No amor do Pai celebremos o Evangelho da Família!

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O mandato missionário de anunciar o Evangelho foi confiado à Igreja, por Jesus, desde os tempos apostólicos (Cf. Mc 16,15). A transmissão da fé pulsa pela evangelização, mas antes de chegar aos mais variados âmbitos da sociedade, o Evangelho passa antes pelo coração das famílias.

Neste sentido, em contínuo diálogo com os desafios do tempo presente, a Igreja não descansará até que as famílias se encontrem com a mensagem da Redenção, tornando-se, cada vez mais, luzeiros no mundo e, ao mesmo tempo, assumindo-se como comunidades assíduas na oração, escolas primazes da fraternidade e lugares legítimos para o exercício do perdão.

Originada de Deus, sagrada e inviolável por natureza, a família se constituiu como a célula essencial da sociedade. Ela não é apenas um aglomerado de indivíduos, muito menos uma justaposição de pares consanguíneos. Do contrário, na família encontra-se uma comunidade de pessoas: vinculadas no amor, alicerçadas na fé e alimentadas pelo dom da esperança.

Por mais que haja vulnerabilidades, é ali que se aprende o ensinamento da caridade, mediante o sacrifício constante de uns pelos outros e a defesa da vida em todas as suas circunstâncias. É por esta via que a graça da Misericórdia Divina, prometida a Abraão e proclamada no Magnificat, passa a se estender de geração em geração, mesmo em meio a tantas lutas (Cf. Lc 1,46-56).

Diante do Pai, a família é tão importante que, ao enviar seu Filho ao mundo, o encarnou no ventre maternal de uma virgem e o educou pelo testemunho adotivo de um pai.  A Sagrada Família de Nazaré é o protótipo de tudo aquilo que nossas famílias podem ser em Deus. Mesmo passando por inúmeros contratempos, experimentando na própria pele a dor da pobreza e o medo da perseguição, Maria e José jamais se esqueceram de viver Nele, para Ele e com Ele.

Vocacionada à vivência e à transmissão da fé, a família assume a sacralidade de sua missão. Dia após dia ela retoma a ordem das coisas, outrora, invertida pelo pecado. Onde imperava o ódio, agora prevalece o amor; do lugar que vigorava o desrespeito, agora predomina o apreço e a atenção; no ambiente da inútil disputa, agora se vale a lei da alteridade e da austeridade, ambas valorizando as diferenças que coexistem na pluralidade.

A família também se institui na ótica do cuidado. Uma das formas de medi-la é pelo modo como suas crianças, seus idosos, os mais frágeis e os doentes são tratados. Os primeiros já experimentam as dimensões de polaridade da existência, ao passo que os segundos vivenciam a sintomática perturbação na saúde. Não são poucos aqueles que dedicam suas vidas, assumindo para si, a incumbência do zelo e da estima especial. Agindo, assim, acabam por impedir que os infantes, os adoentados e os envelhecidos sejam esquecidos. A mútua consideração é um termômetro eficaz para aferir a afetividade entre os próprios familiares e, em conjunto, constatar seu bem-estar ou sua enfermidade.

Presidindo a Igreja, na caridade, o Papa Francisco tem colocado dois itinerários bastante específicos para a fé eclesial: o primeiro a se realizar em outubro próximo, por meio da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos de 2014, cuja missão está em receber e reunir os testemunhos, bem como as recomendações para a vivência autêntica da fé entre as famílias. Já o segundo caminho se efetivará na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, na qual serão traçadas as linhas de ação pastoral voltadas para cada pessoa humana, inserida no contexto familiar.

Em comunhão com toda a Igreja, celebraremos o dom de ser família, na Tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno. “Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2,19). Em família somos acolhidos e amparados. Trata-se de uma forma concreta na experiência da segurança provedora. Por isso, além de refletir sobre as potencialidades que lhe são pertinentes, também insistiremos no exercício do perdão, deixando de acumular mágoas e cultivar ressentimentos. Afinal de contas, sem a compreensão sincera de cada membro não há família que se sustente, se respeite e se valorize em Deus.

Não nos esqueçamos de que o Pai Eterno é amor (Cf. I Jo 4,8). A ordem da criação, desde o seu primeiro sopro de vida, respira a amorosidade de Deus. Fomos sonhados, moldados e doados à existência para constituirmos comunidades familiares e vinculá-las à Família Maior, que é a Santíssima Trindade.

Hoje, o Pai, o Filho e o Espírito Santos nos chamam a dar testemunho deste Amor: primeiro pelo ‘exemplo’ e só depois pelas ‘palavras’. O mundo anseia por ver, em nossas famílias, as marcas impressas do Evangelho e o registro inscrito da salvação. Mantendo os olhos fixos na fé não nos arrependeremos de ser o testemunho crível e visível do Evangelho da Família. Eis a nossa missão, eis a nossa vocação!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

 

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