Dia: 17 de junho de 2014

A Família: Célula vital da sociedade!

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Sirvo-me de uma expressão do Decreto sobre o Apostolado dos Leigos – Apostolicam Actuositatem – para tematizar o respectivo artigo. Sabemos que a família é uma instituição humana, social e religiosa. Não se trata de uma imposição da sociedade, como Berger e outros teóricos a definem, mas, sobretudo, de uma condição existencial. Não podemos confundir a família com um mecanismo para o controle dos indivíduos ou uma programação da conduta.

Humanamente, a família é fruto do desenvolvimento da consciência evolutiva dos povos: uma passagem tribal do clã à consanguinidade e à afinidade. Na perspectiva social, a família é uma estrutura criada para a proteção da sociedade. Ela é a escola onde se aprende as virtudes sociais. Por meio de regras claras e disposições ratificadas pelas pessoas, a sociedade é organizada. O objetivo maior é manter a regularidade e, ao mesmo tempo, a satisfação de todos os que se organizam em família.

Religiosamente, a família está radicada no coração do Criador. Ela tem raízes na comunhão de fé e vida da Santíssima Trindade. Porque Deus é família, comunhão de pessoas, nós também o somos ou deveríamos ser. Trata-se de um mistério cujo Pai é Deus e cuja regra é a caridade incondicional. À família cabe a missão de guardar, revelar e comunicar ao mundo a face do amor de Deus.

Infelizmente são muitas as forças que almejam deformar a família ou do contrário, destrui-la. O maior inimigo tem sido a perda dos valores fundamentais que constituem a vida familiar. Disposições como diálogo, perdão, solicitude, reciprocidade e altruísmo são concebidos na ótica do retrógrado. Para muitos, a própria família já é enfocada como um aparelho social arcaico. Vemos surgir movimentos aqui e acolá que almejam compor um novo modelo de família, na qual a dimensão da sacralidade e do divino é destituída de sua importância primordial. Assim, Deus é esquecido. No entanto, estes acabam se esquecendo de que o sepultamento de Deus é também o sepultamento da própria família.

A família tem uma vocação “não só natural e terrena, mas sobrenatural e eterna” (Paulo VI). Um dos grandes desafios da família é a educação da prole. Não são raras as ocasiões em que somos abordados por pais praticamente desesperados pelo caminho vivido pelos filhos nas drogas, no tráfico armado, na prostituição, na vida fútil e no prazer pelo prazer: “a educação para o amor como dom de si constitui também a premissa indispensável para os pais chamados a oferecer aos filhos uma clara e delicada educação sexual. Diante de uma cultura que banaliza em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico, o serviço educativo dos pais deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual que seja verdadeira e plenamente pessoal” (João Paulo II).

É na comunidade familiar que construímos a nossa identidade. Nela somos educados para o amor gratuito. Na família tecemos relações incondicionais em que a vida ganha um norte e a esperança passa a ter sentido. Diante de uma sociedade alienada pelo prazer e demente pelo dinheiro, a família ainda é um grito profético contra o alcoolismo e todos os demais pecados que ferem a dimensão sacral da pessoa humana. Contra a falsificação da verdade, é tarefa de cada um de nós lutar pela existência da família, a saber:

“1. Pelo direito de existir e progredir, isto é, o direito de cada pessoa, mesmo o pobre, a fundar uma família e a ter os meios adequados para sustentá-la; 2. Pelo direito de exercer as suas responsabilidades no âmbito de transmitir a vida e de educar os filhos; 3. Pelo direito de crer e de professar a própria fé, e de difundi-la; 4. Pelo direito de obter a segurança física, social, política, econômica, especialmente tratando-se de pobres e de enfermos; 5. Pelo direito de ter uma habitação digna a conduzir conve – nientemente a vida familiar; 6. Pelo direito de criar associações com outras famílias e instituições, para um desempenho de modo adequado e solícito do próprio dever; 7. Pelo direito de proteger os menores de medicamentos prejudiciais, da pornografia, do alcoolismo, etc. mediante instituições e legislações adequadas; 8. Pelo direito à distração honesta que favoreça também os valores da família; 9. Pelo direito das pessoas de idade a viver e morrer dignamente; 10. Pelo direito de emigrar como família para encontrar vida melhor” (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, nº 46).

Rezemos por nossas famílias para que sejam moradas do Pai Eterno no seio da humanidade!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Reitor da Basílica de Trindade

A Romaria do Divino Pai Eterno

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O Santuário do Divino Pai Eterno, em sintonia com as preocupações da Igreja e atento às apreensões do Papa Francisco, tem como tema para a Festa do Divino Pai Eterno em 2014: “Somos a Família do Pai Eterno”, sabendo que a reestruturação da família é um forte apelo ao mundo de hoje. Não podemos deixar de lembrar que a família tem uma função única e insubstituível na vida e na realização do ser humano. E, mesmo que o homem, na sua busca por realização, percorra diversos caminhos, é a família o primeiro e mais importante destes trilhos.

Ao chegar a este mundo o primeiro acolhimento que uma pessoa recebe é da família. Nela a pessoa vai aprender valores, vai se descobrir um ser chamado à comunhão e ao amor, vai construindo suas potencialidades pessoais e sociais, descobre a sua dignidade; dela parte ao encontro de seu desenvolvimento na sociedade e, também, nela encontra o apoio e a força nas dificuldades. Além de ser a família, o lugar do primeiro aprendizado na fé que cada pessoa traz. Tudo isso nos faz ver o quão importante é a família no desenvolvimento do ser humano.

A instituição familiar sofreu, nas últimas décadas, profundas mudanças, provocadas pelas mudanças sociais. Tudo isso traz grandes consequências para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja. É preciso dizer que a família é uma instituição que nasce da vontade divina. Ela é para a Igreja e para o mundo o rosto vivo do Deus que ama; portanto, nela deve acontecer uma íntima comunhão de vida e de amor entre os seus membros, mantendo-se aberta às novas gerações.

Os anos 60 do século passado provocaram transformações profundas para a sociedade e para a instituição familiar: a nova compreensão de liberdade abriu portas para que os valores morais sobre a família fossem deixados de lado, provocando novas formas afetivas.

E, mesmo nesse tempo de crise de civilização, a família continua a ser a base real do equilíbrio social e seu maior foco de esperança e estabilidade. E nenhuma crise foi capaz de ofuscar a beleza de tantas famílias, que se empenham em viver o amor e que encontram para isso, força, razão e discernimento na fé.

Ao trazer ao homem a consciência da sua individualidade, promoveu grande benefício, favorecendo-o na afirmação da sua dignidade como ser único, original, diferente, insubstituível, irrepetível e autônomo, fortalecendo conceitos como liberdade, pluralismo e responsabilidade. Contudo, caminhou para o individualismo, que supõe uma vida em que o próprio sujeito estabelece a sua verdade a partir do que lhe é útil, e dos seus próprios gostos, o que o torna egocêntrico e egoísta. Não admite uma verdade objetiva, que não parta dele mesmo.

O homem que vive a partir desta consciência, é marcadamente regido pelo provisório, efêmero, pelo imediato e momentâneo. Tem sua vida orientada pelo prazer, pela satisfação imediata, subalternizando as opções de caráter definitivo, eterno e tudo que é duradouro, ao seu bel prazer.

Essa cultura anula a comunhão, incapacita o homem de dar-se ao outro numa relação afetiva, profunda e definitiva. Torna-o indiferente a Deus e aos seus projetos; fortalece o hedonismo, o consumo e o bem-estar material, o utilitarismo.

Somos, muitas vezes, um conjunto de indivíduos sobre o mesmo teto, mais parecido com hotel ou pensão, com direitos regulados pela lei e não uma comunidade de amor e vida. Mas, na perspectiva da fé, a família não é assim, é na verdade uma comunidade que faz da vida uma doação, a partir da partilha, da solidariedade e do serviço feito com amor.

Também estamos atentos, como toda Igreja, aos casos especiais. Esses merecem atenção, respeito. São filhos e filhas que merecem a caridade, o zelo e compreensão. A Igreja procura estar sempre atenta a esta complexa e multifacetada realidade familiar, vê seus dramas e dificuldades. Somos a família do Pai Eterno, apta e frágil, santa e pecadora, mas, sobretudo amada.

Pe. Idemar Costa, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

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