Mês: outubro 2015

Sair do encastelamento de si para encontrar os pobres

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Do coração da Igreja pulsa a força vital da ação missionária, segundo o chamado do Pai Eterno, de acordo com a pedagogia de Cristo, mediante o envio realizado pelo Espírito Santo. Se não for pela Santíssima Trindade corremos o sério risco de anunciar a nós mesmos, encobrindo a mensagem da esperança cristã e impondo ao povo o fastioso peso de nossas projeções mais sombrias. Importa reconhecer que, em si, a missão não é nada poética nem romântica. Além da essencial paixão por Cristo, é necessário o amor misericordioso pela pessoa humana, em especial, junto àqueles que foram colocados no indigno lugar das sobras: os pobres.

Na qualidade de continuadores desta missão redentora precisamos permanecer cativos à fé: uma vez experimentada e, agora, propagada. É inútil qualquer tentativa de possuí-la, detê-la, contorná-la ou reduzi-la, uma vez que é a fé quem nos possui, nos converte e nos evangeliza, antes mesmo de assumirmos o ofício de evangelizadores! Nela fomos remidos, libertos e cristificados. De tal modo, cabe a nós a proclamação incessante do Evangelho: primeiro pelo exemplo e, só depois, pelas palavras (Cf. Lc 4,18s; Is 61,1s).

Aquele que encontra, na missão, o sentido da vida tem consciência de que precisa viver para as mesmas pessoas que Jesus viveu. Um olhar panorâmico traz à nossa memória os milhões de refugiados mundo afora, as vítimas das facções terroristas, os cristãos perseguidos, o meio ambiente agredido, os injustiçados pela miséria e a fome, os idosos vilipendiados, as mulheres violentadas; as crianças comprometidas, tolhidas e tiranizadas pelo trabalho escravo; os doentes abandonados, dentre tantos outros vulneráveis.

Não só eles, mas principalmente eles, são os destinatários da nossa missão. É preciso encurtar as distâncias que nos interpõem até os excluídos. A genuína missionariedade está bem longe de cercanias e muralhas. Ela se lança no mundo, unindo os marginalizados, socorrendo os combalidos, resgatando os enfraquecidos na mesa comum da Boa-Nova do Reino de Deus. Não nos esqueçamos de que a missão também se faz com testemunho fiel e concreto do missionário.

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

 

A relação entre Maria e a Igreja missionária

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Outubro é o mês dedicado pela Igreja no mundo todo às Missões. O objetivo principal é recordar cada um de nós à missão de evangelizar que recebemos de Jesus no dia do nosso Batismo: “Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28,19-20). Assim como maio, aqui no Brasil, outubro é para nós brasileiros, um mês totalmente Mariano. Por isso mesmo, muito especial: dia 12 festejamos Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Mas, que relação existe entre Maria e uma Igreja mundialmente missionária?

De acordo com o Evangelista João, a Igreja tem sua origem nos pés da Cruz de Jesus, quando ele entrega Sua Mãe aos cuidados do discípulo que muito ama. E este, por sua vez, à sua Mãe: “Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Já o Livro dos Atos dos Apóstolos relata o nascimento da Igreja durante a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos, quando eles se encontram no Cenáculo, reunidos em oração com Maria, a Mãe de Jesus (cf. At 1,12-14.2ss). De qualquer modo, o que realmente nos interessa, para esta rápida reflexão, é perceber que, tanto em João, como nos Atos dos Apóstolos, Jesus é a força inspiradora que une, encoraja e envia os discípulos para a missão.  E que, em Maria, aparece explicitamente a missão dada por Cristo à sua Igreja na presença materna de Nossa Senhora: peregrinar, cuidar, amar, proteger e servir.

Façamos, pois, um pequeno paralelo entre Maria e a Igreja. Nos dois relatos evangélicos acima citados aparecem outras personagens juntas à Mãe de Jesus. No primeiro, aparece João que necessariamente não se trata de uma única pessoa. Mas, de uma comunidade inteira que faz a experiência da Redenção de Deus na entrega de Jesus na Cruz. Uma entrega generosa de Cristo que favorece e fecunda a vida humana a partir de Sua própria vida. No segundo, os discípulos. Ou seja, toda uma comunidade que tendo compreendido a Ressurreição de Jesus, o vive pela força do Espírito.

Assim, pois, podemos entender a Mulher descrita junto à Cruz de Jesus no Evangelho de João, e a Mulher reunida com os discípulos no Cenáculo conforme os Atos dos Apóstolos, como a sua Igreja. A Igreja que é Mãe em Maria porque acolhe a todos os filhos seus, em seu Filho Jesus. E, o filho entregue à sua Mãe, e os discípulos reunidos com Maria, como todos os filhos e filhas de Deus dispersos pelo mundo inteiro em todos os tempos e lugares. Neste sentido, para viver bem sua missão de Igreja Mariana e Missionária, faz-se necessário que cada um de nós compreenda que o discípulo que Jesus muito ama hoje, sou eu, é você, somos todos nós que amamos, defendemos e cuidamos de nossa Igreja. Que a faz ser cristocêntrica (Cristo como centro), missionária, peregrina.

O Capítulo 7 do Documento de Aparecida que trata da Missão dos Discípulos a Serviço da Vida Plena, em seu número 347, diz que “A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque toma sua origem da missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai”. Nesta dinâmica, a Igreja Católica Apostólica Romana procura estar em todos os recantos do mundo onde haja alguém que precisa de cuidado, carinho, atenção, conselho, misericórdia, perdão. Uma Igreja que nasce para o serviço da caridade, sobretudo, aos mais pobres e abandonados da sociedade. Uma Igreja que vai a todos os lugares recuperando e achando os que estão perdidos e desencontrados. Uma força a serviço do bem que é fecunda porque “fazemos da forma adequada, com as atitudes do Mestre, tendo sempre a Eucaristia como fonte e alvo de toda atividade missionária” (DA 363).

Da concepção à morte, do nascimento à ressurreição de Jesus, Maria se fez presente na vida do Filho de Deus. Assim também, é nossa Igreja. Por isso, ela se alegra com os que sorriem e se compadece com os que choram. E, se alimenta da esperança da feliz ressurreição de todos no final dos tempos. Compreender nossa Igreja, a partir de Maria, nos ajuda a viver melhor nossa vocação e missão. Daí, então, entendemos Maria como a Igreja que assumiu e exprimiu em si mesma a missão de continuar Jesus na implantação do Reino de Deus aqui na terra.

Ao pertencermos à Igreja de Jesus, mariana e servidora, em nossas atitudes e ações cumprimos o mandato de Jesus de ir ao encontro daqueles “que não têm com que retribuir” (Lc 14,14). Assim nos tornamos uma Igreja “em saída” conforme sugere e dá bons exemplos ao mundo todo o nosso querido Papa Francisco.

 

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Sejamos missionários!

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A missão da Igreja no mundo é dar testemunho da ação amorosa de Deus Pai. Tendo consciência dessa tarefa primeira, ela se propõe a ajudar os homens e mulheres de boa vontade a trilhar um caminho seguro de seguimento a Jesus Cristo pela ação do Espírito Santo. Todos nós, cristãos, participamos deste projeto único de unidade e de fraternidade, desde o Batismo. No mês em que a Igreja dedica especial atenção ao seu aspecto missionário, somos convidados a olhar para nossa ação no mundo e a buscar viver uma experiência de contínuo anúncio através de nossa vida.

A fé que nos congrega deve nos ajudar a sair de nossa comodidade pessoal e a transmitir aquilo que acreditamos e experimentamos. Se faz necessário criar em nós uma consciência de missionariedade, como nos pede o Documento de Aparecida quando nos diz que somos chamados a viver como discípulos missionários. O discípulo é aquele se coloca em atitude de prontidão na escuta da Palavra; o missionário é aquele que não guarda o que aprende somente para si, mas o transmite através de palavras e pelo exemplo de vida.

Encontrar Jesus, estar próximo Dele, e com Ele fazer uma contínua experiência de diálogo, cria em nós a necessidade de anunciá-Lo. É isso que nos ensina os grandes missionários da Igreja, aqueles que nos deixaram verdadeiros tesouros espirituais. Não se pode anunciar aquilo que não se acredita ou que não se experimenta. Santa Teresinha, patrona dos missionários e doutora da Igreja, ensina-nos que, pela oração, é possível realizar a missão. São Francisco Xavier, patrono universal das missões, demonstrou o amor de falar a todas as pessoas de Jesus Cristo pela sua incansável ação missionária.

A ação evangelizadora da Igreja oferece um sólido testemunho de amor e caridade fraterna. Muitas são as congregações e institutos que surgiram com um carisma missionário. Nós, Missionários Redentoristas, cumprimos um papel específico dentro da dimensão missionária da Igreja: anunciamos a copiosa redenção aos mais pobres e abandonados. Buscamos através de nossa vida e de nossas palavras, testemunhar aquilo que aprendemos de Jesus.

Neste mês missionário, você é convidado a sentir no coração o desejo de anunciar o Evangelho de Jesus a outras pessoas. Comprometa-se em sua oração pessoal a viver como missionário em sua família e nos ambientes em que você tem a oportunidade de evangelizar. Certos de que “a vontade de Deus é que sejamos santos” (cf. 1Ts 4,3), busquemos a cada dia dar testemunho da ação amorosa de Deus e anunciá-la ao maior número possível de pessoas. Sejamos, portanto, autênticos missionários!

Ir. Michael Goulart, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

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Missas: 5h45, 8h, 10h, 15h e 17h30

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Domingo: 17h30

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Missas Segunda, quinta e sexta: 7h
Quarta: 9h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h