Dia: 25 de Fevereiro de 2016

Sanados por Jesus, sanemos!

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Com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24) damos início à Campanha da Fraternidade – 2016, entremeada pela Quaresma e o Jubileu da Misericórdia, em plena sintonia com a Carta Encíclica Laudato si’, cuja autoria é do Papa Francisco e em conformidade com o Decreto Unitatis Redintegratio (A restauração da Unidade), decorrente do Concílio Vaticano II (1962-1965).

É a quarta vez que grandes expressões religiosas brasileiras se unem para a celebração de uma ação ecumênica, sob a coordenação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). As outras três campanhas da fraternidade, perpassadas pelo dom do Ecumenismo, se deram com as seguintes temáticas: “Novo Milênio sem exclusão: dignidade humana e paz” (2000), “Felizes os que promovem a paz” (2005) e “Economia e vida: vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (2010).

Na mesma medida em que há diferenças doutrinais abertas, impedindo a plena comunhão eclesiástica, também existe o desejo fiel, no coração destas comunidades cristãs, em se reunirem no entorno de questões relacionadas à justiça social e à dignidade humana. Desde então cada uma delas concedem um fiel testemunho da unidade solicitada pelo Evangelho de Jesus: “Para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti” (João 17,21).

Por se tratar de uma atividade conjunta a campanha conta com a participação efetiva da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Presbiteriana Unida (IPU), Aliança de Batistas do Brasil, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep) e Visão Mundial.

Não deixa de chamar a atenção o posicionamento de uma pequeníssima parcela de católicos, equivocadamente críticos, ao fato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) trazer reflexões sociais nestes quarenta dias tão propícios da graça divina, compreendidos entre a quarta-feira de Cinzas e o domingo da Páscoa. Pensa essa minoria que seria mais interessante colocar eixos temáticos relacionados aos sentimentos da alma. Porém, não pode haver caminho penitencial que não passe antes pelo atalho necessário da dor alheia. É preciso olhos bem abertos para enxergar aqueles que têm tido os seus direitos fundamentais repetidamente negados, tal qual ocorre com os seis milhões de sofredores, mundo afora, que ainda não possuem acesso a um banheiro, segundo a Organização Mundial da Saúde.

É uma dolorosa lesão na alma humana que aponta para a profunda desigualdade econômica e socioambiental a acometer os mais pobres. As mortalidades infantil e adulta, ocasionada por Poliomielite, Hepatite A, Febre Tifoide e Paratifoide, Cisticercose e Leptospirose, dentre outras doenças, poderia ser evitada caso houvesse um saneamento básico suficiente e de qualidade. Ainda assim, não basta sanear. É necessário que tanto a água encanada quanto o esgoto coletado sejam devidamente deslocados para uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Só depois disso é que podem ser destinados aos rios ou ao mar, dentro de parâmetros legais que não ofereçam riscos à biodiversidade da saúde humana, animal e vegeta

Dados coletados pelo Instituto “Trata Brasil” apontam que 35 milhões de brasileiros, sobretudo os moradores das periferias e das zonas rurais, carecem desse serviço elementar. Já nas metrópoles vigora o permanente descaso com os esgotos a céu aberto que, além de atentarem contra a coletividade, dão sinais claros da inoperância do poder público, responsável por salvaguardar um direito constitucional por saúde.

A Quaresma nos convida ao abraço da fé e à conversão do coração. Nada mais concreto do que nos reconciliarmos com a nossa Casa Comum, lutando pelo direito de todos ao saneamento básico. Se formos olhar para o sentido da palavra ‘saneamento’ encontraremos o verbo ‘sanear’. Ele se remete à pessoa que está restaurada e reconciliada. Nela o mal foi sanado. Passou-se do estado de insalubre à condição de saudável. Que não sigamos adiante sem mirar entre aqueles que permanecem em condições indignas de vida, à margem da sociedade, com direitos básicos menosprezados. Eles contam com a nossa defesa por uma sociedade mais justa e menos desigual. Abençoada Quaresma!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

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