Dia: 10 de Janeiro de 2016

Viva o Ano Novo e a Misericórdia de Deus

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Embora o cenário político, financeiro, econômico e social de nosso país não inspire boas perspectivas para 2016, no âmbito religioso o Ano Novo vem carregado de grandes expectativas. Principalmente, no que tange ao Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco dia 08 de dezembro de 2015.

A vida humana é formada por um conjunto de dimensões orientadas a partir da nossa espiritualidade, de nossas afetividades, sexualidades e emoções. Bem como, pelos relacionamentos sociais, biológicos e naturais. É sabido que o meio geográfico não determina, mas influencia aquilo que somos. Portanto, para viver bem nossa vida espiritual, é salutar que se busque o equilíbrio de todas as dimensões que formam o nosso ser.

Toda experiência que fazemos ao longo da vida passa pela mediação humana. Até mesmo nossa experiência com Deus. O que aprendemos vem de nossos antepassados através do método da repetição. É lendo, vendo e ouvindo que vamos adquirindo habilidades para por em prática nossos carismas, dons e talentos. É passar a vida inteira observando os que nos inspiram, nos motivam e nos encantam até nos tornarmos livres, autênticos, verdadeiros. Ou seja, nós mesmos. Do contrário, conforme diz Fernando Pessoa, corremos o risco de passa pela vida “sendo aquilo que não somos”.

Atravessamos também um momento difícil de nossa história onde quase não há ícones que sejam bons exemplos a seguir. Frei Beto afirma que “os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer”.  Para ele, “hoje predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza”.

Neste sentido, para nós cristãos católicos – e porque não dizer para os nãos crentes – o papa Francisco desponta como uma figura pública bastante carismática e inspiradora que tem recebido elogios no mundo inteiro. Seu jeito simples, humilde e alegre está encantando e motivando corações. E trazendo de volta à Igreja Católica muitos irmãos que estavam há muito afastados dela.

Em tempos de crises a palavra de ordem é “Reinventar”. Reinventar para driblar os desafios que nos são impostos diariamente visando encontrar novos caminhos que conduzam a veredas mais planas. Diante de tais situações, é comum ouvir pessoas – ou até nós mesmos – fazendo o propósito de que “daqui pra frente tudo na minha vida vai ser diferente”. Reconhecer que precisa mudar é o primeiro e mais difícil passo a ser dado rumo às mudanças desejadas.

Assim como toda perfeição tem seu limite (Sl 118), toda felicidade tem suas lágrimas. Portanto, não desanime e busque se esforçar para “conseguir as coisas do alto, onde Cristo está sentado á direita de Deus” (cf. Cl 3,1). A Igreja Católica é uma igreja samaritana e pecadora. Samaritana porque é acolhedora. Pecadora porque é constituída de homens e mulheres frágeis, humanos, limitados. Não uma Igreja totalmente Santa, mas a caminho da santificação.

O cardeal Walter Kasper em seu livro intitulado “A Misericórdia: condição fundamental do Evangelho e chave da vida cristã” faz um forte apelo a que voltemos nosso olhar aos clamores da misericórdia ao dizer: “que se não somos capazes de anunciar uma forma nova a mensagem da misericórdia divina às pessoas que padecem de aflição corporal e espiritual, deveríamos calar-nos sobre Deus”. Talvez o Ano Santo da Misericórdia e os exemplos do papa Francisco não cheguem a todos os corações. Inclusive de nós, cristãos católicos. Pois, segundo Kasper “a misericórdia é hoje, para muitos, uma palavra difícil”.

Deste modo, o Ano Santo da Misericórdia, é um apelo para que voltemos o nosso olhar e coração às raízes de nossa fé. Para que busquemos enxergar um pouco mais Jesus de Nazaré. Ele não foi nesta vida outra coisa senão a Misericórdia do Pai Eterno. O que veio Jesus fazer neste mundo senão servir? (cf Mc 10,45).

Antes de julgar, ouça. Antes de aplicar a sentença, oriente. Antes de condenar, coloque-se no lugar do outro. E, busque ser uma pessoa misericordiosa com todos assim como o nosso Pai do céu é misericordioso conosco. Pois, a mesma medida que usamos para os outros, o Pai Eterno usará para cada um de nós (cf. Lc 6, 36-38). E, Viva o Ano Novo. E, viva a Misericórdia de Deus!

 

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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