A devoção ao Pai Eterno e o cuidado para com a terra

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A Terra é um organismo vivo. Como tal, sendo viva, ela pode morrer. Isso é fato. A morte da terra, naturalmente, além de provocar o fim da existência humana, dizima todas as espécies animais e vegetais nela existentes. Mas, o que isso tem a ver com a devoção ao Pai Eterno? Creio não ser por acaso que Deus escolheu Trindade, esta cidade localizada no coração do Brasil e no seio da Região Centro-Oeste, para manifestar-se num simples medalhão de barro cozido ao casal de lavradores Constantino Xavier e Ana Rosa.

Nossa fé nos assegura dizer que o Pai Eterno é o Criador de todas as coisas. E, que fomos criados à imagem e semelhança d’Ele no amor. Portanto, em todas elas estão impressas as digitais, as marcas, o rosto, o sonho e o desejo de Deus para o ser humano. Segundo o livro do Gêneses, Deus nos concedeu o poder de “dominar” a terra (cf. Gn 1,28) e de a “cultivar e guardar” (cf. Gn 2,15). Todos esses mandatos parecem ter sido levados a cabo por nós, menos o de “guardar” a Terra.

Não se trata aqui de justificar a ação discriminatória da modernidade sobre a terra, mas é importante salientar que tudo o que precisamos para nossa sobrevivência vem da natureza. É ela quem nos fornece a matéria prima necessária para a produção de alimentos, remédios, vestuários, moradias, enfim. No entanto, o que está acontecendo com nossa casa comum? É a pergunta do papa Francisco em sua encíclica “Laudato sí”: poluição, lixo, queimadas, desmatamentos, assoreamentos, fortes mudanças climáticas, crise hídrica, desaparecimentos de espécies animais e vegetais… Todas essas realidades, vai dizer Francisco, “está provocando perda de biodiversidade, a deterioração da qualidade de vida e humana e a degradação social”.

Do mesmo modo que a Palavra de Deus para crescer e multiplicar precisa ser acolhida, cultivada e guardada primeiro no coração humano para somente depois ser anunciada, vivida e multiplicada, assim também é a vida na Terra. Para a continuidade do projeto de Deus a nós, ela precisa urgentemente de cuidados especiais. Neste sentido, ainda em sua carta, o papa Francisco aponta, entre outros, algumas linhas de orientação e ações que podem dar novo rumo ao cenário atual em que vivemos, tais como “o diálogo sobre o meio ambiente na política internacional, nacionais e locais, educação para a aliança entre a humanidade e o meio ambiente, a conversão ecológica”.

Neste sentido, mais importante que o achado do medalhão, considero a sensibilidade espiritual deste simples casal de agricultores em sentir nele a presença de Deus levando-o para dentro de casa e guardando-o sob seus cuidados para a veneração dos fiéis do passado, de presente e do futuro. Ao tratar do novo perfil de devotos do Pai Eterno, considero importante abordar esse assunto uma vez que a responsabilidade para com a Terra é de todos nós. E, a Teofania (manifestação) de Deus em Trindade, nada mais é que um grito moderno do Pai Eterno para que cuidemos de nossa casa comum: a Terra!

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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