A Romaria do Divino Pai Eterno

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O Santuário do Divino Pai Eterno, em sintonia com as preocupações da Igreja e atento às apreensões do Papa Francisco, tem como tema para a Festa do Divino Pai Eterno em 2014: “Somos a Família do Pai Eterno”, sabendo que a reestruturação da família é um forte apelo ao mundo de hoje. Não podemos deixar de lembrar que a família tem uma função única e insubstituível na vida e na realização do ser humano. E, mesmo que o homem, na sua busca por realização, percorra diversos caminhos, é a família o primeiro e mais importante destes trilhos.

Ao chegar a este mundo o primeiro acolhimento que uma pessoa recebe é da família. Nela a pessoa vai aprender valores, vai se descobrir um ser chamado à comunhão e ao amor, vai construindo suas potencialidades pessoais e sociais, descobre a sua dignidade; dela parte ao encontro de seu desenvolvimento na sociedade e, também, nela encontra o apoio e a força nas dificuldades. Além de ser a família, o lugar do primeiro aprendizado na fé que cada pessoa traz. Tudo isso nos faz ver o quão importante é a família no desenvolvimento do ser humano.

A instituição familiar sofreu, nas últimas décadas, profundas mudanças, provocadas pelas mudanças sociais. Tudo isso traz grandes consequências para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja. É preciso dizer que a família é uma instituição que nasce da vontade divina. Ela é para a Igreja e para o mundo o rosto vivo do Deus que ama; portanto, nela deve acontecer uma íntima comunhão de vida e de amor entre os seus membros, mantendo-se aberta às novas gerações.

Os anos 60 do século passado provocaram transformações profundas para a sociedade e para a instituição familiar: a nova compreensão de liberdade abriu portas para que os valores morais sobre a família fossem deixados de lado, provocando novas formas afetivas.

E, mesmo nesse tempo de crise de civilização, a família continua a ser a base real do equilíbrio social e seu maior foco de esperança e estabilidade. E nenhuma crise foi capaz de ofuscar a beleza de tantas famílias, que se empenham em viver o amor e que encontram para isso, força, razão e discernimento na fé.

Ao trazer ao homem a consciência da sua individualidade, promoveu grande benefício, favorecendo-o na afirmação da sua dignidade como ser único, original, diferente, insubstituível, irrepetível e autônomo, fortalecendo conceitos como liberdade, pluralismo e responsabilidade. Contudo, caminhou para o individualismo, que supõe uma vida em que o próprio sujeito estabelece a sua verdade a partir do que lhe é útil, e dos seus próprios gostos, o que o torna egocêntrico e egoísta. Não admite uma verdade objetiva, que não parta dele mesmo.

O homem que vive a partir desta consciência, é marcadamente regido pelo provisório, efêmero, pelo imediato e momentâneo. Tem sua vida orientada pelo prazer, pela satisfação imediata, subalternizando as opções de caráter definitivo, eterno e tudo que é duradouro, ao seu bel prazer.

Essa cultura anula a comunhão, incapacita o homem de dar-se ao outro numa relação afetiva, profunda e definitiva. Torna-o indiferente a Deus e aos seus projetos; fortalece o hedonismo, o consumo e o bem-estar material, o utilitarismo.

Somos, muitas vezes, um conjunto de indivíduos sobre o mesmo teto, mais parecido com hotel ou pensão, com direitos regulados pela lei e não uma comunidade de amor e vida. Mas, na perspectiva da fé, a família não é assim, é na verdade uma comunidade que faz da vida uma doação, a partir da partilha, da solidariedade e do serviço feito com amor.

Também estamos atentos, como toda Igreja, aos casos especiais. Esses merecem atenção, respeito. São filhos e filhas que merecem a caridade, o zelo e compreensão. A Igreja procura estar sempre atenta a esta complexa e multifacetada realidade familiar, vê seus dramas e dificuldades. Somos a família do Pai Eterno, apta e frágil, santa e pecadora, mas, sobretudo amada.

Pe. Idemar Costa, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

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