Comunhão de mesa: sinal do Reino e Deus

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Não restam dúvidas de que o centro do Evangelho de Jesus era o Reinado de Deus. Várias falas e ações de Jesus de Nazaré são fortes argumentos a favor do fato de ele, por vezes, ter falado do Reino como já presente, de alguma forma ou num certo grau, em seu ministério.

O Reino de Deus não é uma invenção de Jesus. Ele apropria-se de um dado corrente na tradição religiosa do seu povo para dizer que esta realidade, até então distante, é passível de se tornar realizada no presente. Com isso, o Nazareno inaugura um novo modo de viver sob este Reinado.

O projeto do Reino é transformar as estruturas sociais, econômicas, religiosas, entendendo-as como dimensões que fazem parte do universo humano. A glória deste Rei apresentado por Jesus é a vida dos seus súditos, vida em abundância, vida em plenitude. E, para que este reinado se concretize, é preciso estabelecer a fraternidade, a acolhida entre os homens e as mulheres que pretendem viver sob o âmbito de Deus.

No entanto, não era bem assim que os judeus, na sua maioria, entendiam ser o Reino de Deus. Marcado por uma incondicional reverência à Lei, o judeu deveria desprezar qualquer tipo de contato com os pecadores e com os gentios. Devia evitar o contato com os marginalizados não só pela religião, bem como, também, pelo sistema econômico.

Jesus vê a comensalidade como um lugar propício para falar e viver o projeto do Reino. O banquete já era uma imagem muito comum no judaísmo para se referir ao Reino de Deus. Tanto é que, para o judaísmo, o grande banquete sinalizava uma dimensão escatológica. Por isso, o fato de sentar-se à mesa com algum judeu tido como pecador perante a Lei ou ainda, sentar-se à mesa com algum gentio, era para o judeu observante da Lei o mesmo que entrar em comunhão com os pecados deles.

O Nazareno, porém, pensava diferente. Para ele, comer junto com um publicano ou uma prostituta era permitir o acesso à salvação. Era a oportunidade que os marginalizados e lascados tinham de entrar em comunhão com a sua pessoa, que por várias vezes expressava o carinho, a misericórdia e a acolhida de Deus.

A espiritualidade da mesa evoca, em todos que se aventuram se assentar ao seu redor, a gratidão. A refeição em comum estabelece vínculo, desperta o espírito de partilha e motiva a união das diferenças. Ela interpela a todos viver uma espiritualidade da gratuidade e do serviço de uns para com os outros.

É a partir deste fato que se pode afirmar que a comunhão de mesa proposta por Jesus sinaliza a experiência do Reino de Deus. Entender que a comensalidade é um sinal do Reino de Deus é um passo significativo no amadurecimento da fé cristã. Porém, ainda não é o bastante. É preciso que o cristão e a cristã de hoje estejam dispostos para vivenciar esta verdade.

Numa sociedade marcada pela desigualdade, pelo exclusivismo, dividida em classes (ricos, classe média, pobres e miseráveis) e movida pela cultura do lucro a todo custo que propicia o individualismo e fomenta o egoísmo humano, o cristão e a cristã têm a missão de implantar a cultura do Reino de Deus. E como fazer isso? Por meio da seguinte dinâmica: aproximar-se do outro, sentar-se à mesa e estabelecer com ele a comunhão de vida.

Pe. Paulo Júnior Silva Leão, C.Ss.R.

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