Dia: 10 de setembro de 2015

Existe receita para a felicidade?

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A vida é como uma boa música daquelas sertanejas raízes que são eternizadas no coração e na mente das pessoas. Que se tornam verdadeiros hinos populares, ultrapassam gerações, superam tendências e modismos passageiros para deixar saudades, lembranças e verdadeiras recordações.

Não existe fórmula para a felicidade. O que é essencial para uma pessoa, pode não ter valor algum para outra. Ou, vice-versa. O que existem são pistas que nos conduzem por caminhos que levam à conquista de uma vida relativamente segura e feliz. Existem pessoas que são felizes com poucas coisas. Mesmo na pobreza, na dor e no sofrimento. Outras, ao contrário, são infelizes mesmo tendo tudo, sendo abastadas e gozando de boa saúde física e mental. Há quem busque ser feliz na aparência física, no conhecimento, nos títulos, nos prazeres da vida, no dinheiro, no poder, no status e na fama.

Analisemos estas palavras de Jesus: “Eis que era preciso praticar aquilo em primeiro lugar sem, contudo, deixar o restante” (Mt 23,23). A preocupação excessiva gera a ansiedade. Geralmente, pessoas demasiadamente preocupadas são mais suscetíveis a doenças, pois a ansiedade provoca queda na sua imunidade corporal. São pessoas de feição triste, deprimidas, amargas, rancorosas e até vingativas. Pessoas que têm dificuldades com sua afetividade e sexualidade e que são muito frágeis espiritualmente. Mudam constantemente de opinião e abraçam qualquer proposta de vida. Além de viverem cansadas, abatidas, desanimadas.

A realização plena da vida está naquilo que realizamos autêntico e verdadeiro para nós mesmos e para as outras pessoas. Um bom projeto de vida começa com estratégias simples, metas seguras, planos bem definidos e possivelmente executáveis que permitem ser reavaliados constantemente. Leitura orante da Palavra de Deus, trabalho diário, bons hábitos alimentares, prática regular de atividades físicas, leitura de bons livros, assistir bons filmes, ouvir boas músicas, convivência com amigos verdadeiros e amizades sinceras, contato com a natureza, contemplação do coração e silêncio interior são apenas alguns indicativos que favorecem uma vida saudável, plena e feliz.

Fernando Pessoa, poeta português, diz que “enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades”. Imputar a Deus o que é de nossa responsabilidade não é justo para com Ele. Muito menos, demonstra sabedoria e inteligência de nossa parte. Antes, é uma fraqueza, uma pobreza espiritual, humana e intelectual. Não vive melhor quem sabe mais. E, sim, quem observa e compreende melhor a dinâmica da vida e suas nuances.

Palavras demais, em sua maioria, costumam esconder a verdade dos fatos. Ou, no comum dos casos, distorcer a realidade das coisas. O maior desafio de nossa vida é a originalidade. Ser original, antes de ser uma conquista pessoal, é uma graça divina. A superficialidade é uma areia movediça que esconde armadilhas subterrâneas da alma, do corpo e do espírito. Aquilo que fortemente esconjuro em você, está totalmente enraizado na fraqueza que nego em mim.

Nossa meta para esta vida passa necessariamente pelos ensinamentos de Jesus: “Aprendam com o meu coração que é pacífico e gentil e acharão o seu repouso” (Mt 11,29). Somente na eternidade encontraremos a felicidade plena. Porquanto, importa-nos o que nos oferece a vida presente, pois “quando vier o que é perfeito então o que é imperfeito desaparecerá” (1Cor 13,10). Deste modo, podemos até arriscar dizer que felicidade é sinônimo de honestidade, sinceridade, respeito, consideração. É prática do bem-querer. De quem aprende a ver em si mesmo, e na outra pessoa, a face de Deus. Felicidade é busca interior. É conquista. É estado de espírito. É procura, opção. É amar o Pai Eterno acima de todas as coisas, e o próximo como a si mesmo.

O ser humano conquista a felicidade e a tão desejada paz interior à medida que descobre o valor de si, para si mesmo, para seus semelhantes, para Deus e para o mundo onde vive. A vida tem desafios que exigem muito de nós, naturalmente. Porém, não nos cansemos, nem nos preocupemos atoa. Pois, é “o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e por Sua graça nos dá consolo eterno e esperança feliz” (2Ts 2,16). Deste modo, para ser uma boa música, antes de tudo, ela precisa necessariamente ser apaixonante, ter um conteúdo poético forte e melodia agradável. Bem como, falar de realidades e coisas que tocam e transformam o coração humano. Quem aprende a arte de bem viver a vida, e a vive com verdadeira intensidade e expressão do coração, alcança já aqui na terra, o prelúdio da felicidade eterna!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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