Dia: 23 de Janeiro de 2015

“Eis-me aqui, envia-me a mim”

Comentários: 0

“´Quem hei de enviar? Quem irá por nós?´, ao que respondi: ´Eis-me aqui, envia-me a mim´” (Isaías 6,8).

Caros confrades, graça e paz da parte de Deus! Atraídos ao Pai, consagrados no Filho, enviados pelo Espírito e inspirados nas palavras do livro do profeta Isaías, iniciamos outro quadriênio, com um novo governo, em nossa apreciada Província de Goiás.

No dia 11 de novembro de 2014, alguns dias após a nossa eleição, tivemos uma primeira reunião do Conselho, acontecida às 8h30, no Escritório Central da Província. Mediados pela fé e alicerçados na esperança, começamos em clima de ação de graças, cientes de que é a oração que sustenta a nossa missão. Cada um pôde falar de suas expectativas e anseios para este governo que se principia e para o futuro da Província. Fez-se menção também às nossas fragilidades que, por vezes, acabam enfraquecendo a vida missionária e as necessidades do nosso grupo apostólico, para fortalecer a evangelização que nos foi confiada pela Igreja. Tudo de maneira muito madura, centrada e responsável. Todos desejosos de colaborar para que o novo governo, neste quadriênio, traga, ainda mais, força e determinação frente aos variados desafios da missão.

O profeta, como vimos acima, estava na presença do Senhor e atento às Suas palavras. Naquela ocasião, ouviu o apelo de Deus que ressoava no interior da alma missionária, a dizer: “Quem hei de enviar? Quem irá por nós?” As palavras do Senhor não foram dirigidas, única e exclusivamente ao profeta Isaías (1,1-39,7), como vemos, com certa frequência, em outras situações… Foi diferente… Trata-se de um chamado geral, para todos os que, de coração livre e desimpedido, aceitam o desafio da radicalidade da vida profética para um determinado momento da história. Foi Isaías quem ouviu e se dispôs, com prontidão e sem relutância: “Eis-me aqui, envia- -me a mim”.

Realmente não hesitou em responder! Não sabia nem mesmo qual era a mensagem e, ainda assim, despojado de condicionamentos, apresentou-se para anunciá-la. Não quis saber se havia salário, quanto ganharia nesta empreitada, se teria prejuízos para sua vida pessoal ou familiar na missão assumida. Seu espírito, desprovido de posses e fiel ao apostolado é um ótimo exemplo para todos nós, Missionários Redentoristas. Um dia ouvimos o apelo de Deus, escutamos o grito dos pobres a tocar nossos tímpanos e nos apresentamos ao Senhor para servi-Lo, recebendo o mandato de pregar o Evangelho do Reino, proclamando-o largamente ao mundo inteiro (Cf. Mt24,14).

A capacidade de escutar o chamado da fé, obedecendo livremente à palavra ouvida, frente à primazia da vontade Divina, depende de cada um de nós, da maturidade espiritual cultivada e conquistada, do caminho que já percorremos até aqui, de nossa consciência missionária e da graça que nos fortalece na gratuidade. De sobremaneira, há de se contar com a intensidade do nosso afeto por Deus e do modo como correspondemos ao Seu amor, nos colocando a serviço da missão e jamais nos servindo dela, em benefício próprio. Depende também de como estão nossos ouvidos interiores, inclusive para que estejam aptos a escutar o Evangelho, deixando de lado os ruídos que dispersam a alma e empobrecem o apostolado. Somente por esta via é possível permanecer cativo ao Pai, sem deixar de ser fiel a si e à missão. Diante disso é preciso que cada um questione-se sempre: estou aberto e disponível para ouvir com grandeza ou “entupido” no egoísmo e na conveniência dos que professam com os lábios, mas têm o coração distante do Senhor?

Os que ouvem a palavra do Senhor e a obedecem vivem também sob sua bênção, graça e proteção. Não devemos ter medo de ouvir Sua palavra que desafia a nossa vida e nos move à missão: “Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não é excessivo para ti, nem está fora do teu alcance. Ele não está no céu para que fiques dizendo: ´Quem subiria por nós até o céu para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática?´ E não está além no além-mar para que fiques dizendo: ´Quem atravessaria o mar por nós, para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática?´ Sim, porque a palavra está muito perto de ti: está na tua boca e no teu coração para que a ponhas em prática” (Dt 30,11-14).

O serviço eficaz a Deus depende dos nossos ouvidos cheios de prontidão, mas também do nosso coração amadurecido e desejoso de amar sem fronteiras, sem segundas intenções e sem medianos interesses. O chamado de Deus entra no coração ou é rechaçado! O convite é que adentre e permaneça no coração. A seara está madura para a colheita e poucos são aqueles que, de fato, estão dispostos e disponíveis, voluntariamente, para a labuta. Diante dos desafios deste mundo, para nós que cremos, é como se o Senhor  gritasse a todos e a cada um, em especial: “Desentope os ouvidos, eu preciso de você! Você é um escolhido! Disponha-se!”.

O chamado é para todos e a necessidade de proclamadores das boas-novas é urgente! Quem se dispõe a ouvir e atender ao chamado de Deus tem o privilégio de partilhar, com Ele, de um projeto sublime e de ver a transformação de uma pessoa, de uma cidade ou até mesmo de uma nação. Faz valer a pena o esforço quando aceitamos os desafios da vida religiosa e nos fazemos instrumentos do Senhor, dia após dia!

Quero hoje, louvar, bendizer, adorar, glorificar e exaltar Aquele que é Nosso Pai pela forma como nos amou, sobretudo, ao nos dar o Seu principal tesouro, a Sua maior riqueza: Seu Filho Unigênito, que se fez um de nós. Esse Deus que não nos abandonou e não nos deixa órfãos. Ele nos dá, nos comunica seu Espírito, para que continuemos nossa missão, como Igreja do Senhor, como missionários da Sua Redenção. Agradeçamos ao Divino Pai Eterno que inspirou Afonso a começar um caminho novo e cheio de audácia, em uma realidade eclesial acomodada e sem muito sentido… E que continua nos chamando e nos enviando ao desafio de sermos, em nome da Igreja e da Congregação do Santíssimo Redentor, luz e bênçãos por onde passarmos.

O alicerce que nos sustenta é o Santíssimo Redentor. É ele mesmo quem diz: “Deixem-se redimir e só depois disso anunciem a Redenção”. Nada melhor que o redimido para falar do Redentor. Se quisermos avançar, na missão, devemos manter os olhos sempre fixos neste fundamento, pois é Ele e somente Ele, quem nos mantém em pé e seguros! Ninguém deve alimentar um pensamento ou sentimento diferente.

Habitar na bênção significa: viver no selo de Deus, se nortear no Espírito d’Ele e de acordo com Seus desígnios. Todos nós nascemos pelas bênçãos que vêm do coração de Deus, para aquilo que vamos fazer e realizar, para o que nos foi, está sendo e ainda será confiado. Neste sentido, somos chamados a nos conformar, buscando experimentar Cristo e a força da Sua ressurreição… Estar em plena comunhão de vontades… Mesmo sabendo que não somos perfeitos, precisamos desejar a perfeição, correr ao encontro dela, lutar por ela… Afinal, o Redentor nos alcançou e nos escolheu…

Como irmão, servo e animador desta unidade missionária de nossa Congregação, exorto para que cada confrade possa louvar ao Pai Eterno, pelo dom da vida redentorista. Você pertence à santidade da Igreja. Que renovemos, hoje, as intenções e revigoremos os sentimentos que nos inspiram à doação ao Senhor, dentro de uma realidade evangelicamente adequada e teologicamente crível. Que não percamos a graça, que não escondamos o tesouro, que é Cristo Jesus, Nosso Senhor.

Sejamos, a exemplo de Maria, a Mãe do Belo Amor, nosso Perpétuo Socorro, sempre mais, templo de Deus. Reconheçamos a nossa indignidade, clamemos por misericórdia e deixemos que Ele purifique os nossos lábios, regenere e evangelize nossos corações, abra os nossos ouvidos para escutarmos o apelo do céu e nos capacite para respondermos profeticamente ao chamado, dizendo: “Eis-me aqui, Senhor, envia- -me a mim”.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Superior Provincial dos Redentoristas
de Goiás e Presidente Fundador da Afipe

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h