Mês: Janeiro 2016

Ano Novo: passar das palavras às ações

Comentários: 0

O traço que delineia a nossa humanidade é a esperança. Se a vida é ferida pelo sofrimento, é a esperança quem vai cicatrizando cada desgosto e contragosto, cada dor e dissabor. Ela não é apenas uma virtude teologal, usada no exercício do bem ou na renúncia do mal. Junto disso, a esperança apresenta-se como uma disposição pessoal no transformar de sonhos em realidade. Sonhos carregados de verdade: da nossa verdade mais profunda.

Na genuinidade da existência somos seres sonhantes! A todo tempo projetamos aqui, mantemos expectativas dali e nutrimos esperanças acolá. Tudo se encerra nos sonhos que nos definem. Alguns deles permanecem, ao passo que outros acabam morrendo. O fundamental é não perder a força do sonhar. Nesta fortaleza, reside o vigor do viver, a capacidade de irmos além, o movimento que nos impulsiona a ultrapassar barreiras. Os sonhos não são feitos só de sono. Eles são constituídos de resistência e firmeza, principalmente, ao concederem as razões da nossa esperança no Redentor.

Jesus era um grande sonhador, não porque anunciava o devaneio ou permanecia na ilusão, mas pelo fato de tornar possível a vontade do Pai Eterno. Desde pequeno, em cada detalhe, em cada momento de Sua vida, Ele demonstrou que sua missão neste mundo era cumprir aquilo que Deus Pai o designou a fazer. Quando foi encontrado por Seus pais, Maria e José, junto aos doutores da lei, foi questionado sobre o que o levou a sumir daquela forma, sem avisar. Sua resposta foi objetiva e clara: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”.

E assim, ao longo de toda Sua vida, Ele se entregou ao amor do Pai, por meio de atitudes concretas e verdadeiras, obedecendo e atendendo a cada chamado. Seguindo Sua missão de Filho de Deus, ele pregou o Evangelho, amou e serviu ao próximo, curou os doentes, consolou os aflitos e acolheu os pecadores. Seus ensinamentos ainda hoje são refletidos e vivenciados já que cada um de nós, filhos e filhas do Pai Eterno somos continuadores da missão de Cristo aqui na Terra.

Ele pagou um alto preço por sonhar os sonhos de Deus e por fazer os outros sonhá-los da mesma maneira. Estes sonhos foram compartilhados com os Apóstolos que, de lá para cá, foram transmitindo para mais e mais pessoas até chegarem até nós em forma de Evangelho e nos moldes da evangelização que a todos salva.

É mirando no Senhor da Esperança que conseguimos vencer, dia após dia, de queda em queda, os desafios que aparecem no horizonte da vida. Não há azedume nem frustração que se sobreponham à esperança. Ela vai costurando o cotidiano com o fio dos nossos sonhos, juntando os retalhos de uma história de muitas lutas. A esperança divina é tecelã por excelência. Não faz nenhum tipo de remendo, mas reconstrói do zero se a precisão for por tecido novo.

O início de cada ano é marcado pelo tecer de variados sonhos. Eles começam sob a forma de promessas até se tornarem compromissos. Todavia, sonhos costumam ser maiores do que nós, pois trazem os ânimos que nos impedem de fraquejar diante dos obstáculos. A cada dia que passa, o Pai Eterno espera de nós uma atitude concreta, a exemplo dos ensinamentos de Cristo.

E o alvorecer de 2016 nos pede a sincera honestidade. Quem se compromete com algo às segundas-feiras é porque não cumpriu o prometido nos finais de semana. Conosco não deve ser assim. Cristãos de prometimentos vãos sucumbem à desesperança, pois trazem no coração uma série de sonhos enfraquecidos. Que possamos sonhar os sonhos de Deus e ainda, torna-los realidade, cumprindo a missão que herdamos pelo Evangelho, ensinado por Jesus.

Que nossas ações para com os nossos irmãos, em casa, no trabalho e na comunidade, possam demonstrar que somos verdadeiros filhos e filhas do Pai Eterno. E que assumindo essa filiação divina, amemos uns aos outros e assumamos a missão de evangelizar e servir aos nossos irmãos. Que possamos avançar sem recuar: das palavras às atitudes concretas, nos comprometendo com o possível e nos resolvendo com o impossível.

Que 2016 seja um ano de muitas vitórias e muitas realizações. E que chuvas de bênçãos sejam derramadas a todos aqueles que tornarem viva a presença de Cristo na Terra, por meio de suas atitudes e serviço a Deus Pai. Coloquemos em prática os ensinamentos de Jesus para que, abençoados sejam os sonhos, trazidos em nossas almas, durante o Ano Novo! Feliz e Santo 2016, com as bênçãos do Pai Eterno e a intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

Viva o Ano Novo e a Misericórdia de Deus

Comentários: 0

Embora o cenário político, financeiro, econômico e social de nosso país não inspire boas perspectivas para 2016, no âmbito religioso o Ano Novo vem carregado de grandes expectativas. Principalmente, no que tange ao Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco dia 08 de dezembro de 2015.

A vida humana é formada por um conjunto de dimensões orientadas a partir da nossa espiritualidade, de nossas afetividades, sexualidades e emoções. Bem como, pelos relacionamentos sociais, biológicos e naturais. É sabido que o meio geográfico não determina, mas influencia aquilo que somos. Portanto, para viver bem nossa vida espiritual, é salutar que se busque o equilíbrio de todas as dimensões que formam o nosso ser.

Toda experiência que fazemos ao longo da vida passa pela mediação humana. Até mesmo nossa experiência com Deus. O que aprendemos vem de nossos antepassados através do método da repetição. É lendo, vendo e ouvindo que vamos adquirindo habilidades para por em prática nossos carismas, dons e talentos. É passar a vida inteira observando os que nos inspiram, nos motivam e nos encantam até nos tornarmos livres, autênticos, verdadeiros. Ou seja, nós mesmos. Do contrário, conforme diz Fernando Pessoa, corremos o risco de passa pela vida “sendo aquilo que não somos”.

Atravessamos também um momento difícil de nossa história onde quase não há ícones que sejam bons exemplos a seguir. Frei Beto afirma que “os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer”.  Para ele, “hoje predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza”.

Neste sentido, para nós cristãos católicos – e porque não dizer para os nãos crentes – o papa Francisco desponta como uma figura pública bastante carismática e inspiradora que tem recebido elogios no mundo inteiro. Seu jeito simples, humilde e alegre está encantando e motivando corações. E trazendo de volta à Igreja Católica muitos irmãos que estavam há muito afastados dela.

Em tempos de crises a palavra de ordem é “Reinventar”. Reinventar para driblar os desafios que nos são impostos diariamente visando encontrar novos caminhos que conduzam a veredas mais planas. Diante de tais situações, é comum ouvir pessoas – ou até nós mesmos – fazendo o propósito de que “daqui pra frente tudo na minha vida vai ser diferente”. Reconhecer que precisa mudar é o primeiro e mais difícil passo a ser dado rumo às mudanças desejadas.

Assim como toda perfeição tem seu limite (Sl 118), toda felicidade tem suas lágrimas. Portanto, não desanime e busque se esforçar para “conseguir as coisas do alto, onde Cristo está sentado á direita de Deus” (cf. Cl 3,1). A Igreja Católica é uma igreja samaritana e pecadora. Samaritana porque é acolhedora. Pecadora porque é constituída de homens e mulheres frágeis, humanos, limitados. Não uma Igreja totalmente Santa, mas a caminho da santificação.

O cardeal Walter Kasper em seu livro intitulado “A Misericórdia: condição fundamental do Evangelho e chave da vida cristã” faz um forte apelo a que voltemos nosso olhar aos clamores da misericórdia ao dizer: “que se não somos capazes de anunciar uma forma nova a mensagem da misericórdia divina às pessoas que padecem de aflição corporal e espiritual, deveríamos calar-nos sobre Deus”. Talvez o Ano Santo da Misericórdia e os exemplos do papa Francisco não cheguem a todos os corações. Inclusive de nós, cristãos católicos. Pois, segundo Kasper “a misericórdia é hoje, para muitos, uma palavra difícil”.

Deste modo, o Ano Santo da Misericórdia, é um apelo para que voltemos o nosso olhar e coração às raízes de nossa fé. Para que busquemos enxergar um pouco mais Jesus de Nazaré. Ele não foi nesta vida outra coisa senão a Misericórdia do Pai Eterno. O que veio Jesus fazer neste mundo senão servir? (cf Mc 10,45).

Antes de julgar, ouça. Antes de aplicar a sentença, oriente. Antes de condenar, coloque-se no lugar do outro. E, busque ser uma pessoa misericordiosa com todos assim como o nosso Pai do céu é misericordioso conosco. Pois, a mesma medida que usamos para os outros, o Pai Eterno usará para cada um de nós (cf. Lc 6, 36-38). E, Viva o Ano Novo. E, viva a Misericórdia de Deus!

 

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h