Um Deus que se fez Palavra e habitou entre nós

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O Mês da Bíblia teve início durante as celebrações do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, nos tempos idos de 1971. Posteriormente, a data foi assumida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e estendida a todas as comunidades católicas do país. A celebração deste tempo é uma maneira concreta de reconhecer o lugar central que as Sagradas Escrituras ocupam na ação evangelizadora da Igreja. Além disso, a inserção desta temática, no mês de setembro, está relacionada à celebração da memória de São Jerônimo, no dia 30.

São Jerônimo foi um homem que morreu com 80 anos trabalhando para o Senhor. Um homem letrado, um doutor da Igreja. Conhecido e amado pela Igreja e também pelos exegetas, os tradutores da Bíblia. Viveu entre os séculos IV e V e foi o grande responsável pela tradução da Bíblia, que hoje nós conhecemos na história da Igreja como Vulgata, ou seja, a tradução do original bíblico para o latim, que era a língua compreendida na época. Sua importância na história da Igreja é muito grande, pois nos facilitou o acesso à Palavra de Deus.

São Jerônimo foi alguém que se dedicou de tal maneira a servir a Deus por meio do estudo de Sua Palavra, que pôde nos ajudar a compreender ainda melhor os fundamentos, as origens da revelação divina. Ele nos ensina que não devemos levar nada ao pé da letra, como se vê muitos pregando, sem nenhum conhecimento. E nos ensina que devemos estudar a Palavra, e não simplesmente pegar essa Palavra e utilizar em benefício próprio, ou em benefício de uma ideologia.

Devemos ficar atentos aos sinais. Deus se revela a nós por meio da Palavra. E é essa mesma Palavra que nos dá força e nos conduz a um processo de mudança radical em nosso modo de ser e viver. Em cada oração e reflexão da mensagem que Pai Eterno nos envia nas Sagradas Escrituras, o Espírito Santo age transformando a nossa consciência para a prática solícita do bem.

São Jerônimo dizia: “Ignorar a Palavra de Deus é ignorar o próprio Cristo”. Jamais podemos nos esquecer que Deus se fez Palavra e a Palavra se fez Carne, em nosso favor. Na História da Salvação, narrada nas Escrituras Sagradas, Ele escolhe os primeiros endereçados da Palavra: os pobres e os excluídos. Isso porque, enquanto peregrinava nesta Terra, também foi colocado à margem por aqueles que não aceitaram a encarnação da pobreza, tal qual acontece com a vida estigmatizada dos excluídos.

É por meio das Sagradas Escrituras que devemos servir ao Pai Eterno com a reverência da fé, a piedade da esperança e a beleza da caridade. Não nos compete banalizá-la ou diminui-la, enviesá-la ou interpretá-la ao nosso bel-prazer. A Palavra de Deus provoca por si mesma a desinstalação do nosso fechamento individualista e é capaz de penetrar a alma gerando no coração uma inquietude. Tira-nos de nossas principais seguranças, comodidades, status e nos lança à audácia histórica de Deus Pai que se revelou a nós por amor.

A comunidade eclesial continua a nos ensinar que, antes de comungar a Cristo, em seu Corpo, é preciso comungá-Lo, primeiro, em Sua Palavra. Esta Palavra não é mero discurso, muito menos fruto de um entendimento baseado em aparências. Pelo contrário, é doadora de sentido àqueles que, iguais a Jesus, foram postos do lado de fora da sociedade: não contados, não vistos, não incluídos, negados na dignidade e vilipendiados em seus direitos. Para além do mês de setembro, prossigamos a evangelizar os pobres, permitindo-nos também evangelizar por eles.

A Palavra de Deus é viva e eficaz, é útil para ensinar, admoestar. E, por meio dela, Jesus nos deixa essa missão de sermos evangelizadores, pessoas que devem anunciar essa Palavra. É de fundamental importância enxergar Cristo nas marcas impressas pela presença redentora dos pobres, mediante a conformidade e a sintonia com os ensinamentos da Igreja.

Devemos pedir ao Senhor a graça de termos o mesmo desprendimento que Jesus pediu que o Seus discípulos tivessem. Pois, assim como o Senhor os enviou, Ele envia também cada um de nós para que façamos a Palavra de Deus ser conhecida por todos, em toda a parte. Essa é a nossa missão, enquanto cristãos, filhos e filhas do Divino Pai Eterno. Que possamos viver o Seu amor e nos esforçar cada vez mais para que a missão para a qual Ele nos designou seja cumprida.  Somente assim, seremos dignos e capazes de levar o Evangelho.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

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