Mês: julho 2014

Somos a família do Pai Eterno

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“Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o Somos!” (1Jo 3,1). Pelo Batismo recebemos a graça de nos tornarmos filhos de Deus. Em Jesus Cristo, o Filho Unigênito, pela graça do Espírito Santo, o Pai Eterno assume a todos nós como filhos e nos dá a alegria de participarmos da sua vida divina. Que maravilha! Nosso destino é a eternidade. Que bênção! Somos todos irmãos, chamados à comunhão. Formamos, assim, a família do Pai Eterno. O mundo saberá que somos filhos através do nosso testemunho de irmãos que se amam mutuamente: “Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo13,35).

Jesus, o Filho, nos ensina a viver e agir como filhos: “Amai vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem, perdoai sempre, sejam bons para com todos, porque agindo desse modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus” (cf. Mt 5,43-48). O outro, portanto, não pode ser visto como ameaça ou alguém para competir. O outro que vive ao nosso lado ou passa pelos nossos caminhos é nosso irmão. Toda e qualquer pessoa é a oportunidade que Deus nos concede para sermos exercitados na capacidade de fazer o bem e de amar.

O amor de Cristo nos congrega e faz de nós uma só família na Igreja. Professamos a mesma fé e recebemos o mesmo batismo para vivermos em comunidade. A comunidade é o lugar especial para viver, cultivar, renovar e celebrar o dom e a alegria de sermos a família do Pai Eterno. Na escuta da Palavra, no exercício da oração, na celebração dos sacramentos e pela prática da caridade é que podemos viver e crescer como família de Deus na terra para sermos, um dia, família de Deus no céu. A Mãe da Esperança nos livre de todo desespero e nos ajude a sermos profetas da esperança de um mundo melhor.

Pe. Fábio B. da Costa, C.Ss.R.
Provincial dos Redentoristas de Goiás

Família: Dom de Deus semeado no coração do mundo!

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Somos vocacionados à família, porque fomos criados à imagem e semelhança da família de Deus. A ternura incondicional do Pai, a salvação sem medidas do Filho e a santificação permanente do Espírito Santo compõe a Trindade de Pessoas: unas e iguais na essência, mútuas e amorosas na comunhão, envoltas e diferentes na identidade (Santo Agostinho, De Trinitate, Livro IX. 1.1).

A Trindade Santíssima não é fechada em si, muito menos solitária. Pelo contrário, Ela vem ao nosso encontro e, por repetidas vezes, convida-nos sempre à relação, mediante o testamento do amor que rege Suas linhas e entrelinhas. Nela somos devolvidos a nós mesmos, sobretudo, quando caminhamos perdidos e confusos na vida. Da Trindade viemos. Nela somos, existimos e nos movemos. Para Ela, haveremos de retornar quando nossa vida chegar ao fim e for acolhida na Ressurreição.

Ao se encarnar em nossa história, Deus também quis ser família. No seio de Nazaré encontrou lugar entre sua Mãe, a Virgem Maria e seu pai, o justo José. Também foi recebido por seus parentes mais próximos, como o eram: Isabel, Zacarias e João Batista (Lc 1,39-56). Criado em uma realidade agrária, ensinado na escola da carpintaria, Jesus aprendeu os valores do afeto e da pertença a uma família humana. Como se vê, não há História da Salvação que não passe, antes, pelo Evangelho da Família.

Além de ser uma instituição originada no coração do Pai Eterno, assumida pelo Filho e abençoada pelo Espírito, a família também é constituída pela própria necessidade da espécie humana, que desde o primeiro sopro de vida, não consegue se desenvolver sem o auxílio constante de outra pessoa. Para despertar a nossa tendência inata ao amadurecimento dependemos sempre dos cuidados acurados e ininterruptos, seja da maternidade, seja da paternidade.

A família inaugura o sentido da nossa existência em Deus. Nela somos acolhidos, sustentados e providos. É coabitando, entre cada familiar, que não nos sentimos abandonados, desapoiados, esquecidos ou, ainda, repudiados pelos mais variados sofrimentos que nos são impostos no cotidiano. Estar em família é uma forma concreta de viver a experiência do amparo. Ficar sem ela é uma angústia impensável, mas real em nosso amado Brasil.

Quantas crianças sofrem devido à ruptura do vínculo familiar, tornando-se inseguras afetivamente e instáveis emocionalmente. A aterrorizante experiência do abandono, a dor pela perda dos referenciais, a ausência de limites e a sistematização da violência doméstica têm se tornado uma ferida traumatizante. Causada na primeira infância, ela tem se estendido pela vida adulta, pelo fato de se instalar na privação, fazendo com que as pessoas se sintam sem ajuda no mundo.

A agressividade de certos jovens, principalmente, aqueles com padrão antissocial ou comportamento infrator, é um reflexo da profunda crise que perpassa o coração das famílias. Não se pode generalizar, mas é possível que a agressão também seja uma resposta, cuja razão está na incapacidade de elaborar a aterrorizante experiência do desamparo familiar.

Em muitos contextos, a agressividade funciona como uma defesa, diante de um conflito, originado no exato momento em que a pessoa se sentiu aniquilada, desprovida de esperança, perdendo a capacidade de confiar, de se integrar a alguém, desprotegida e não sustentada. Algo que costuma ocorrer, com certa frequência, quando a ausência familiar ultrapassou o limite do suportável. Distante da família, ficamos na companhia da solidão: ela amedronta a alma, esvaziando o significado de todo e qualquer tipo de cuidado, inclusive o paliativo.

Ciente do seu papel evangelizador, a Igreja não permanece alheia aos sofrimentos das famílias contemporâneas. Sua missão é servi-la como instituição querida por Deus e, ao mesmo tempo, fazê-la enxergar a identidade de comunhão que lhe compete na fé. Solícito às necessidades do tempo presente, o Papa Francisco anunciou a Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, para outubro de 2014.

Como medida consultativa e participativa foi enviado um questionário amplo a todas as Conferências Episcopais do mundo e, destas, às respectivas Dioceses. Agora, os secretários sinodais empenham-se, arduamente, em vista das incontáveis respostas, chegadas dos grandes centros e dos confins mais distantes do Vaticano, no intuito de compor uma radiografia das famílias, a servir de instrumento de trabalho, para os Bispos, durante o Sínodo.

Em sintonia com a Assembleia Sinodal, celebraremos o dom de ser família no coração de Deus. Durante a Festa de Trindade, renovaremos os nossos laços afetivos, nos abriremos à compreensão fraterna, sem deixar de lado o dom do perdão. Você que me lê, agora, pare um pouco e, diante do amor do Pai, procure verificar quais são as mágoas e os ressentimentos antigos que lhe impedem de reatar a convivência com um familiar. Às vezes, para se chegar ao perdão, é necessário vencer, antes, o orgulho. De fato, o perdão é um desmemoriado. Só é colocado em prática quando a vida deixa de ser adubada e regada com o rancor.

Rezar em família, amá-la e respeitá-la é a melhor ferramenta para uma sociedade sã e menos adoecida. Alguém que não foi provido, sustentado, manuseado no passado, dificilmente, terá condições de munir, suster e manejar no presente. É por isto que a Igreja cuida das famílias atuais, sem deixar de avistar as futuras gerações.

Por fim, fiquemos com o parecer de Santo Agostinho ao dizer que: “aquilo que é gerado é igual àquilo que o gera” (De Trinitate, Livro IX. 12. 16). Que gerados no amor do Pai Eterno tenhamos o coração recíproco para acolher o Mistério Divino e os caminhos que Ele utiliza para Si revelar a cada um de nós, por meio de nossas queridas famílias. Tanto aqueles que estão aqui em Trindade, quando os outros devotos que nos acompanham pelos meios de comunicação: sejam bem-vindos à Romaria 2014! A fé conta conosco para que, em nossas famílias, enriqueçamos a Igreja, sendo dom de Deus para o mundo!

Pe. Robson de Oliveira

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

 

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