Mês: Maio 2015

Maria: a mulher que nos humaniza

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O seio maternal de Maria é o lugar de encontro do Divino com o humano. Neste movimento, sem simbiose, mas de profunda doação e reciprocidade, acontece a ‘Plenitude dos Tempos’. Maria é a testemunha histórica de que vale a pena entregar-se, total e absolutamente, nas mãos do Pai Eterno. Todo o seu ser tem raízes fincadas no céu. O ‘sim’ de Maria nos trouxe Deus. Sua vida silenciosa, em Nazaré, santifica o nosso itinerário cristão e redentorista no mundo. “Maria, a Mulher, […], a Feminina, acolheu e foi feita mãe de Deus! Acolheu e foi feita esposa do Espírito. Acolheu e foi feita mãe dos Homens. Acolheu e foi feita esposa de José. Fez-se “sim” e acolhida em seu nome e no meu. Feminilidade e acolhida, sem pecado, isto é, sem restrições, a elevam, e, nela, nos elevam.” (Maria Thereza – Maite).

Pela Revelação Trinitária, sabemos que o nascimento de Jesus, a partir de uma mulher, “constitui o ponto culminante e definitivo da autorrevelação de Deus à humanidade” (São João Paulo II). Em Maria, resgatamos a nossa vocação e dignidade, dentro da Redenção, realizada pelo Pai, no Filho, por meio do Espírito Santo. Na imagem do Divino Pai Eterno, reverenciada por milhares de devotos, no Brasil e no mundo, Maria está logo abaixo, de forma central, sendo coroada pela Santíssima Trindade. Suas mãos estão postas para manifestar o caráter da pessoa orante, experimentada na fé e acostumada a encontrar-se com o sagrado de Deus: face a face! Sua roupa branca expressa a pureza imaculada de viver ‘no’ Pai e ‘para’ o Pai. O manto azul nos abre ao Mistério Divino que está além do celestial.

A presença de Maria é a certeza do lugar que todo homem e toda mulher ocupam no coração de Deus. Contemplá-la, na imagem, é o mesmo que descobrir a nossa origem divina, é encontrar o tesouro perdido, é conceder um rumo santo para histórias, outrora, desumanizadas pelo pecado. Abramo-nos sempre à Santíssima Trindade e façamos do ‘sim’ de Maria a eterna adesão daquilo que o Pai Eterno sonhou para nós!

 

Pe. Robson de Oliveira
Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Maria e o mês de maio

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É maio. Mês dedicado especialmente à Maria. Nas devoções populares lembramos e homenageamos a Mãe de Jesus com rezas do terço, coroações, ladainhas, oferta de flores, cantos do ofício de Nossa Senhora…, enfim! Tanto na Igreja Católica Apostólica Romana quanto na Igreja Católica Ortodoxa Maria é muito amada, venerada, querida. Porém, a espiritualidade Mariana no mês de maio é forte apenas na Igreja do Ocidente.

Você sabe donde vem a tradição dessa devoção? “O mês de maio mariano é uma herança europeia, uma vez que, na Europa, maio é tempo de primavera, que no Brasil corresponde ao mês de outubro, igualmente dedicado a Nossa Senhora, por ser o mês do rosário. É celebrado em diversos países para homenagear o reflorescimento da natureza. É um mês de festas, de divertimentos, de poesia, que tem suas origens em tradições muito antigas. No mundo cristão, como tentativa de corrigir os excessos e abusos destas festas tradicionais e torná-las mais cristãs, a partir do século XIII, a figura de Maria começa a ser associada ao mês de maio” (Pe. Waldomiro).

No Brasil as devoções a Maria começaram junto com a conquista da “nova terra”, e com ela a evangelização trazida pelos jesuítas. Posteriormente, a devoção foi ganhando força com o passar dos anos até chegar ao que conhecemos hoje. Teve presença forte, sobretudo com o povo pobre, simples e oprimidos que, buscavam na Mãe de Jesus, a esperança, o conforto e a força necessária diante de tantos sofrimentos e maus tratos. As maiores datas dedicadas à Maria em nossa tradição católica, no mês de maio, são: a Festa de Nossa Senhora de Fátima, celebrada no dia 13; e a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, que acontece no dia 24.

Utilizando-me destes pressupostos quero falar sobre um assunto muito discutido, mas pouco compreendido: o culto à Maria. É preciso saber diferenciar cultos de adoração e culto de veneração. A palavra “culto”, vem de cultivar, que por sua vez, quer dizer, desenvolver, ser instruído, cultivado, relação de respeito e veneração. Cultiva-se algo especial, como por exemplo, o louvor a Deus. Cultiva-se o carinho e a devoção para com os santos e santas. Podemos então, cultivar nossa devoção à Maria sem, portanto, adorá-la. À Maria, nossa veneração por tudo o que ela foi e por tudo o que ela é. À Maria, nós devotamos, cultuamos o amor por ela. Não a adoramos, pois, nossa verdadeira adoração é somente a Deus, ao Divino Pai Eterno.

Vamos a uma realidade prática. Maria é venerada no mundo todo, recebendo mais de seiscentos títulos, ou seja, nomes atribuídos a ela. É a mesma Maria, a Mãe de Jesus. A Mãe da Igreja e Mãe nossa. No Brasil, o mais conhecido é o título de Nossa Senhora Aparecida, seguido por Nossa Senhora da Graças, da Abadia, do Perpétuo Socorro e tantos outros. Maria, por isso, é fonte de inspiração. Você já prestou atenção na quantidade de pessoas, homens e mulheres, que trazem em seu nome, o próprio nome de Maria? E quantas cidades, escolas, asilos, creches, seminários e igrejas? Isso é uma forma de prestar uma homenagem a ela. Isso é carinho, respeito por alguém especial para nós, cristãos católicos, crentes em Jesus de Nazaré.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 971, nos orienta quanto à forma correta de como devemos cultuar Nossa Senhora para não cairmos no perigo de passar do culto à mariolatria. Assim, diz o documento: “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão”. A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades. (…) Este culto (…), embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho”.

Do mesmo modo a “Marialis Cultus”, que é a Exortação Apostólica do Papa Paulo VI que utilizou parte da renovação litúrgica, decidida pelo Concílio Vaticano II, para explicar o lugar de Maria no ciclo geral e o sentido das festas, propriamente marianas: […] promovam generosamente o culto, sobretudo o litúrgico, para com a Bem-Aventurada Virgem Maria; dêem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo magistério […] (LG 67). Neste ensinamento, Paulo VI articula a questão da cultura e da enculturação do culto devido a Maria, como a Mulher que soube viver no seu contexto e inserir-se no mistério de Cristo, porque foi uma mulher que acreditou naquilo que o Senhor lhe disse.

Guiados por Maria, continuemos com os olhos fixos em Jesus Cristo, autor e consumador da fé! “Ajude-nos a companhia sempre próxima, cheia de compreensão e ternura, da Maria Santíssima. Que ela nos mostre o fruto bendito de seu ventre e nos ensine a responder como fez ela no mistério da anunciação e encarnação” (DA 553).

Pe. Edinisio Pereira
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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