O que é a vida?

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Em algum momento você já se perguntou a si – ou a outras pessoas – o que é mesmo a vida? De onde ela vem? Para onde vai? Qual a sua finalidade? Qual o propósito do nosso ser e existir no mundo? Questionou se tudo começa e encerra-se por aqui mesmo? Parou para pensar por que para muitos ela é tão valiosa e para outros é como se não existisse?

Platão diz que “uma vida não questionada não merece ser vivida”. Sei que o assunto é amplo, vasto, complexo. Por isso não pretendo, deste modo, fazer uma dissertação sobre o tema. Muito menos esgotar o assunto em questão. E, mais: reduzi-lo à minha modesta compreensão. O que me motiva a ousar falar sobre a vida justifica-se a partir da percepção das múltiplas facetas que se configuram atualmente. Principalmente, porque me deparo no dia a dia com tantos irmãos e irmãs que parecem ter desanimado de viver. São pessoas tristes, cansadas, abatidas. Pessoas que assumem abertamente ter perdido o sentido das coisas naturais, humanas, divinas e espirituais. “Vivem no automático”, conforme dizem.

Não sou um exímio conhecedor da vida e de tudo o quanto esteja nela envolvido. Contudo, sou um entusiasta por ela. Sendo assim, além de emitir minha própria opinião, servir-me-ei de alguns pensadores, filósofos, poetas, escritores e de citações bíblicas para, muito rapidamente, discorrer sobre este dom tão caro e precioso que recebemos gratuitamente das mãos bondosas, generosas e misericordiosas do Divino Pai Eterno.

A vida não para. Para os otimistas ela é divertida, envolvente, encantadora. Para os pessimistas é chata, frustrante, sem graça. No entanto, sua dinâmica alcança a todos. Do nascer ao morrer somos impulsionados, quer queira quer não, a caminhar, a lutar, a ir para a frente. Por outro lado, ela é cheia de preocupações e contradições o que nos faz temer, recear tomar qualquer decisão. Errar o rumo ou acertar o prumo? Eis a questão.

Para nós cristãos, nossa vida veio de Deus: “Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente” (Gn 2,7). Para Mário Quintana “a vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa”. Sócrates Cabral diz que “a vida é uma roda. Bem gigante”. Difícil é entrar no palco da vida e dele sair sem pretender roubar a cena do ator principal se tornando o palhaço bobo da corte. Difícil também é quando não se tem claro na vida o ponto de partida. Pior ainda, quando não se sabe exatamente aonde se quer chegar. Assim diz Sócrates: “Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus”.

Pe. Zezinho diz que “vive melhor quem sabe amar”. Na tentativa de superar tal realidade, Cipollini diz “que o ser humano procura um amor capaz de levá-lo além dos estreitos limites de sua fraqueza, de seu egoísmo, e sobretudo, de sua morte”. E, enfatiza: “o ser humano não sabe amar”. A falha não está no amor, pois ele é capaz de superar qualquer obstáculo para se tornar verdadeiramente conhecido, amado. Está na condição inacabada do ser humano que é imperfeito, frágil, limitado. Por isso mesmo não é capaz de alcançar a plenitude da vida. A felicidade é uma conquista que tem origem no esforço diário, cotidiano pela superação. É conquista feita com braço forte e não acontece por acaso, de forma sistemática.

Viver é nascer, vir de Deus. É também morrer, voltar para Deus. Seguindo um único caminho, Jesus: “Eu sou o caminho a verdade e vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Tenho que correr, fazer tal coisa, fazer isso ou aquilo… E, o tempo voa. Quando menos se espera o Juiz Universal apita final de jogo.  E, agora? O que me resta? Crer na vida, ter esperança ou ignorá-la? Para Nietzsche “a esperança intensa é um estimulante da vida muito mais forte do que qualquer felicidade isolada que realmente se concretize. É preciso manter os sofredores em pé mediante uma esperança que não possa ser contradita por nenhuma realidade”.

Por vezes o viver nos parece incerto, tateante, inseguro! Uma hora nos parece tão bonito viver ou ter vivido o que se viveu. Outra hora, há interrogações, incertezas, perguntas insondáveis e, portanto, respostas iluminadas somente pela fé nele: o Vivente. “Sob as luzes da ribalta, uma nova vida se manifesta por traz das cortinas, e os aplausos fazem nascer a glória de existir e estar apto ao amor do desconhecido” (Sócrates de Lima). Outro sim, confie em Deus, “plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores”. E, diga a você do jeito dela, o que é a vida!

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

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