Dia: 25 de junho de 2015

Experimentar o amor do Pai Eterno

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A fé é a testemunha perene de que nossos desejos mais profundos e nossas aspirações mais ocultas tornam-se consonantes a Deus, na medida em que nos abrimos ao Seu amor e nos deixamos conduzir por Ele. Nesse itinerário espiritual moldamos nossos comportamentos de acordo com o Evangelho, amorizamos nossa vivência, canalizamos nossas energias, enraizamos nossa vida na fraternidade e, por fim, nos apresentamos como pessoas cativas às Sagradas Escrituras e aos Sacramentos.

Por meio dos Sacramentos, vivenciamos e testemunhamos o amor Deus em nosso cotidiano. Sem essa experiência é impossível falar do Mistério Divino, pois estaríamos apenas teorizando e deixando de lado a prática. É com essa vivência que somos capazes de estar mais próximos do Pai Eterno, que nos ama sem impor condições. Assim, quem quiser conhecê-Lo deverá, em primeiro lugar, experimentá-Lo.

Como consequência, não nos resta outra escolha mais plena do que viver Nele e para Ele. Poderíamos até optar por outras possibilidades, mas nosso coração insiste em permanecer cativo Àquele que nos amou primeiro.

A Romaria deste ano, em Trindade (GO), traz o tema “Consagrados ao Pai Eterno”, inspirado na Carta Apostólica do Papa Francisco direcionada aos religiosos e religiosas, pessoas de Vida Consagrada, para proclamação do Ano da Vida Religiosa. Por trás de cada vocação está a história do amor do Pai inserida na vida dos Seus filhos e filhas. A vocação é um chamado à santidade e quando a aceitamos, estamos abrindo o nosso coração para a vontade de Deus em nossa vida.

O segredo da santidade cristã está na realização da vontade divina. Ela se efetiva na medida em que temos claro o objetivo da salvação, destinada a todas as pessoas. A vontade de Deus reafirma o caráter da nossa fé e concede testemunho às nossas obras. Dessa forma, somos inclinados a agir como Deus age, a amar como Ele ama, a perdoar da mesma maneira que Ele perdoa e a ser continuação redentora do Seu Evangelho no mundo.

A vontade de Deus resgata a capacidade pessoal de agir em favor do bem. Muito aquém de intervencionismo, ela é suscitada no interior de cada coração. Assim, comparamos, discernimos, julgamos e escolhemos entre o certo e o errado. Pela vontade divina o ser humano se assume e se realiza como filho de Deus.

Só seremos capazes de compreender a vontade de Deus em nossas vidas, nos unirmos e nos consagrarmos a Ela. Assim, passaremos a enxergar a vida sob a ótica de Deus. Não se trata de uma vontade tirana nem manipuladora. Ser consagrado não é privilégio de uma casta eleita: distante do mundo e surda ao apelo dos pobres. Ao contrário, é uma missão que nos foi confiada – desde as águas do Batismo até o óleo da Unção dos Enfermos, dentro de um horizonte que nos banha, nos insere e nos emerge em Cristo.

Não se trata de um simples vestígio ou de um rastro qualquer, mas de um sinal, constituído pela fé. Não podemos apagá-lo, muito menos eliminá-lo. No entanto, podemos renová-lo sempre que trazemos à memória a marca de outrora. Ela fala da nossa origem e ressoa a nossa pertença a Deus. Marcados, ungidos e consagrados passamos a acolher com gratidão o passado, a receber com afeto o presente e a reconhecer com surpresa o futuro.

Na proximidade de nossa grandiosa Festa de Trindade, lembremos de que a nossa consagração é uma iniciativa direta do Pai. É necessário, portanto, celebrá-la olhando para cada Sacramento. Ali encontraremos a ternura de um Deus que peregrina por todas as etapas da nossa vida, acompanhando-nos do nascimento à velhice, da morte à eternidade! O resultado desta fiel companhia é que só nos consagramos a Ele porque fomos tocados, amados e cuidados: sem medidas e sem reservas!

De antemão, faz bem enfatizar que, no Cristianismo, a fé é experimentada em comunidade. Aqueles que se denominam cristãos e querem viver longe da Igreja precisam reconhecer que de tal modo não há vida cristã que se sustente. Nela todos se reúnem, partilham do mesmo pão e comungam da mesma fé, para constituir a comunidade de salvação e continuar a missão de Cristo no mundo.

Portanto, nos unimos, mais uma vez, em Romaria, para louvar, agradecer e homenagear o Divino Pai Eterno. Junto aos seus irmãos, cada romeiro experimenta a filiação divina e compreende que a paternidade de Deus é universal e concedida para todos. Talvez, aqui esteja uma das principais características da catolicidade da Igreja. O amor do Pai é estendido a cada pessoa, individualmente, sobretudo aos pecadores para que onde “se multiplicou o pecado, a graça transborde” (Rm 5,20).

Que possamos nos consagrar a Ele, dizendo: “Pai Eterno, recebei a homenagem da nossa fé, fortalecei a nossa esperança e renovai o nosso amor”. Que a celebração, desses dez dias de romaria, nos conscientize sobre a real importância de integrar os sonhos de Deus aos nossos sonhos. Que não sejamos conhecidos só pelos nossos nomes, mas, principalmente, pela nossa adesão contínua ao Evangelho! Que nossas obras deem testemunho de que somos filhos legítimos consagrados ao Pai Eterno!

Boa Festa do Divino Pai Eterno a todos!

 Pe. Robson de Oliveira
Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Romaria dos filhos do Pai Eterno

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“Consagrados ao Pai Eterno” é o tema da Romaria do Divino Pai Eterno deste ano. Donde surgiu este tema? O que ele propõe? Ele foi inspirado na Carta Apostólica do Papa Francisco direcionada às pessoas de Vida Consagrada para proclamação do Ano da Vida Religiosa que teve seu início no dia 30 de novembro de 2014 (1º Domingo do Advento) e terminará dia 2 de fevereiro de 2016, na festa da Apresentação de Jesus no Templo.

Considerando que todo cristão batizado é consagrado ao Pai Eterno pelos Sacramentos – Batismo, Eucaristia, Reconciliação, Crisma, Ordem ou Matrimônio e Unção dos Enfermos – o objetivo principal é despertar no romeiro do Divino Pai Eterno as motivações vocacionais evidenciadas pela consagração batismal, colocando-se no combate às mazelas do pecado e no serviço da Igreja que anuncia a chegada do Reino de Deus.

Neste sentindo, como um grande retiro comunitário, este tema quer favorecer uma ampla e profunda reflexão acerca da razão de ser e existir no mundo a partir dos Sacramentos da Igreja. Além disso, mostrar que a reflexão sobre a consagração sacramental e eclesial, na companhia de Maria, pode favorecer o reconhecimento de que o Pai Eterno chama a todos, indistintamente, para uma vida plena e feliz.

Frente às tantas realidades atuais que desfiguram a pessoa humana, o tema deste ano possibilita a redescoberta de si mesmo e seu valor para Deus, para o próximo e para o mundo onde vive. Assim, é possível perceber que, iluminado pelos ensinamentos de Jesus, existem diversas formas de realização humana, pessoal, comunitária e espiritual. E vivenciar uma verdadeira renovação da sua fé para que continue experimentando e anunciado o amor, a bondade, o perdão e a misericórdia de Deus em sua vida, bem como, na vida de sua família, comunidade, local de trabalho, lazer, descanso e estudo.

Este tema favorece ainda uma reflexão ampla e profunda da missão recebida por cada um de nós no dia do nosso Batismo e ajuda a perceber que na relação Una e Trina de Deus, o ser humano é convidado a tomar parte na vida que brota do amor do Pai para com o Filho, na força do Espírito Santo. Sendo assim, devemos promover as vocações e, por fim, entender que somos consagrados ao Pai Eterno para amarmos, fazermos o bem e sermos felizes.

A Romaria destina-se a milhões de romeiros de Trindade, Goiânia, cidades vizinhas e diversas regiões de todo o País. Cristãos abnegados por tomarem a decisão de caminhar, enfrentar dificuldades e, principalmente, de permanecer firmes na decisão de escutar a Palavra de Deus e a pregação dos missionários durante a Novena Preparatória e a Festa do Pai Eterno.

Para que o romeiro consiga subtrair a mensagem proposta pelo tema, bem como pelos subtemas que serão abordados durante as Novenas, os sacerdotes fazem reflexões breves, previamente preparadas, com criativa fidelidade à proposta geral do tema da Festa. No período de preparação, faz-se uma leitura atenta da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco, como também da sua última carta aos religiosos, por ocasião do Ano da Vida Consagrada.

A linguagem é simples e direta, despojada de raciocínios complexos, citações eruditas e preciosismo nos exemplos pessoais. São utilizados exemplos concretos que mostram situações próximas da vida do povo com particular acento no testemunho dos santos e das pessoas mais simples que deram exemplos de humanidade e de fé.

Vale destacar ainda a intenção de centralizar a mensagem, naturalmente, na Escritura, por meio das leituras diárias, respeitando os espaços de evangelização e evitando a dispersão dos romeiros. Finalmente, oferece aprofundamentos particulares para se formar uma diversidade enriquecedora no conjunto dos pregadores. Desse modo, a dimensão principal a ser abordada com o romeiro é a realidade comunitária da consagração cristã, isto é, após renovar sua fé e seu compromisso batismal, insistir na vivência do romeiro em sua comunidade de origem.

Reunidos como irmãos e irmãos e consagrando-nos ao Pai Eterno, reconhecemos nossa legítima condição filial de filhas e filhos adotivos de Deus, em Seu Filho Jesus Cristo. Já consagrados, nos dedicamos ao serviço do Reino de Deus tornando-nos também testemunhas do seu autêntico e verdadeiro amor. Um mérito e esforço que é de todos. Além dos romeiros, religiosos, colaboradores e voluntários, vários seguimentos da sociedade, empresas particulares e poderes públicos se envolvem diretamente na organização e realização da Romaria. Sem essas preciosas ajudas e parcerias tudo se tornaria mais difícil e os objetivos para cada Romaria, não poderiam ser plenamente alcançados!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R
Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h