontra-se uma comunidade de pessoas: vinculadas no amor, alicerçadas na fé e alimentadas pelo dom da esperança.

Por mais que haja vulnerabilidades, é ali que se aprende o ensinamento da caridade, mediante o sacrifício constante de uns pelos outros e a defesa da vida em todas as suas circunstâncias. É por esta via que a graça da Misericórdia Divina, prometida a Abraão e proclamada no Magnificat, passa a se estender de geração em geração, mesmo em meio a tantas lutas (Cf. Lc 1,46-56).

Diante do Pai, a família é tão importante que, ao enviar seu Filho ao mundo, o encarnou no ventre maternal de uma virgem e o educou pelo testemunho adotivo de um pai.  A Sagrada Família de Nazaré é o protótipo de tudo aquilo que nossas famílias podem ser em Deus. Mesmo passando por inúmeros contratempos, experimentando na própria pele a dor da pobreza e o medo da perseguição, Maria e José jamais se esqueceram de viver Nele, para Ele e com Ele.

Vocacionada à vivência e à transmissão da fé, a família assume a sacralidade de sua missão. Dia após dia ela retoma a ordem das coisas, outrora, invertida pelo pecado. Onde imperava o ódio, agora prevalece o amor; do lugar que vigorava o desrespeito, agora predomina o apreço e a atenção; no ambiente da inútil disputa, agora se vale a lei da alteridade e da austeridade, ambas valorizando as diferenças que coexistem na pluralidade.

A família também se institui na ótica do cuidado. Uma das formas de medi-la é pelo modo como suas crianças, seus idosos, os mais frágeis e os doentes são tratados. Os primeiros já experimentam as dimensões de polaridade da existência, ao passo que os segundos vivenciam a sintomática perturbação na saúde. Não são poucos aqueles que dedicam suas vidas, assumindo para si, a incumbência do zelo e da estima especial. Agindo, assim, acabam por impedir que os infantes, os adoentados e os envelhecidos sejam esquecidos. A mútua consideração é um termômetro eficaz para aferir a afetividade entre os próprios familiares e, em conjunto, constatar seu bem-estar ou sua enfermidade.

Presidindo a Igreja, na caridade, o Papa Francisco tem colocado dois itinerários bastante específicos para a fé eclesial: o primeiro a se realizar em outubro próximo, por meio da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos de 2014, cuja missão está em receber e reunir os testemunhos, bem como as recomendações para a vivência autêntica da fé entre as famílias. Já o segundo caminho se efetivará na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, na qual serão traçadas as linhas de ação pastoral voltadas para cada pessoa humana, inserida no contexto familiar.

Em comunhão com toda a Igreja, celebraremos o dom de ser família, na Tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno. “Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2,19). Em família somos acolhidos e amparados. Trata-se de uma forma concreta na experiência da segurança provedora. Por isso, além de refletir sobre as potencialidades que lhe são pertinentes, também insistiremos no exercício do perdão, deixando de acumular mágoas e cultivar ressentimentos. Afinal de contas, sem a compreensão sincera de cada membro não há família que se sustente, se respeite e se valorize em Deus.

Não nos esqueçamos de que o Pai Eterno é amor (Cf. I Jo 4,8). A ordem da criação, desde o seu primeiro sopro de vida, respira a amorosidade de Deus. Fomos sonhados, moldados e doados à existência para constituirmos comunidades familiares e vinculá-las à Família Maior, que é a Santíssima Trindade.

Hoje, o Pai, o Filho e o Espírito Santos nos chamam a dar testemunho deste Amor: primeiro pelo ‘exemplo’ e só depois pelas ‘palavras’. O mundo anseia por ver, em nossas famílias, as marcas impressas do Evangelho e o registro inscrito da salvação. Mantendo os olhos fixos na fé não nos arrependeremos de ser o testemunho crível e visível do Evangelho da Família. Eis a nossa missão, eis a nossa vocação!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

 

A Família: Célula vital da sociedade!

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Sirvo-me de uma expressão do Decreto sobre o Apostolado dos Leigos – Apostolicam Actuositatem – para tematizar o respectivo artigo. Sabemos que a família é uma instituição humana, social e religiosa. Não se trata de uma imposição da sociedade, como Berger e outros teóricos a definem, mas, sobretudo, de uma condição existencial. Não podemos confundir a família com um mecanismo para o controle dos indivíduos ou uma programação da conduta.

Humanamente, a família é fruto do desenvolvimento da consciência evolutiva dos povos: uma passagem tribal do clã à consanguinidade e à afinidade. Na perspectiva social, a família é uma estrutura criada para a proteção da sociedade. Ela é a escola onde se aprende as virtudes sociais. Por meio de regras claras e disposições ratificadas pelas pessoas, a sociedade é organizada. O objetivo maior é manter a regularidade e, ao mesmo tempo, a satisfação de todos os que se organizam em família.

Religiosamente, a família está radicada no coração do Criador. Ela tem raízes na comunhão de fé e vida da Santíssima Trindade. Porque Deus é família, comunhão de pessoas, nós também o somos ou deveríamos ser. Trata-se de um mistério cujo Pai é Deus e cuja regra é a caridade incondicional. À família cabe a missão de guardar, revelar e comunicar ao mundo a face do amor de Deus.

Infelizmente são muitas as forças que almejam deformar a família ou do contrário, destrui-la. O maior inimigo tem sido a perda dos valores fundamentais que constituem a vida familiar. Disposições como diálogo, perdão, solicitude, reciprocidade e altruísmo são concebidos na ótica do retrógrado. Para muitos, a própria família já é enfocada como um aparelho social arcaico. Vemos surgir movimentos aqui e acolá que almejam compor um novo modelo de família, na qual a dimensão da sacralidade e do divino é destituída de sua importância primordial. Assim, Deus é esquecido. No entanto, estes acabam se esquecendo de que o sepultamento de Deus é também o sepultamento da própria família.

A família tem uma vocação “não só natural e terrena, mas sobrenatural e eterna” (Paulo VI). Um dos grandes desafios da família é a educação da prole. Não são raras as ocasiões em que somos abordados por pais praticamente desesperados pelo caminho vivido pelos filhos nas drogas, no tráfico armado, na prostituição, na vida fútil e no prazer pelo prazer: “a educação para o amor como dom de si constitui também a premissa indispensável para os pais chamados a oferecer aos filhos uma clara e delicada educação sexual. Diante de uma cultura que banaliza em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico, o serviço educativo dos pais deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual que seja verdadeira e plenamente pessoal” (João Paulo II).

É na comunidade familiar que construímos a nossa identidade. Nela somos educados para o amor gratuito. Na família tecemos relações incondicionais em que a vida ganha um norte e a esperança passa a ter sentido. Diante de uma sociedade alienada pelo prazer e demente pelo dinheiro, a família ainda é um grito profético contra o alcoolismo e todos os demais pecados que ferem a dimensão sacral da pessoa humana. Contra a falsificação da verdade, é tarefa de cada um de nós lutar pela existência da família, a saber:

“1. Pelo direito de existir e progredir, isto é, o direito de cada pessoa, mesmo o pobre, a fundar uma família e a ter os meios adequados para sustentá-la; 2. Pelo direito de exercer as suas responsabilidades no âmbito de transmitir a vida e de educar os filhos; 3. Pelo direito de crer e de professar a própria fé, e de difundi-la; 4. Pelo direito de obter a segurança física, social, política, econômica, especialmente tratando-se de pobres e de enfermos; 5. Pelo direito de ter uma habitação digna a conduzir conve – nientemente a vida familiar; 6. Pelo direito de criar associações com outras famílias e instituições, para um desempenho de modo adequado e solícito do próprio dever; 7. Pelo direito de proteger os menores de medicamentos prejudiciais, da pornografia, do alcoolismo, etc. mediante instituições e legislações adequadas; 8. Pelo direito à distração honesta que favoreça também os valores da família; 9. Pelo direito das pessoas de idade a viver e morrer dignamente; 10. Pelo direito de emigrar como família para encontrar vida melhor” (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, nº 46).

Rezemos por nossas famílias para que sejam moradas do Pai Eterno no seio da humanidade!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor da Basílica de Trindade

A Romaria do Divino Pai Eterno

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O Santuário do Divino Pai Eterno, em sintonia com as preocupações da Igreja e atento às apreensões do Papa Francisco, tem como tema para a Festa do Divino Pai Eterno em 2014: “Somos a Família do Pai Eterno”, sabendo que a reestruturação da família é um forte apelo ao mundo de hoje. Não podemos deixar de lembrar que a família tem uma função única e insubstituível na vida e na realização do ser humano. E, mesmo que o homem, na sua busca por realização, percorra diversos caminhos, é a família o primeiro e mais importante destes trilhos.

Ao chegar a este mundo o primeiro acolhimento que uma pessoa recebe é da família. Nela a pessoa vai aprender valores, vai se descobrir um ser chamado à comunhão e ao amor, vai construindo suas potencialidades pessoais e sociais, descobre a sua dignidade; dela parte ao encontro de seu desenvolvimento na sociedade e, também, nela encontra o apoio e a força nas dificuldades. Além de ser a família, o lugar do primeiro aprendizado na fé que cada pessoa traz. Tudo isso nos faz ver o quão importante é a família no desenvolvimento do ser humano.

A instituição familiar sofreu, nas últimas décadas, profundas mudanças, provocadas pelas mudanças sociais. Tudo isso traz grandes consequências para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja. É preciso dizer que a família é uma instituição que nasce da vontade divina. Ela é para a Igreja e para o mundo o rosto vivo do Deus que ama; portanto, nela deve acontecer uma íntima comunhão de vida e de amor entre os seus membros, mantendo-se aberta às novas gerações.

Os anos 60 do século passado provocaram transformações profundas para a sociedade e para a instituição familiar: a nova compreensão de liberdade abriu portas para que os valores morais sobre a família fossem deixados de lado, provocando novas formas afetivas.

E, mesmo nesse tempo de crise de civilização, a família continua a ser a base real do equilíbrio social e seu maior foco de esperança e estabilidade. E nenhuma crise foi capaz de ofuscar a beleza de tantas famílias, que se empenham em viver o amor e que encontram para isso, força, razão e discernimento na fé.

Ao trazer ao homem a consciência da sua individualidade, promoveu grande benefício, favorecendo-o na afirmação da sua dignidade como ser único, original, diferente, insubstituível, irrepetível e autônomo, fortalecendo conceitos como liberdade, pluralismo e responsabilidade. Contudo, caminhou para o individualismo, que supõe uma vida em que o próprio sujeito estabelece a sua verdade a partir do que lhe é útil, e dos seus próprios gostos, o que o torna egocêntrico e egoísta. Não admite uma verdade objetiva, que não parta dele mesmo.

O homem que vive a partir desta consciência, é marcadamente regido pelo provisório, efêmero, pelo imediato e momentâneo. Tem sua vida orientada pelo prazer, pela satisfação imediata, subalternizando as opções de caráter definitivo, eterno e tudo que é duradouro, ao seu bel prazer.

Essa cultura anula a comunhão, incapacita o homem de dar-se ao outro numa relação afetiva, profunda e definitiva. Torna-o indiferente a Deus e aos seus projetos; fortalece o hedonismo, o consumo e o bem-estar material, o utilitarismo.

Somos, muitas vezes, um conjunto de indivíduos sobre o mesmo teto, mais parecido com hotel ou pensão, com direitos regulados pela lei e não uma comunidade de amor e vida. Mas, na perspectiva da fé, a família não é assim, é na verdade uma comunidade que faz da vida uma doação, a partir da partilha, da solidariedade e do serviço feito com amor.

Também estamos atentos, como toda Igreja, aos casos especiais. Esses merecem atenção, respeito. São filhos e filhas que merecem a caridade, o zelo e compreensão. A Igreja procura estar sempre atenta a esta complexa e multifacetada realidade familiar, vê seus dramas e dificuldades. Somos a família do Pai Eterno, apta e frágil, santa e pecadora, mas, sobretudo amada.

Pe. Idemar Costa, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

Perpétuo Socorro

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Para os redentoristas e as comunidades onde realizamos a missão, junho é o mês de celebrar a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Somos convidados a aprender de Maria a atitude de ouvir, guardar no coração e colocar em prática a Palavra de Deus. Quem ama o Filho de Maria, guarda e observa a sua palavra, os seus ensinamentos. Quem ama Nossa Senhora, acolhe o seu bom conselho de Mãe: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Maria traz Jesus, nosso Perpétuo Socorro, nos braços, e o entrega para nós. Com o seu olhar materno, ela nos acompanha a todo instante com misericórdia, ternura e paz. Com as suas mãos generosas, Maria nos conduz com segurança no Caminho, na Verdade e na Vida que é Jesus.

A Mãe do Perpétuo Socorro nos ensina a acolher a fé como dom, iniciativa do amor de Deus por nós. Ela nos inspira a corresponder ao dom de Deus através do amor e serviço que oferecemos gratuitamente aos irmãos. A fé nos torna felizes quando, do jeito de Maria, acolhemos a Palavra e nos colocamos a caminho para amar e servir, pois a fé age pela caridade e a fé sem obras é morta. Maria, sempre atenciosa para com todos, demonstra que a todo momento urge amar e servir. A Mãe de Jesus nos provoca a sairmos de nós mesmos para irmos, às pressas, ao encontro daqueles que precisam do Perpétuo Socorro. Se amamos Nossa Senhora vamos levar às pessoas a alegre esperança e a paz que só Jesus pode dar.

O Magnificat é expressão da espiritualidade de Maria, reflexo do seu coração enraizado nas profundezas do coração de Deus. Rezando com Maria, o “minha alma engrandece”, temos a oportunidade de cultivar nossa gratidão a Deus que nos escolhe porque nos ama. Com Maria cultivamos a humildade e a alegria de sermos livres da mania de grandeza. Rezando com Maria aprendemos a confiar nas promessas de Deus e a esperar nas suas demoras porque ele é sempre fiel e misericordioso.

A Mãe do Perpétuo Socorro nos ajuda a crer e esperar na ação de Deus que porá fim a toda ordem injusta. Mulher forte, Maria experimentou o sofrimento na pobreza de Belém, no exílio para o Egito, na rotina da vida em Nazaré, na subida para o calvário, aos pés da Cruz do seu Filho e quando o recebeu morto em seus braços para ser sepultado. Diante de todas essas situações, Maria não desanimou e nem desistiu da vida. Manteve a esperança que não decepciona. A Mãe da Esperança nos livre de todo desespero e nos ajude a sermos profetas da esperança de um mundo melhor. 

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quinta e sexta: 7h
Quarta: 9h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h