Mês: dezembro 2015

Compartilhar a esperança

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Estamos vivendo, em nosso País, um momento de crise econômica, política, social e também pessoal. Não somente aqui no Brasil, mas em todo o mundo, temos acompanhado diversos acontecimentos que afetam a vida e a convivência em sociedade. São diversos fatos que mostram a existência de pessoas que não têm amor no coração, nem amor pelo outro. Porém, em meio a tudo isso, também é possível encontrar corações bondosos, que se compadecem da dor do outro, mesmo sem conhecê-lo.

Exemplos como esses podem ser vistos em atitudes de pessoas que se unem para fazer o bem e que, colocando em prática os ensinamentos de Jesus, promovem o amor pelo próximo. Esse mesmo amor vem sendo demonstrado desde o início dos tempos e, por meio das boas ações dos filhos do Pai Eterno, vemos que esse sentimento não perdeu sua essência e continua dando muitos e bons frutos.

Por isso, vivendo agora este Tempo do Advento, aproximando-nos do Natal de Nosso Senhor Jesus, a Igreja nos lembra que a vinda de Cristo a este mundo, para nos salvar e nos redimir de nossos pecados, é a maior prova desse grande amor do Pai por nós. É motivo para bendizermos o Senhor e agradecermos, porque a salvação entrou em nossa casa, em nossos lares, em nosso coração, pela Sua Misericórdia.

O Pai Eterno é misericordioso, é Ele quem nos ama, nos salva e nos livra dos inimigos. Ele é o Deus das batalhas, Deus que nos protege e nos faz viver na Sua graça. Ao enviar o Seu Filho Jesus, o Pai Eterno mostrou a nós a Sua misericórdia, a Sua salvação e fez cumprir as promessas que, muito antes, haviam sido feitas pelos santos profetas do Antigo Testamento.

Neste Ano em que vivemos o Jubileu da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco, nos recordamos que, mesmo na nossa pequenez e infidelidade, o Pai Eterno nos mostra a força da Sua graça e da Sua bondade, se estendendo sobre nós, sobre a nossa pequenez e nos dando salvação. Foi pela bondade divina que o Verbo de Deus se encarnou e trouxe a Luz para este mundo. Portanto, nós devemos fazer jus de nossa qualidade de receptores dessa graça.

Especialmente agora, é tempo de estarmos em oração, agradecermos ao Pai Eterno que nos envia o Redentor Jesus. Com a celebração do nascimento de Cristo, celebramos a graça de Deus alcançando a Sua plenitude e a alegria de saber que Deus teve piedade do Seu povo e exerceu Sua misericórdia sobre todas as nações e gerações. E ainda hoje, Ele continua exercendo Sua misericórdia no coração daquelas pessoas que O buscam.

Isso acontece porque Deus é fiel. Deus cumpre Suas promessas. Jesus veio ao mundo para nos salvar, para nos edificar e para nos tirar da lama do pecado, da morte, para nos dar vida em abundância, a salvação eterna. Ele viveu conforme a vontade do Pai, amou e serviu ao próximo, amou sem esperar nada em troca. Devemos nos espelhar em Suas atitudes e nos esforçar, cada vez mais, para que essa missão tenha continuidade, através de nós. Assim como o Senhor, devemos amar e servir, enxergando Jesus no irmão e sendo Jesus também para ele.

Somente assim, com boas ações, com a caridade, seremos capazes de viver a plenitude do amor de Deus, de compartilhar a esperança que no Antigo Testamento o Pai Eterno fez brotar nos corações dos Seus filhos amados, por meio das promessas divinas. Dessa forma, estaremos em plena comunhão com Ele e encontraremos paz, sabedoria e discernimento para saber lidar com todas as situações às quais somos submetidos diariamente.

Jesus é a Luz que nos faz enxergar tudo com fé e esperança. Ele é quem nos guia pelos caminhos desta vida. Que nós possamos cada dia mais nos converter para essa Luz e que possamos cultivar esse amor que alcançou, abraçou e inundou as nossas vidas. Que possamos evangelizar as pessoas ao nosso redor para que elas também possam sentir esta Luz e a graça de Deus em seus corações.

Que possamos perceber, experimentar, rezar e louvar porque Deus nos ama e quer que abramos os nossos corações, para que sejamos inundados por esse amor e possamos transbordar esse sentimentos para todos ao nosso redor. Tratemos ainda de cuidar e prover, de amparar e educar as futuras gerações para que encontrem, em nossas atitudes, vidas remidas pela presença redentora de Jesus. Assim, viveremos em um mundo mais humano e fraterno. Não percamos a esperança, pois é ela que move a nossa fé. Feliz Natal!

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

A devoção ao Pai Eterno e o cuidado para com a terra

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A Terra é um organismo vivo. Como tal, sendo viva, ela pode morrer. Isso é fato. A morte da terra, naturalmente, além de provocar o fim da existência humana, dizima todas as espécies animais e vegetais nela existentes. Mas, o que isso tem a ver com a devoção ao Pai Eterno? Creio não ser por acaso que Deus escolheu Trindade, esta cidade localizada no coração do Brasil e no seio da Região Centro-Oeste, para manifestar-se num simples medalhão de barro cozido ao casal de lavradores Constantino Xavier e Ana Rosa.

Nossa fé nos assegura dizer que o Pai Eterno é o Criador de todas as coisas. E, que fomos criados à imagem e semelhança d’Ele no amor. Portanto, em todas elas estão impressas as digitais, as marcas, o rosto, o sonho e o desejo de Deus para o ser humano. Segundo o livro do Gêneses, Deus nos concedeu o poder de “dominar” a terra (cf. Gn 1,28) e de a “cultivar e guardar” (cf. Gn 2,15). Todos esses mandatos parecem ter sido levados a cabo por nós, menos o de “guardar” a Terra.

Não se trata aqui de justificar a ação discriminatória da modernidade sobre a terra, mas é importante salientar que tudo o que precisamos para nossa sobrevivência vem da natureza. É ela quem nos fornece a matéria prima necessária para a produção de alimentos, remédios, vestuários, moradias, enfim. No entanto, o que está acontecendo com nossa casa comum? É a pergunta do papa Francisco em sua encíclica “Laudato sí”: poluição, lixo, queimadas, desmatamentos, assoreamentos, fortes mudanças climáticas, crise hídrica, desaparecimentos de espécies animais e vegetais… Todas essas realidades, vai dizer Francisco, “está provocando perda de biodiversidade, a deterioração da qualidade de vida e humana e a degradação social”.

Do mesmo modo que a Palavra de Deus para crescer e multiplicar precisa ser acolhida, cultivada e guardada primeiro no coração humano para somente depois ser anunciada, vivida e multiplicada, assim também é a vida na Terra. Para a continuidade do projeto de Deus a nós, ela precisa urgentemente de cuidados especiais. Neste sentido, ainda em sua carta, o papa Francisco aponta, entre outros, algumas linhas de orientação e ações que podem dar novo rumo ao cenário atual em que vivemos, tais como “o diálogo sobre o meio ambiente na política internacional, nacionais e locais, educação para a aliança entre a humanidade e o meio ambiente, a conversão ecológica”.

Neste sentido, mais importante que o achado do medalhão, considero a sensibilidade espiritual deste simples casal de agricultores em sentir nele a presença de Deus levando-o para dentro de casa e guardando-o sob seus cuidados para a veneração dos fiéis do passado, de presente e do futuro. Ao tratar do novo perfil de devotos do Pai Eterno, considero importante abordar esse assunto uma vez que a responsabilidade para com a Terra é de todos nós. E, a Teofania (manifestação) de Deus em Trindade, nada mais é que um grito moderno do Pai Eterno para que cuidemos de nossa casa comum: a Terra!

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Natal: reabastecer de esperança

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Há quem não goste das festas natalinas. Pode ser um tanto cansativo mesmo: são muitas confraternizações, “amigos-secretos”, trocas de presentes, e músicas características. Mas é tudo próprio deste tempo, que nossa sociedade vive com um viés consumista, mas que para nós, cristãos, deve ser vivido como tempo de renovação de nossa esperança e fraternidade.

Ao celebrar o nascimento de Jesus Cristo, recordamos esta ação de amor que Deus realiza pela humanidade. “Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim, igual aos seres humanos” (Fl 2,6-7a). E como Santo Afonso, podemos exclamar diante do presépio: “Deus está com problemas, louco de amor, perdeu a cabeça de tanto amor”.

Contemplando o mistério da Encarnação do Verbo, os homens e mulheres de hoje encontram a coragem para renovar a fé em si mesmo e no próximo. Quando vemos Deus se tornar um de nós, por amor, e viver esta existência com fidelidade, ele prova que todos nós hoje podemos fazer este mesmo caminho. Eis a esperança desta celebração: a humanidade tem jeito! Você e eu temos jeito, e chance de recomeçar! Precisamos, para isso, seguir o modelo divino, praticar a renúncia e ser próximo das pessoas, amando-as verdadeiramente.

É por isso que, mesmo sem perceber, as famílias se reúnem nesta época do ano; que os amigos querem trocar presentes; que os corações se tornam mais generosos e solidários às necessidades do próximo. E a humanidade parece ficar mais bonita, mais iluminada nestes dias de dezembro, mais cheia de esperança.

Aproveite bem este tempo para reencontrar os filhos que moram longe; o parente que há tempos não se tinha notícia; perceber os cabelos brancos chegando e as crianças crescendo. Em torno da mesa da ceia de Natal, estando ela mais ou menos farta, o que realmente importa são os sorrisos e os olhares numa comunicação que só parece possível com quem nos viu nascer, crescer, e que tem o nosso sangue nas veias. E que este coração renovado na esperança faça com que o próximo ano seja, realmente, “novo” para todos nós.

 

Ir. Diego Joaquim, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

 

 

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