Dia: 15 de Fevereiro de 2016

Tal pai, tal filho

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Atualmente, a figura do pai anda um pouco apagada. Em alguns meios, existe uma opção deliberada por destruir completamente a figura paterna. Seria interessante entrar no emaranhado de razões desta situação, no entanto, é muito pano pra manga e talvez seja melhor deixar para outro momento. Uma coisa é certa: a partir do Santuário de Trindade, a figura do pai conserva uma força enorme, pois a experiência de fé de milhares de peregrinos é constituída pela confiança em Deus, carinhosamente chamado como Divino Pai Eterno.

Uma filósofa e ensaísta espanhola chamada Maria Zambrano, em seu livro “Islas”, dizia sobre a importância da paternidade no processo de educação e crescimento da pessoa humana. Segundo ela, nada é mais decisivo que a própria origem, quando nosso pai, além da vida, deu-nos também o nome. O pai não é apenas um homem de carne e osso que nos transmitiu carga genética, mas nos deu um nome, uma estirpe e, consequentemente, um destino. A presença e o acompanhamento do pai no processo educativo de uma pessoa, principalmente nos primeiros passos, possibilita a experiência de confiança na vida.

O que somos hoje é herança, porque somos filhos. Recebemos tanto de nossos pais: características, nome, costumes, língua, religião, cultura e tantas outras coisas. Nada começou conosco; damos sequência, continuação. Por isso, somos responsáveis pela história de continuidade daquilo que recebemos e do que levamos avante. A responsabilidade que temos nos faz humildes em saber que não somos inventores do mundo e, ao mesmo tempo, temos a confiança que, para gerir o grande patrimônio da vida, somos acompanhados pela força e clemência da paternidade.

Neste ano, o Santo Padre Francisco propôs aos católicos do mundo inteiro a celebração de um extraordinário jubileu com o tema da Misericórdia. Sua proposta pede que partamos do ensinamento de Jesus, que diz: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Este é, pois, o programa do jubileu para todos nós: contemplar a misericórdia de Deus e assumi-la como próprio estilo de vida. Para bem celebrar o jubileu, muito mais que passar por uma porta, é necessário que alcancemos viver no dia a dia, a misericórdia do Pai Eterno. Seu amor misericordioso nos restaura para uma vida nova e inspira a coragem para olhar o futuro com confiança.

Jesus é o rosto da misericórdia do Pai, como disse Papa Francisco. Ele, com Suas palavras e Seus gestos, revelou sua origem divina. Como se diz por aí, tal pai tal filho. Isso se aplica muito bem na vida de Jesus, pois viveu para testemunhar o amor gratuito do Pai Eterno: “como o Pai me amou, eu vos amei” (Jo 15,9). Portanto, todos nós podemos ser homens e mulheres de misericórdia, porque em Jesus Cristo nos tornamos também filhos, herdeiros do amor misericordioso do Pai Eterno que nos acompanha por nossos caminhos. Nada pode nos separar do Seu amor paterno; nenhuma catástrofe pode destruir a confiança que temos em nossa origem, revelada por Jesus, vinda do alto.

 

Ir. Marcos Vinícius Ramos de Carvalho, C.Ss.R.

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