Experimentar o amor do Pai Eterno

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A fé é a testemunha perene de que nossos desejos mais profundos e nossas aspirações mais ocultas tornam-se consonantes a Deus, na medida em que nos abrimos ao Seu amor e nos deixamos conduzir por Ele. Nesse itinerário espiritual moldamos nossos comportamentos de acordo com o Evangelho, amorizamos nossa vivência, canalizamos nossas energias, enraizamos nossa vida na fraternidade e, por fim, nos apresentamos como pessoas cativas às Sagradas Escrituras e aos Sacramentos.

Por meio dos Sacramentos, vivenciamos e testemunhamos o amor Deus em nosso cotidiano. Sem essa experiência é impossível falar do Mistério Divino, pois estaríamos apenas teorizando e deixando de lado a prática. É com essa vivência que somos capazes de estar mais próximos do Pai Eterno, que nos ama sem impor condições. Assim, quem quiser conhecê-Lo deverá, em primeiro lugar, experimentá-Lo.

Como consequência, não nos resta outra escolha mais plena do que viver Nele e para Ele. Poderíamos até optar por outras possibilidades, mas nosso coração insiste em permanecer cativo Àquele que nos amou primeiro.

A Romaria deste ano, em Trindade (GO), traz o tema “Consagrados ao Pai Eterno”, inspirado na Carta Apostólica do Papa Francisco direcionada aos religiosos e religiosas, pessoas de Vida Consagrada, para proclamação do Ano da Vida Religiosa. Por trás de cada vocação está a história do amor do Pai inserida na vida dos Seus filhos e filhas. A vocação é um chamado à santidade e quando a aceitamos, estamos abrindo o nosso coração para a vontade de Deus em nossa vida.

O segredo da santidade cristã está na realização da vontade divina. Ela se efetiva na medida em que temos claro o objetivo da salvação, destinada a todas as pessoas. A vontade de Deus reafirma o caráter da nossa fé e concede testemunho às nossas obras. Dessa forma, somos inclinados a agir como Deus age, a amar como Ele ama, a perdoar da mesma maneira que Ele perdoa e a ser continuação redentora do Seu Evangelho no mundo.

A vontade de Deus resgata a capacidade pessoal de agir em favor do bem. Muito aquém de intervencionismo, ela é suscitada no interior de cada coração. Assim, comparamos, discernimos, julgamos e escolhemos entre o certo e o errado. Pela vontade divina o ser humano se assume e se realiza como filho de Deus.

Só seremos capazes de compreender a vontade de Deus em nossas vidas, nos unirmos e nos consagrarmos a Ela. Assim, passaremos a enxergar a vida sob a ótica de Deus. Não se trata de uma vontade tirana nem manipuladora. Ser consagrado não é privilégio de uma casta eleita: distante do mundo e surda ao apelo dos pobres. Ao contrário, é uma missão que nos foi confiada – desde as águas do Batismo até o óleo da Unção dos Enfermos, dentro de um horizonte que nos banha, nos insere e nos emerge em Cristo.

Não se trata de um simples vestígio ou de um rastro qualquer, mas de um sinal, constituído pela fé. Não podemos apagá-lo, muito menos eliminá-lo. No entanto, podemos renová-lo sempre que trazemos à memória a marca de outrora. Ela fala da nossa origem e ressoa a nossa pertença a Deus. Marcados, ungidos e consagrados passamos a acolher com gratidão o passado, a receber com afeto o presente e a reconhecer com surpresa o futuro.

Na proximidade de nossa grandiosa Festa de Trindade, lembremos de que a nossa consagração é uma iniciativa direta do Pai. É necessário, portanto, celebrá-la olhando para cada Sacramento. Ali encontraremos a ternura de um Deus que peregrina por todas as etapas da nossa vida, acompanhando-nos do nascimento à velhice, da morte à eternidade! O resultado desta fiel companhia é que só nos consagramos a Ele porque fomos tocados, amados e cuidados: sem medidas e sem reservas!

De antemão, faz bem enfatizar que, no Cristianismo, a fé é experimentada em comunidade. Aqueles que se denominam cristãos e querem viver longe da Igreja precisam reconhecer que de tal modo não há vida cristã que se sustente. Nela todos se reúnem, partilham do mesmo pão e comungam da mesma fé, para constituir a comunidade de salvação e continuar a missão de Cristo no mundo.

Portanto, nos unimos, mais uma vez, em Romaria, para louvar, agradecer e homenagear o Divino Pai Eterno. Junto aos seus irmãos, cada romeiro experimenta a filiação divina e compreende que a paternidade de Deus é universal e concedida para todos. Talvez, aqui esteja uma das principais características da catolicidade da Igreja. O amor do Pai é estendido a cada pessoa, individualmente, sobretudo aos pecadores para que onde “se multiplicou o pecado, a graça transborde” (Rm 5,20).

Que possamos nos consagrar a Ele, dizendo: “Pai Eterno, recebei a homenagem da nossa fé, fortalecei a nossa esperança e renovai o nosso amor”. Que a celebração, desses dez dias de romaria, nos conscientize sobre a real importância de integrar os sonhos de Deus aos nossos sonhos. Que não sejamos conhecidos só pelos nossos nomes, mas, principalmente, pela nossa adesão contínua ao Evangelho! Que nossas obras deem testemunho de que somos filhos legítimos consagrados ao Pai Eterno!

Boa Festa do Divino Pai Eterno a todos!

 Pe. Robson de Oliveira
Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

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