Misericórdia e Reconciliação

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Acontece já há alguns anos na Província Redentorista de Goiás o Encontro Anual dos Padres Novos, específico para presbíteros com até 10 anos de ordenação. Uma pausa importante das atividades pastorais para um excelente momento de oração, estudo, convivência, lazer e descanso. Este ano o Encontro aconteceu em Pirenópolis (GO), entre os dias 22 e 26 de fevereiro.

Sempre associado a um assunto de relevância pastoral, a reflexão se deu a partir do tema “Misericórdia: exercício do perdão no ministério presbiteral”. A abordagem da Misericórdia no agir pastoral foi levada em consideração para o encontro de 2016 em virtude do Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, em 08 de dezembro do ano passado. E, ainda por entender que todos os padres que participam do encontro anual atuam nos confessionários atendendo fiéis e ministrando a eles o Sacramento do Perdão ou da Reconciliação como condição básica e necessária para um bom recomeço humano e espiritual dentro da Família, na Igreja e na sociedade.

Falar de Misericórdia hoje é tão importante quanto necessário. Francisco acredita que “este é o tempo da misericórdia. A Igreja mostra o seu rosto materno, de mãe da humanidade ferida. Não espera que os feridos batam à sua porta, vai à procura deles pela rua, acolhe, abraça, cuida, e faz com que se sintam amados”. Este modo de entender a bondade de Deus expressa nas ações da Igreja leva Francisco a afirmar que “a centralidade da misericórdia é a mensagem mais importante de Jesus”.

Um dado muito importante que não pode passar despercebido a um bom cristão e a quem se propõe a ser um dispensador da misericórdia do Pai Eterno às outras pessoas, refere-se ao fato de a misericórdia de Deus chegar ao ser humano através de outros humanos. Sim, é verdade, conforme Paulo escreve à comunidade de Corinto: “Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação” (2Cor 5,19). Se queremos conhecer a face bondosa e misericordiosa de Deus nosso Pai, olhemos para Jesus. Ele foi todo misericórdia e compaixão do início ao fim de sua missão terrena. Ou seja, desde a compaixão para com os noivos de Cana da Galileia (Jo 2,1-11), ao malfeitor crucificado com ele no alto da Cruz (Lc 23, 39-43).

De uma condição limite, de pecado à uma situação de conversão, para ajudar alguém a fazer uma boa experiência da misericórdia de Deus é necessário escutar a pessoa, ouvir suas queixas, dores, lamentos. Somente para depois, buscar ajudá-la a acolher em suas mãos sua própria história de vida. O reconhecimento e acolhimento de si, das fraquezas e mazelas humana é o primeiro passo para a transformação. E, a oração não pode faltar. O que sustenta o ser humano não é o intelectualismo, o exibicionismo, nem o espetáculo midiático bem como a fuga de si. Para Pereira, “a oração deve estar vinculada às situações vividas. Só é possível orar quando nos voltamos para todas as dimensões do ser humano”, finaliza.

Numa sociedade moderna marcada pelo espetáculo midiático muitos preferem um Deus todo poderoso a um Deus misericordioso. Segundo o assessor do Encontro, o missionário redentorista da Província do Rio de Janeiro, Pe. José Raimundo Vidigal, isso ocorre “porque atribuir a Deus a condição de todo poderoso é um atributo apenas de Deus, não se aplica ao ser humano que é fraco e pecador”. Segundo ele, ser misericordioso “implica ser igual a Deus, o que muitos não querem. Ou, ignoram que em Jesus de Nazaré, Deus assumiu nossa condição humana em tudo, exceto no pecado”. Logo, sentir Deus como Pai misericordioso é assumi-lo em nossas práticas e ações cotidianas para conosco mesmo e principalmente para com as pessoas que carecem de perdão e reconciliação. Um recomeço de vida.

Onde encontrar hoje, sobretudo, a Misericórdia de Deus? Nos Sacramentos. Desde o Batismo à Unção dos Enfermos. Na oração e leitura atenta da Palavra de Deus. O Sacramento da Reconciliação é um caminho bonito e seguro que nos leva ao encontro com a Misericórdia de Deus através do perdão dos pecados. Assim, nos diz Jesus: “Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados” (Jo 20,22-23).

Para ajudar bem os fiéis devotos do Pai Eterno a continuarem experimentando em suas vidas, vivendo na prática e anunciado a misericórdia de Deus onde estiverem, o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno disponibiliza sacerdotes desde as oito horas da manhã, às oito da noite para o atendimento de confissões, orientações de vida e espiritual.

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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