Mês: Março 2016

Nem só de crise econômica e política vive o homem

Comentários: 0

Ainda que o pão tenha faltado em nossas mesas e a recessão econômica trazido sucessivas demissões aos trabalhadores: precisamos resgatar a virtude da esperança, que tem pelejado bastante, na contramão de toda desesperança. Quem confia em Deus não se deixa dominar por nenhum desassossego nem fraquejar pela angústia. Pode até ficar momentaneamente balanceado frente aos alarmismos difundidos à velocidade da luz. Mas, ao perceber a precipitação das adversidades, o esperançoso trata de recobrar o ânimo e rechaçar a iminência do perigo vão. Isso porque, no Pai Eterno, reside a sua esperança derradeira. Lá no interior da alma ressoa a voz de Deus que a tudo serena e pereniza: “Sejam firmes, fortaleçam o coração, todos vocês que esperam no Senhor” (Salmos 31 (30),25).

Para além da mera ilusão ou da pura fantasia é a esperança quem nos salvará destes tempos críticos. Não há possibilidade de subirmos para o alto das montanhas, muito menos de buscarmos isolamento em um mundo à parte. Todos somos atingidos pela gravidade da circunstância instalada sobre o país. Mesmo que a cultura brasileira seja tão suscetível ao individualismo, participamos de uma coletividade tecida socialmente. O momento solicita temperança nos dizeres e bastante prudência nas atitudes. A responsabilidade da fé nos convida a não compactuar com as forças opostas que têm prestado um verdadeiro desserviço ao Brasil. Muito do que vemos, desde a transição democrática, pode ser tido como a nefasta manifestação da ‘não política’. São forças vis pelo fato de trocarem um projeto de serviço à sociedade por um projeto de poder a todo custo. Ali interesses coletivos ficam submetidos a interesses privados, sobretudo, de ordem financeira. Ao invés de vencer, perde quem age pelo certificado da esperteza; que, às escondidas, faz concessões imorais em função de si e dos seus.

Pobres em situação de rua sendo assassinados na calada da noite… Doentes morrendo a míngua nos corredores dos hospitais… Cidadãos tendo seus direitos sociais, trabalhistas e previdenciários sistematicamente negados… Mulheres ameaçadas e espancadas por seus maridos… Famílias inteiras enlutadas e vitimadas pela ausência de segurança pública… Negros e pardos mortos à luz do dia nas periferias… Racistas e xenófobos exalando preconceito pelas redes sociais… E, em meio a tudo isso, as pessoas continuam duelando por legendas partidárias, quando necessariamente poderiam lutar pela instituição, criação e proteção de direitos. Nasce daí a calamitosa divisão. Ninguém se ouve, só se ataca. O diálogo é exilado da convivência comunitária. Cada um parece sucumbir ao domínio último da razão e à totalidade primeira da verdade. Já não há o benéfico encontro de ideias, apenas o maléfico confronto de oposições. No campo das divergências, adversários políticos tornam-se inimigos públicos, conforme os revesses da história. Outros fazem alianças espúrias, cujo objetivo é a velha troca de favores a ferir a alma da democracia.

Enquanto isso a cartilha da crise nos é imposta goela abaixo, despedaçando o dom da esperança. O linguajar alarmista do mercado financeiro tem feito com que o significado da palavra ‘crise’ seja enfocado somente no lugar restrito das dificuldades e não na importante condição das oportunidades. Crise também consiste no momento decisivo de crescimento moral e de cidadania responsável. Pelo bem da nossa ‘casa comum’ não nos despedacemos. Revanches e contendas são caminhos tortuosos, onde muitos esforços se perdem devido à grosseria das posições extremadas. Aproveitemos da Quaresma para fazer as pazes com os oponentes. Unidos, na esperança, mesmo com posições outras, venceremos estes tempos difíceis. Passadas as cruzes, eis que se arvora a ressurreição!

Uma sociedade repartida tende a amuralhar-se sempre mais. Muros são os grandes responsáveis pela desesperança presente. Quem espera confiante não precisa criar cercanias para se proteger dos conflitos da vida. Do contrário, rompe com as muralhas para sair em defesa do bem coletivo. O remédio salutar para a crise atual está nas doses homeopáticas da democracia participativa e não meramente representativa. Esperemos, pois, não nos redutos de nossas casas, mas de preferência em cima dos muros. Do alto enxergamos os dois lados que se gladiam. De lá poderemos orientá-los na esperança que ultrapassa todas as divisas!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Misericórdia e Reconciliação

Comentários: 0

Acontece já há alguns anos na Província Redentorista de Goiás o Encontro Anual dos Padres Novos, específico para presbíteros com até 10 anos de ordenação. Uma pausa importante das atividades pastorais para um excelente momento de oração, estudo, convivência, lazer e descanso. Este ano o Encontro aconteceu em Pirenópolis (GO), entre os dias 22 e 26 de fevereiro.

Sempre associado a um assunto de relevância pastoral, a reflexão se deu a partir do tema “Misericórdia: exercício do perdão no ministério presbiteral”. A abordagem da Misericórdia no agir pastoral foi levada em consideração para o encontro de 2016 em virtude do Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, em 08 de dezembro do ano passado. E, ainda por entender que todos os padres que participam do encontro anual atuam nos confessionários atendendo fiéis e ministrando a eles o Sacramento do Perdão ou da Reconciliação como condição básica e necessária para um bom recomeço humano e espiritual dentro da Família, na Igreja e na sociedade.

Falar de Misericórdia hoje é tão importante quanto necessário. Francisco acredita que “este é o tempo da misericórdia. A Igreja mostra o seu rosto materno, de mãe da humanidade ferida. Não espera que os feridos batam à sua porta, vai à procura deles pela rua, acolhe, abraça, cuida, e faz com que se sintam amados”. Este modo de entender a bondade de Deus expressa nas ações da Igreja leva Francisco a afirmar que “a centralidade da misericórdia é a mensagem mais importante de Jesus”.

Um dado muito importante que não pode passar despercebido a um bom cristão e a quem se propõe a ser um dispensador da misericórdia do Pai Eterno às outras pessoas, refere-se ao fato de a misericórdia de Deus chegar ao ser humano através de outros humanos. Sim, é verdade, conforme Paulo escreve à comunidade de Corinto: “Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação” (2Cor 5,19). Se queremos conhecer a face bondosa e misericordiosa de Deus nosso Pai, olhemos para Jesus. Ele foi todo misericórdia e compaixão do início ao fim de sua missão terrena. Ou seja, desde a compaixão para com os noivos de Cana da Galileia (Jo 2,1-11), ao malfeitor crucificado com ele no alto da Cruz (Lc 23, 39-43).

De uma condição limite, de pecado à uma situação de conversão, para ajudar alguém a fazer uma boa experiência da misericórdia de Deus é necessário escutar a pessoa, ouvir suas queixas, dores, lamentos. Somente para depois, buscar ajudá-la a acolher em suas mãos sua própria história de vida. O reconhecimento e acolhimento de si, das fraquezas e mazelas humana é o primeiro passo para a transformação. E, a oração não pode faltar. O que sustenta o ser humano não é o intelectualismo, o exibicionismo, nem o espetáculo midiático bem como a fuga de si. Para Pereira, “a oração deve estar vinculada às situações vividas. Só é possível orar quando nos voltamos para todas as dimensões do ser humano”, finaliza.

Numa sociedade moderna marcada pelo espetáculo midiático muitos preferem um Deus todo poderoso a um Deus misericordioso. Segundo o assessor do Encontro, o missionário redentorista da Província do Rio de Janeiro, Pe. José Raimundo Vidigal, isso ocorre “porque atribuir a Deus a condição de todo poderoso é um atributo apenas de Deus, não se aplica ao ser humano que é fraco e pecador”. Segundo ele, ser misericordioso “implica ser igual a Deus, o que muitos não querem. Ou, ignoram que em Jesus de Nazaré, Deus assumiu nossa condição humana em tudo, exceto no pecado”. Logo, sentir Deus como Pai misericordioso é assumi-lo em nossas práticas e ações cotidianas para conosco mesmo e principalmente para com as pessoas que carecem de perdão e reconciliação. Um recomeço de vida.

Onde encontrar hoje, sobretudo, a Misericórdia de Deus? Nos Sacramentos. Desde o Batismo à Unção dos Enfermos. Na oração e leitura atenta da Palavra de Deus. O Sacramento da Reconciliação é um caminho bonito e seguro que nos leva ao encontro com a Misericórdia de Deus através do perdão dos pecados. Assim, nos diz Jesus: “Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados” (Jo 20,22-23).

Para ajudar bem os fiéis devotos do Pai Eterno a continuarem experimentando em suas vidas, vivendo na prática e anunciado a misericórdia de Deus onde estiverem, o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno disponibiliza sacerdotes desde as oito horas da manhã, às oito da noite para o atendimento de confissões, orientações de vida e espiritual.

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Obras Sociais Redentoristas e a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016

Comentários: 0

Na Quarta-feira de Cinzas deste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, lançou a Campanha da Fraternidade Ecumênica para o ano de 2016. Realizada todos os anos, a Campanha tem o objetivo de despertar a solidariedade entre os fiéis e na sociedade como um todo. O evento é realizado sempre durante a Quaresma, tempo em que os cristãos são convidados a uma mudança de vida. A cada cinco anos a CF, como é conhecida a Campanha da Fraternidade, propõe um trabalho ecumênico, numa parceria firmada entre as instituições que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o CONIC.

Em 2016, o tema escolhido é: “Casa comum, nossa responsabilidade”, ancorado ao lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Cf Am, 5,24). Assim, os trabalhos propostos pela Igreja para atividades ao longo do ano são voltados para o cuidado com o meio ambiente e para a conscientização de todos à cerca da nossa “casa comum”, o planeta terra.

Em unidade com a Igreja no Brasil, as Obras Sociais Redentoristas propõem aos colaboradores e assistidos um ano de muito trabalho. Como parte das ações do Gesto Concreto, toda a comunidade local é convidada a exercer a função de “fiscal da campanha”. Para tal, basta procurar um dos centros sociais e se inscrever de forma gratuita. Os interessados vão receber todo o treinamento, com oficinas e workshops ministrados por especialistas de cada iniciativa apresentada e, assim, vão iniciar o trabalho de conservação dessa “casa comum”.

Entre as ações programadas para 2016 nos Centros Sociais Redentoristas estão o reflorestamento de uma nascente, em Trindade (GO); a construção de uma praça onde hoje é um terreno baldio, numa parceria com a prefeitura da cidade; a conscientização da comunidade à cerca da importância da coleta seletiva e da reciclagem do lixo, além da capacitação para que as famílias possam transformar materiais que iriam para o lixo em utensílios para o uso no dia a dia. As Obras Sociais Redentoristas apresentam, ainda, o projeto da horta vertical, em que garrafas PET são usadas como base para o plantio de hortaliças, tanto para o uso nas refeições dos Centros Sociais, quanto para o exercício das próprias famílias, bem como a conscientização para o uso adequado da água e questões de desmatamento ambiental.

Além de toda a parte prática desenvolvida pelas Obras, não se pode esquecer do principal:  pedir a bênção e as graças do Pai Eterno sobre esse trabalho. Santo Agostinho dizia que “quem sabe bem rezar, sabe também viver bem”, pensando nisso, os assistidos pelo trabalho, bem como a comunidade local, são convidados a participar das “Novenas da Campanha”, que são realizadas em todos os Centros Sociais, de segunda a sexta-feira. Cada unidade tem um calendário específico de horários que contribui para a participação do maior número de pessoas, compondo a agenda diária de novenas.

Esses momentos de oração servem para auxiliar na celebração da Quaresma rumo à Páscoa do Senhor. É um período de preparação para celebrar esse tempo litúrgico da Igreja, um momento em que se faz uma revisão de vida pessoal e comunitária. As novenas são meios eficazes de conversão e conscientização pessoal.

Para que tudo isso ocorra, a formação de parcerias é de suma importância, desde a prefeitura, com o trabalho de doação de mudas e liberação do terreno para a praça, até as empresas da região, com a ajuda efetiva em ações concretas. Mas, tudo só é possível com a presença e ajuda dos moradores da região, que, como formiguinhas, podem ajudar a construir um mundo melhor para as gerações futuras.

O Santo Padre, Papa Francisco, no capítulo I da encíclica Laudato Si, disse que “o ambiente humano e o ambiente natural são degradados em conjunto, e não podemos enfrentar adequadamente a degradação ambiental se não prestarmos atenção às causas que estão relacionadas com a degradação humana e social”. Neste pensamento, nós, das Obras Sociais Redentoristas, organizamos nosso Gesto Concreto deste ano para que todos tenham acesso à informação de qualidade sobre como cuidar do meio ambiente, mas com a consciência de que é preciso fazer uma revisão pessoal de vida sob a luz do Evangelho e amparados na fé ao Pai Eterno.

Pe. Reinaldo Martins, C.Ss.R

Diretor das Obras Sociais Redentoristas de Goiás

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h