Mês: Março 2015

Páscoa: Escola da Oração em Jesus!

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A oração é uma visita ao coração de Deus! Ela nos faz gastar a vida pela fé na medida em que assumimos o encontro com Cristo vivo! Pela oração, nos tornamos capazes de adentrar o mistério de Deus, em Jesus de Nazaré. Antes de ser um ato externo, a oração é propriamente uma realidade interna. Trata-se de uma prática subjetiva que nos conduz àquela objetividade fundamentada no Evangelho. A primeira função da oração é converter nossa consciência e só depois evangelizar nossas atitudes. Desta forma, a palavra e o comportamento tornam-se inseparáveis: um se condiciona como prática do outro.

Pela oração assumimos o mandato de comunicar às pessoas o cenário do Eterno e a manifestação do Sagrado no tempo. Eis um caminho de silêncio e de busca incessante pela face do Divino que se apresenta na solidão acompanhada do humano. No itinerário pessoal, Deus é o companheiro fiel que nos anima no sofrimento e nos fortalece nas dificuldades cotidianas.

Para conhecer a essência do Reino de Deus é necessário orar. Para amorizar a vida e perdoar o passado é de suma importância: orar! Para compreender as Sagradas Escrituras é imprescindível o estudo, todavia conheci- mento sem oração não vale em nada. Só há entrega contínua à vontade de Deus pela oração! Em síntese, não existe Cristianismo sem um genuíno espírito que nos conduza à experiência com Deus na oração!

Teologicamente falando, poderíamos definir a oração como a prática de converter o “eu interior”. Uma experiência de “estar a sós” para que o Divino se torne humano e o humano se torne Divino, em um movimento contínuo da encarnação de um no outro, sem simbiose, mas na reciprocidade existencial de duas pessoas que se amam.

Nem tudo é oração e neste caminho há muitos equívocos. A oração não é norma, não é mesmice nas palavras, não é uniformidade de ritos, não é um mecanicismo legalista nem um reduto da Igreja, mas, sobretudo, uma experiência exclusiva com o sentido único da existência: DEUS! Orar é o nosso selo de qualidade. É o resgate da nossa cidadania divina e do nosso passaporte para o céu. É a linguagem da vida eterna!

Quando nos mantemos cativos à oração o Pai Eterno nos faz conhecer as mazelas da nossa alma! Desde então, passamos a nomear os aposentos do espírito até Deus e, por conseguinte, a mensagem Divina é impregnada ao coração.

Na essência da oração está a dedicação de oferecer-se a Deus sempre e em todo lugar. Viver uma vida de oblação! A oração é enfatizada continuamente como hálito da alma e experiência fundamental para o reconhecimento da necessidade que temos de Deus. Assim, o enfoque principal está na vivência do Evangelho que precisa ser gestado no interior da pessoa humana. Vivenciada interiormente a mensagem de Jesus torna-se manifestação de Deus no mundo.

Neste tempo, no qual celebraremos a ressurreição de Jesus, somos motivados a ressuscitar em nós tudo aquilo que foi morto pelo pecado. Isso só é possível orando! Diante do Pai Eterno precisamos ser espontâneos, sinceros e abertos. Não devemos ter medo e muito menos fugir Daquele que faz tudo pela nossa felicidade. Busquemos Deus e nos encontraremos. Banhados pelo amor também conheceremos nossas feridas. Machucados da alma só são curados com o bálsamo da oração.

A oração é o compêndio maior da fé, pois por ela somos capacitados ao exercício de uma vida transformada por Cristo e continuada no Evangelho cotidiano. Não nos esqueçamos que só existe qualidade de vida e a saúde para alma quando reconhecemos a necessidade de orar sempre! Uma feliz e santa Páscoa!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente Fundador da Afipe

Reconciliação ou Penitência

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Uma das passagens bíblicas que me emocionam desde criança, e que hoje me chamam muito a atenção sobre o Sacramento da Reconciliação, é a parábola do Pai Misericordioso de Jesus. Aquela que comumente chamamos de parábola do filho pródigo (Lc 15,11-21).

Por que é tão difícil perdoar? Por que é tão difícil sentir-se perdoado(a)? Por que é tão difícil para nós assumirmos a atitude de filhos(as) arrependidos(as)? Por que é tão difícil experimentar o Deus misericordioso de Jesus de Nazaré? Não pretendo esgotar o assunto. Ele é muito extenso, complexo. Quero apenas oferecer pistas com o propósito de ajudar a quem tem dificuldade de receber o perdão necessário e dar o perdão devido, para uma vida longa, alegre e feliz.

Estamos vivendo o tempo da Quaresma. Ocasião oportuna para uma verdadeira conversão de vida. Para um bom retorno à Casa do Pai Eterno. Por isso, quero tratar, neste espaço especificamente, sobre o Sacramento da Reconciliação, que tem por finalidade e efeito alcançar a reconciliação com Deus. A Igreja Católica (Católica, porque Universal) sempre atenta aos passos e ensinamentos de Jesus, coerente com sua tradição e magistério, oportuniza a seus fiéis os Sacramentos “que são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina” (CIC §1131).

Para compreender esta problemática, precisamos recordar que somos herdeiros de uma sociedade patriarcal machista, onde o homem é apresentado como aquele que tem a última palavra. Por esse motivo, inúmeras pessoas têm dificuldade no relacionamento com o pai biológico. Relação que é muito facilmente transferida para Deus, em sua condição de Pai criador. E isso também faz parte da nossa tradição catequética: fui catequizado assim, e creio que você também – não quero aqui atirar pedras em minhas catequistas. Ou seja, aprendemos que o Pai Eterno é um Deus severo, castigador. Que está a contabilizar nossos erros e pecados para “descontar” no dia de nossa morte.

Mas quando voltamos o nosso olhar para a pessoa de Jesus de Nazaré, o Cristo Ressuscitado, vamos reconhecendo o rosto misericordioso do Pai Eterno. Não consta na literatura bíblica nenhuma passagem que narra Jesus deixando alguma pessoa sem resposta. Para todas Ele tem palavras que pacificam, convertem. Os textos nos mostram que havia um longo diálogo entre Jesus e quem o procura. Ele é paciente, escuta a todos. Neste diálogo, a pessoa apresenta a ele sua dor, sua necessidade. Neste diálogo a intenção de Jesus é clara: levar a pessoa a tomar consciência de si mesma, saber que precisa dar passos, caminhar, mudar, arrepender-se, converter-se. Somente depois dizer: “Levanta-te, pega tua cama e anda” (Mt 9,6).

O que é tomar consciência, segundo Jesus? Vejamos! Primeiro: todo ser humano é um ser espiritual por natureza. Ele crê em algo que alimenta, sustenta sua fé e dá sentido à sua vida. Segundo, todo ser humano é um ser afetivo por natureza. É a capacidade de amar a si mesmo, a Deus, as pessoas e o mundo. Como o contrário também é verdade. Ou seja, odiar a si, a Deus, as pessoas e o mundo. Terceiro, todo ser humano é um ser emocional desde o seu gene. Nos alegramos e nos entristecemos. Sorrimos e choramos. Esbravejamos ou deprimimos.

Quarto, todo ser humano é um ser sexual por natureza. Não me refiro diretamente ao ato sexual ou a órgão genital. Refiro-me, inicialmente à beleza interior. A beleza do sorriso alegre e espontâneo que nos faz sentir belos, bonitos, amados, queridos, desejados por Deus. A beleza que atrai, encanta, seduz. Que irradia amor livre, contagiante, envolvente. Quinto e último, todo ser humano é um ser social desde sua concepção. Um ser que relaciona-se consigo mesmo, com Deus, com as pessoas e com o mundo onde vive, trabalha, realiza. Assim somos nós. É esse conjunto de dimensões humanas que forma o todo, o belo e complexo que somos.

Essa rápida viagem pela psicologia humana foi para ajudar você a entender que tipo é o perdão que Jesus nos oferece. E, também que o perdão somente acontece quando estamos em perfeita harmonia conosco mesmo, com Deus, com as pessoas e com o mundo onde vivemos. Então, não é possível reconcilia- ção pela metade. Ou ela acontece por inteiro ou não acontece de jeito nenhum. Penso que agora você já tem condições de entender porque as vezes é tão difícil perdoar e sentir-se perdoado(a). É tão difícil sentir o perdão pleno de Deus em nós.

Vale a pena recordar que a graça de Deus que há em cada um de nós, é infinitamente maior que qualquer fraqueza que venhamos a ter. É esta mesma graça que nos dá forças para o exercício da humildade interior. O reconhecer que erramos, pecamos e queremos voltar. Olhando para o particular de nossa vida, feito uma viagem humilde pelo nosso interior vou me assumir, me redimir, me salvar. Sim, me salvar “porque o Deus que criou você sem você, não quer salvar você, sem você” (Santo Agostinho). Assim, tomo consciência de quem sou. Me torno melhor a cada dia. Trabalho em mim as minhas limitações e fragilidades. Reconheço e valorizo minhas qualidades e potencialidades.

Então, reconciliação é perdão de mim para comigo mesmo. É o estar em união íntima com Deus, com o mundo e com as pessoas. É o exercício da paz regado com muita oração, silêncio, meditação e leitura orante da Palavra de Deus. Compreendendo que o amor do Pai Eterno por nós é imensurável e que Ele nos ama do jeito que somos, voltamos a ser o filho pródigo abraçado pelo Pai misericordioso da parábola de Jesus!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

A virtude da caridade compreendida e vivida como serviço

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A virtude da caridade – juntamente com as Virtudes da Fé e da Esperança – dispõe a todo o cristão a viver uma íntima relação com o Pai Eterno, a Santíssima Trindade, como origem, motivo e objeto.

A virtude da caridade fundamenta, anima e caracteriza o agir na vivência cristã. Ela é infundida por Deus na vida dos fiéis que a acolhem, e os torna capazes de agir como filhos de Deus na promessa de salva- ção onde todos são acolhidos e redimidos na graça da filiação divina.

Esta virtude acolhida pelo fiel que, infundida na alma humana, leva a pessoa a conhecer e a praticar o bem. Assim, a virtude da caridade, vivenciada pela pesso, infunde no seu próprio ser a graça santificante, tornando a pessoa capaz de ter uma íntima relação de amor (caridade) com o Divino Pai Eterno, a Trindade Santíssima de Amor. Pela prática da virtude da caridade se expressa o amor a Deus sobre todas as coisas e o amor ao próximo como a nós mesmos, por amor do Pai Eterno que nos amou primeiro.

Jesus, o Filho amado do Divino Pai Eterno, fez da caridade um novo mandamento. “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor.” (Jo 15,9) Jesus manifesta o mesmo amor que Ele recebeu do Pai Eterno e o dá aos seus discípulos e a todos os filhos e filhas do Divino Pai Eterno. Ele mesmo disse: “Amai- -vos uns aos outros como Eu vos amei”. (Jo 15,12). Jesus fez da caridade o mandamento novo, a plenitude da lei. Amando os seus, amou os “até o fim” (Jo 13,1).

No capítulo 13, da Primeira Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo exorta que, de    todas as virtudes, a maior delas é a caridade. Nisto, a caridade é a raiz de todas as virtudes e expressa a bondade suprema para com a própria pessoa que a vive, para com o seu semelhante, imagem e semelhança do Divino Pai Eterno, Ser Infinito de Amor (caridade).

São Paulo destacou neste capítulo um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (l Cor 13,4-7). A caridade é superior a todas as virtudes. É a primeira das virtudes teologais “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1Cor 13,13).

Neste tempo da Quaresma, tempo favorável de graça e salvação. Procuremos através dos exercícios quaresmais, da ora- ção, do jejum e da esmola (partilha de vida) viver mais intimamente a Cristo Mestre e Servo que nos deixou o legado de amar e servir, rezando e refletindo com toda a Igreja do Brasil, fazendo acontecer de fato o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Eu vim para servir.” (Mc 10,45)

Pe. Antonio Gomes
Missionário Redentoristas

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Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h