Mês: maio 2016

Mãe de Deus e da Igreja

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“Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que, da parte do Senhor, te foram ditas!” Com essa saudação, Izabel acolheu a chegada da Santíssima Virgem, que acabara de ter um encontro com o anjo Gabriel, enviado pelo Pai Eterno para lhe dar a notícia de que ela havia sido a escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo.

Maria é sinônimo de doçura, ternura, silêncio, humildade, obediência e sabedoria. Ela disse ‘sim’ e, por meio dela, a salvação chegou ao mundo, trazendo o amor, a bondade e a misericórdia de Deus, com gestos simples de acolhimento e muita fé. Assim, Jesus Cristo é Deus que se fez homem e veio ao mundo para cumprir Sua missão. Mas, antes disso, Ele mesmo, recebeu o amor, o carinho e o cuidado da Mãe Santíssima.

Em seus momentos de criança frágil, foi Nossa Senhora quem cuidou e O educou na fé; ela O ensinou as coisas básicas que um ser humano precisa aprender para sua vivência: andar, falar etc. Tudo isso para mostrar que, mesmo tendo Sua essência divina, Jesus também precisou de uma mãe. Um exemplo disso podemos encontrar no Ícone de Nossa Senhora da Paixão, mais conhecido pelo título de “Perpétuo Socorro”, tão venerado nos locais por onde passam os Missionários Redentoristas.

No colo de Maria, está uma figura trêmula e frágil, tal como a humanidade. Estamos diante da criança que tem medo do sofrimento iminente: fruto de Sua opção pelo Reino do Pai, em vista dos pobres e abandonados.

É um Menino que, contemplando os instrumentos da Paixão, corre tão velozmente para os braços da Mãe, a ponto de deixar as sandálias soltarem dos pés. No simbolismo da sandália está a insegurança de alguém com a vida sob o encalço da perseguição.

Na narrativa bíblica, os pés são lavados e beijados, enquanto que no Ícone ficam desprotegidos. Perder a sandália é não conseguir andar por muito tempo nos caminhos pedregosos da existência. É prefiguração da morte. Ficar sem sandálias é despojar-se de si mesmo para assumir a ferida do humano. Não possuir sandálias nos pés é adentrar o caminho da mais absoluta entrega, por meio da Encarnação, Paixão e Ressurreição.

Ao adentrarmos o caminho iconográfico do Perpétuo Socorro, nos tornamos “socorros perpétuos” para o mundo que tem fome e sede do Pai. Dessa maneira, assumimos uma nova visão de Deus de baixo para cima, do temporal para atemporal, do finito para infinito; também descobrimos um novo rosto de vida cristã, entendendo-a como serva e não como senhora.

Neste mês, em que nós celebramos como o Mês Mariano e também temos a alegria de celebrar a memória boa e feliz de nossas mães. Devemos agradecer ao Divino Pai Eterno, por essa grande graça que nós, cristãos católicos, temos de ter duas mães: a nossa Mãe do céu e a nossa mãe da terra. Maria, que nos apresenta Jesus, o nosso “Perpétuo Socorro”. E, partindo dela, celebramos também a vida de nossas mães ou a memória daquelas que já se encontram com o Pai.

Deixemo-nos interpelar pelo olhar desta mulher que nos segura pelas mãos. Permitamos que Maria incite a nossa mente e o nosso coração para o Cristo. Aceitemos que ela mesma nos aponte o seu Filho como o caminho de felicidade plena e verdadeira. Contemplemos, na realidade mais profunda da alma, a presença simples daquela que invocamos como a “Mãe do Perpétuo Socorro”.

Que a Mãe do Belo Amor, o nosso Perpétuo Socorro, possa interceder por cada um de nós, em especial pelas, mulheres virtuosas e de muita fé, que vivem um cotidiano de doação de si mesmas, por amor à cada um de seus filhos, que também são os filhos do Pai Eterno. Feliz Dia das Mães!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador

O que é a vida?

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Em algum momento você já se perguntou a si – ou a outras pessoas – o que é mesmo a vida? De onde ela vem? Para onde vai? Qual a sua finalidade? Qual o propósito do nosso ser e existir no mundo? Questionou se tudo começa e encerra-se por aqui mesmo? Parou para pensar por que para muitos ela é tão valiosa e para outros é como se não existisse?

Platão diz que “uma vida não questionada não merece ser vivida”. Sei que o assunto é amplo, vasto, complexo. Por isso não pretendo, deste modo, fazer uma dissertação sobre o tema. Muito menos esgotar o assunto em questão. E, mais: reduzi-lo à minha modesta compreensão. O que me motiva a ousar falar sobre a vida justifica-se a partir da percepção das múltiplas facetas que se configuram atualmente. Principalmente, porque me deparo no dia a dia com tantos irmãos e irmãs que parecem ter desanimado de viver. São pessoas tristes, cansadas, abatidas. Pessoas que assumem abertamente ter perdido o sentido das coisas naturais, humanas, divinas e espirituais. “Vivem no automático”, conforme dizem.

Não sou um exímio conhecedor da vida e de tudo o quanto esteja nela envolvido. Contudo, sou um entusiasta por ela. Sendo assim, além de emitir minha própria opinião, servir-me-ei de alguns pensadores, filósofos, poetas, escritores e de citações bíblicas para, muito rapidamente, discorrer sobre este dom tão caro e precioso que recebemos gratuitamente das mãos bondosas, generosas e misericordiosas do Divino Pai Eterno.

A vida não para. Para os otimistas ela é divertida, envolvente, encantadora. Para os pessimistas é chata, frustrante, sem graça. No entanto, sua dinâmica alcança a todos. Do nascer ao morrer somos impulsionados, quer queira quer não, a caminhar, a lutar, a ir para a frente. Por outro lado, ela é cheia de preocupações e contradições o que nos faz temer, recear tomar qualquer decisão. Errar o rumo ou acertar o prumo? Eis a questão.

Para nós cristãos, nossa vida veio de Deus: “Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente” (Gn 2,7). Para Mário Quintana “a vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa”. Sócrates Cabral diz que “a vida é uma roda. Bem gigante”. Difícil é entrar no palco da vida e dele sair sem pretender roubar a cena do ator principal se tornando o palhaço bobo da corte. Difícil também é quando não se tem claro na vida o ponto de partida. Pior ainda, quando não se sabe exatamente aonde se quer chegar. Assim diz Sócrates: “Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus”.

Pe. Zezinho diz que “vive melhor quem sabe amar”. Na tentativa de superar tal realidade, Cipollini diz “que o ser humano procura um amor capaz de levá-lo além dos estreitos limites de sua fraqueza, de seu egoísmo, e sobretudo, de sua morte”. E, enfatiza: “o ser humano não sabe amar”. A falha não está no amor, pois ele é capaz de superar qualquer obstáculo para se tornar verdadeiramente conhecido, amado. Está na condição inacabada do ser humano que é imperfeito, frágil, limitado. Por isso mesmo não é capaz de alcançar a plenitude da vida. A felicidade é uma conquista que tem origem no esforço diário, cotidiano pela superação. É conquista feita com braço forte e não acontece por acaso, de forma sistemática.

Viver é nascer, vir de Deus. É também morrer, voltar para Deus. Seguindo um único caminho, Jesus: “Eu sou o caminho a verdade e vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Tenho que correr, fazer tal coisa, fazer isso ou aquilo… E, o tempo voa. Quando menos se espera o Juiz Universal apita final de jogo.  E, agora? O que me resta? Crer na vida, ter esperança ou ignorá-la? Para Nietzsche “a esperança intensa é um estimulante da vida muito mais forte do que qualquer felicidade isolada que realmente se concretize. É preciso manter os sofredores em pé mediante uma esperança que não possa ser contradita por nenhuma realidade”.

Por vezes o viver nos parece incerto, tateante, inseguro! Uma hora nos parece tão bonito viver ou ter vivido o que se viveu. Outra hora, há interrogações, incertezas, perguntas insondáveis e, portanto, respostas iluminadas somente pela fé nele: o Vivente. “Sob as luzes da ribalta, uma nova vida se manifesta por traz das cortinas, e os aplausos fazem nascer a glória de existir e estar apto ao amor do desconhecido” (Sócrates de Lima). Outro sim, confie em Deus, “plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores”. E, diga a você do jeito dela, o que é a vida!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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