Mês: setembro 2015

Existe receita para a felicidade?

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A vida é como uma boa música daquelas sertanejas raízes que são eternizadas no coração e na mente das pessoas. Que se tornam verdadeiros hinos populares, ultrapassam gerações, superam tendências e modismos passageiros para deixar saudades, lembranças e verdadeiras recordações.

Não existe fórmula para a felicidade. O que é essencial para uma pessoa, pode não ter valor algum para outra. Ou, vice-versa. O que existem são pistas que nos conduzem por caminhos que levam à conquista de uma vida relativamente segura e feliz. Existem pessoas que são felizes com poucas coisas. Mesmo na pobreza, na dor e no sofrimento. Outras, ao contrário, são infelizes mesmo tendo tudo, sendo abastadas e gozando de boa saúde física e mental. Há quem busque ser feliz na aparência física, no conhecimento, nos títulos, nos prazeres da vida, no dinheiro, no poder, no status e na fama.

Analisemos estas palavras de Jesus: “Eis que era preciso praticar aquilo em primeiro lugar sem, contudo, deixar o restante” (Mt 23,23). A preocupação excessiva gera a ansiedade. Geralmente, pessoas demasiadamente preocupadas são mais suscetíveis a doenças, pois a ansiedade provoca queda na sua imunidade corporal. São pessoas de feição triste, deprimidas, amargas, rancorosas e até vingativas. Pessoas que têm dificuldades com sua afetividade e sexualidade e que são muito frágeis espiritualmente. Mudam constantemente de opinião e abraçam qualquer proposta de vida. Além de viverem cansadas, abatidas, desanimadas.

A realização plena da vida está naquilo que realizamos autêntico e verdadeiro para nós mesmos e para as outras pessoas. Um bom projeto de vida começa com estratégias simples, metas seguras, planos bem definidos e possivelmente executáveis que permitem ser reavaliados constantemente. Leitura orante da Palavra de Deus, trabalho diário, bons hábitos alimentares, prática regular de atividades físicas, leitura de bons livros, assistir bons filmes, ouvir boas músicas, convivência com amigos verdadeiros e amizades sinceras, contato com a natureza, contemplação do coração e silêncio interior são apenas alguns indicativos que favorecem uma vida saudável, plena e feliz.

Fernando Pessoa, poeta português, diz que “enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades”. Imputar a Deus o que é de nossa responsabilidade não é justo para com Ele. Muito menos, demonstra sabedoria e inteligência de nossa parte. Antes, é uma fraqueza, uma pobreza espiritual, humana e intelectual. Não vive melhor quem sabe mais. E, sim, quem observa e compreende melhor a dinâmica da vida e suas nuances.

Palavras demais, em sua maioria, costumam esconder a verdade dos fatos. Ou, no comum dos casos, distorcer a realidade das coisas. O maior desafio de nossa vida é a originalidade. Ser original, antes de ser uma conquista pessoal, é uma graça divina. A superficialidade é uma areia movediça que esconde armadilhas subterrâneas da alma, do corpo e do espírito. Aquilo que fortemente esconjuro em você, está totalmente enraizado na fraqueza que nego em mim.

Nossa meta para esta vida passa necessariamente pelos ensinamentos de Jesus: “Aprendam com o meu coração que é pacífico e gentil e acharão o seu repouso” (Mt 11,29). Somente na eternidade encontraremos a felicidade plena. Porquanto, importa-nos o que nos oferece a vida presente, pois “quando vier o que é perfeito então o que é imperfeito desaparecerá” (1Cor 13,10). Deste modo, podemos até arriscar dizer que felicidade é sinônimo de honestidade, sinceridade, respeito, consideração. É prática do bem-querer. De quem aprende a ver em si mesmo, e na outra pessoa, a face de Deus. Felicidade é busca interior. É conquista. É estado de espírito. É procura, opção. É amar o Pai Eterno acima de todas as coisas, e o próximo como a si mesmo.

O ser humano conquista a felicidade e a tão desejada paz interior à medida que descobre o valor de si, para si mesmo, para seus semelhantes, para Deus e para o mundo onde vive. A vida tem desafios que exigem muito de nós, naturalmente. Porém, não nos cansemos, nem nos preocupemos atoa. Pois, é “o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e por Sua graça nos dá consolo eterno e esperança feliz” (2Ts 2,16). Deste modo, para ser uma boa música, antes de tudo, ela precisa necessariamente ser apaixonante, ter um conteúdo poético forte e melodia agradável. Bem como, falar de realidades e coisas que tocam e transformam o coração humano. Quem aprende a arte de bem viver a vida, e a vive com verdadeira intensidade e expressão do coração, alcança já aqui na terra, o prelúdio da felicidade eterna!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Um Deus que se fez Palavra e habitou entre nós

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O Mês da Bíblia teve início durante as celebrações do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, nos tempos idos de 1971. Posteriormente, a data foi assumida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e estendida a todas as comunidades católicas do país. A celebração deste tempo é uma maneira concreta de reconhecer o lugar central que as Sagradas Escrituras ocupam na ação evangelizadora da Igreja. Além disso, a inserção desta temática, no mês de setembro, está relacionada à celebração da memória de São Jerônimo, no dia 30.

São Jerônimo foi um homem que morreu com 80 anos trabalhando para o Senhor. Um homem letrado, um doutor da Igreja. Conhecido e amado pela Igreja e também pelos exegetas, os tradutores da Bíblia. Viveu entre os séculos IV e V e foi o grande responsável pela tradução da Bíblia, que hoje nós conhecemos na história da Igreja como Vulgata, ou seja, a tradução do original bíblico para o latim, que era a língua compreendida na época. Sua importância na história da Igreja é muito grande, pois nos facilitou o acesso à Palavra de Deus.

São Jerônimo foi alguém que se dedicou de tal maneira a servir a Deus por meio do estudo de Sua Palavra, que pôde nos ajudar a compreender ainda melhor os fundamentos, as origens da revelação divina. Ele nos ensina que não devemos levar nada ao pé da letra, como se vê muitos pregando, sem nenhum conhecimento. E nos ensina que devemos estudar a Palavra, e não simplesmente pegar essa Palavra e utilizar em benefício próprio, ou em benefício de uma ideologia.

Devemos ficar atentos aos sinais. Deus se revela a nós por meio da Palavra. E é essa mesma Palavra que nos dá força e nos conduz a um processo de mudança radical em nosso modo de ser e viver. Em cada oração e reflexão da mensagem que Pai Eterno nos envia nas Sagradas Escrituras, o Espírito Santo age transformando a nossa consciência para a prática solícita do bem.

São Jerônimo dizia: “Ignorar a Palavra de Deus é ignorar o próprio Cristo”. Jamais podemos nos esquecer que Deus se fez Palavra e a Palavra se fez Carne, em nosso favor. Na História da Salvação, narrada nas Escrituras Sagradas, Ele escolhe os primeiros endereçados da Palavra: os pobres e os excluídos. Isso porque, enquanto peregrinava nesta Terra, também foi colocado à margem por aqueles que não aceitaram a encarnação da pobreza, tal qual acontece com a vida estigmatizada dos excluídos.

É por meio das Sagradas Escrituras que devemos servir ao Pai Eterno com a reverência da fé, a piedade da esperança e a beleza da caridade. Não nos compete banalizá-la ou diminui-la, enviesá-la ou interpretá-la ao nosso bel-prazer. A Palavra de Deus provoca por si mesma a desinstalação do nosso fechamento individualista e é capaz de penetrar a alma gerando no coração uma inquietude. Tira-nos de nossas principais seguranças, comodidades, status e nos lança à audácia histórica de Deus Pai que se revelou a nós por amor.

A comunidade eclesial continua a nos ensinar que, antes de comungar a Cristo, em seu Corpo, é preciso comungá-Lo, primeiro, em Sua Palavra. Esta Palavra não é mero discurso, muito menos fruto de um entendimento baseado em aparências. Pelo contrário, é doadora de sentido àqueles que, iguais a Jesus, foram postos do lado de fora da sociedade: não contados, não vistos, não incluídos, negados na dignidade e vilipendiados em seus direitos. Para além do mês de setembro, prossigamos a evangelizar os pobres, permitindo-nos também evangelizar por eles.

A Palavra de Deus é viva e eficaz, é útil para ensinar, admoestar. E, por meio dela, Jesus nos deixa essa missão de sermos evangelizadores, pessoas que devem anunciar essa Palavra. É de fundamental importância enxergar Cristo nas marcas impressas pela presença redentora dos pobres, mediante a conformidade e a sintonia com os ensinamentos da Igreja.

Devemos pedir ao Senhor a graça de termos o mesmo desprendimento que Jesus pediu que o Seus discípulos tivessem. Pois, assim como o Senhor os enviou, Ele envia também cada um de nós para que façamos a Palavra de Deus ser conhecida por todos, em toda a parte. Essa é a nossa missão, enquanto cristãos, filhos e filhas do Divino Pai Eterno. Que possamos viver o Seu amor e nos esforçar cada vez mais para que a missão para a qual Ele nos designou seja cumprida.  Somente assim, seremos dignos e capazes de levar o Evangelho.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

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