Mês: agosto 2016

A Imagem do Pai Eterno nos evangeliza e fala ao nosso coração

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Em Seu divino mistério, Deus vem ao nosso encontro, não por merecimentos, mas por pura gratuidade. Houve um modo pelo qual Ele quis Se revelar, há 176 anos, na cidade de Trindade-GO. Tudo começou em 1840, quando certo casal de lavradores encontrou um pequeno medalhão de barro. Nele estava a representação do Pai, pelo Filho, no Espírito, coroando Maria Santíssima. A primeira manifestação de fé dessa devoção surgiu no coração de uma família: sem muitas posses, mas rica em caridade; sem grandes economias, porém animada pela esperança. Eles receberam, acolheram e transmitiram o dom da fé. Entre Constantino Xavier, Ana Rosa e seus vizinhos: foi edificado o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno!

No tempo presente, ao ouvirmos a palavra ‘devotos’, devemos escutar também o seu eco, que continua a ressoar em nosso coração e a dizer: “vivei como filhos”! Cada um que se aproxima da devoção ao Pai Eterno traz a consciência de que é primeiro filho; depois, cristão e, por último, devoto. A ênfase do ato devocional é sempre na Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. Teologicamente, a atenção se detém em Maria, representando a humanidade coroada no coração de Deus Uno e Trino. Porém, no desenvolvimento histórico, a figura do Pai Eterno foi a que alcançou maior destaque. Provavelmente, porque a linguagem paternal permaneceu como a mais próxima da realidade dos agricultores, onde foi encontrado o medalhão e onde a devoção se originou.

Além de uma imagem, o que se enxerga é a presença de um ícone sagrado. A palavra ícone vem do grego έικώυ e está a sinalizar que todo ícone é uma imagem, mas nem toda imagem é um ícone. Uma imagem pode ser catalogada dentro dos manuais de arte, apresentar-se como a livre representação do artista e ser admirada a partir de traços simplesmente estéticos. Já o ícone tem a única intenção de contemplar o mistério absoluto de Deus. Não é uma obra artística avulsa, mas um tratado de evangelização!

A fé, por meio da arte sacra e da arte religiosa, nos ensina que as representações são um caminho para se chegar a Deus. São meios, não fins. Remetemo-nos às imagens que nos endereçam ao Sagrado e prolongam o Seu mistério na existência humana, fazendo da vida uma obra de redenção Desde o primeiro milênio da era cristã, Deus era apresentado apenas por símbolos indiretos, como no caso de uma mão, de um olho ou de um braço. Somente a partir do século XII é que passou a ser difundida a representação de Deus-Pai sob a figura de um ancião barbudo (Cf. Daniel 7,9). Em algumas imagens Ele aparecia com os cabelos brancos, simbolizando a eternidade e em outras era colocado como calvo.

Hoje, quem vê a Imagem logo percebe que nela o Pai é representado como uma figura experiente. Têm barbas e cabelos brancos, também é um pouco calvo. Traja uma túnica branca com detalhes dourados. Simbolicamente, aquela calvície não é resultado da hereditariedade, mas uma forma poética de assegurar que Deus gastou a vida pelos seus filhos e o continua até as últimas consequências. Os cabelos brancos são o sinal de que podemos confiar Nele para nos esclarecer, direcionar e elucidar pelo amor.

O Pai também utiliza um manto vermelho. Na história, o vermelho era a cor oficial dos imperadores, denominada de púrpura imperial. A vestimenta avermelhada costumava ser associada ao poderio e à fortaleza bélica dos que se intitulam soberanos. No entanto, o poder do Pai é totalmente diferente daquele dos césares da história. Sua autoridade não é tirana, Sua força não é guerreira, Sua história não é sanguinária, Sua conquista não é territorial. Seu poder se traduz em serviço e doação totais.

Com uma aparência mais jovial aparece Jesus. Tal qual ao Pai, Ele também traja um manto vermelho e tem os pés descalços. O fato de estar sem sandálias já evoca a realidade do ‘Deus que veio ao mundo’ e se tornou carne em nossa carne. Não teve medo de pisar no chão da história nem de viver como um de nós, exceto no pecado. Em Jesus, Deus se tornou humano! Mesmo criando a humanidade, Ele não havia sido historicamente humano: sangue do nosso sangue.

Mais a frente, o Espírito Santo é representado como um pombo. Essa simbologia tem origem na passagem bíblica do dilúvio, quando Noé solta o pássaro, significando que as águas haviam passado e uma nova chance de vida tinha sido dada à humanidade. (Cf. Gênesis 8,6-12). Outra fundamentação está no texto do Batismo de Jesus, quando o Espírito Santo veio sobre Ele em forma de pombo. Tudo para expressar que um novo momento estava começando na vida do Messias (Cf. Lucas 3,21-22).

A vida protagonizada pelo Pai Eterno é obra do Espírito Santo e consequência direta do seguimento à pessoa de Jesus. A vida puramente humana torna-se, então, participação na vida eternamente divina. Que de ora em diante tenhamos o coração aberto para acolher o mistério Divino e os caminhos que Ele utiliza para Si revelar a cada um de nós!

 Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

História da devoção e fé no Divino Pai Eterno

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Certamente você conhece essa história. Mas, vale apena revisitá-la. Por volta do ano de 1840, um piedoso casal de lavradores oriundos das Minas Gerais, Constantino Xavier e Ana Rosa de Oliveira, viviam em um pequeno povoado de nome Barro Preto localizado à margem direita do Córrego Barro Preto.

Certo dia, ao lavrar a terra  encontraram um medalhão de barro cozido com aproximadamente oito centímetros de diâmetro, cunhado em alto relevo a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Narram os fatos de que a beijaram respeitosamente, levaram-na para casa, um simples rancho de pau a pique coberto com palhas de buriti.

Aos finais de semana, o casal reunia os vizinhos dentro de casa, ao redor do medalhão para a reza do terço. Os primeiros sinais de graças começam a aparecer juntamente com numerosos milagres. Em um curto espaço de tempo, esses fatos tornam-se conhecido nas proximidades do pequeno, simples e humilde Povoado de Barro Preto.

Sensibilizado e tocado pelo Espírito Santo, diante da crescente devoção, em 1842, Constantino Xavier, tomou o medalhão que já estava sob seus cuidados, montou em seu cavalo e dirigiu-se para a cidade de Pirenópolis à procura do artista goiano Veiga Vale. O motivo? Para que o mesmo pudesse retocá-la. Todavia, porém, “o escultor resolveu esculpir em madeira a imagem que estava representada na medalha, para que ficasse mais visível”.

Quando a imagem ficou pronta, Constantino vai a Pirenópolis para buscá-la. Segundo anais da história, ao negociar o acerto do trabalho com o artista, o dinheiro de que dispunha para tal fim era insuficiente. Sem alternativa, vendeu seu próprio cavalo. Pagou o artista e voltou a pé para o povoado de Barro Preto trazendo nos braços a imagem do Pai Eterno. Ao aproximar-se do povoado, “o povo foi em massa para a entrada do arraial para acolher a nova imagem e saudar aquele devoto que manifestara tanto amor ao Pai Eterno”. Por esse motivo afirmamos que Constantino Xavier é o primeiro romeiro peregrino do Divino Pai Eterno.

A nova imagem, maior e mais visível é introduzida novamente na casa de Constantino Xavier e Ana Rosa. Em pouco tempo, o número de devotos aumentou de maneira que o lar dos piedosos lavradores do campo já não comportava todos os fiéis. Por volta do ano de 1843, “Constantino construiu uma pequena capela, coberta de folhas de buriti, onde colocou a imagem”. Ali, a imagem do Pai Eterno foi posta para veneração de seus devotos.

As romarias continuaram aumentando. Já não comportando mais o número de fiéis, em 1854 “o casal (juntamente com um senhor de nome Luiz de Sousa), doa um terreno às margens do Córrego Barro Preto para a construção de uma nova capela”, também coberta com folhas de buriti. Neste mesmo ano, Constantino Xavier veio a falecer.

Em 1876 iniciou-se a construção de outra capela ainda maior. Agora, em sistema de alvenaria, já coberta com telhas de barro cozido. Dois anos mais tarde, em 1878, acontece a inauguração da terceira capela dedicada ao Pai Eterno. Em 1894 chegam da Alemanha os primeiros missionários redentoristas que vieram para cuidar da romaria e atender a multidão de romeiros vindos de diversos lugares, sobretudo, do interior do Estado de Goiás. Em 1912, o Missionário Redentorista Pe. Antão Jorge, contando com o apoio da população de Trindade e região, e também com doações dos romeiros, inaugura o “Santuário Velho”, a Igreja Matriz de Trindade.

As romarias a Trindade para visitação da imagem, devoção e fé no Divino Pai Eterno continuavam a crescer vertiginosamente. “Em 1943, foi iniciado o novo Santuário, no alto da colina Cruz das Almas”, Bairro Santuário, região central da cidade. Nesse mesmo ano, o então Arcebispo de Goiânia, Dom Emanuel Gomes, juntamente com os Missionários Redentoristas de Goiás, fizeram o lançamento da pedra fundamental para a construção do “Santuário Novo”. Atualmente, o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. A partir de 1970, já se celebrava dentro do novo Santuário.

Com o trabalho de divulgação da devoção ao Pai Eterno, intensificada pelos meios de comunicação social, sobretudo na TV, tem atraído diariamente para Trindade, de modo especial ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno uma multidão de fiéis de todas as regiões do país. Por esse motivo, pensando em acolher melhor e com mais dignidade estes romeiros, no dia 02 de julho de 2011 foi feito o lançamento da pedra fundamental para a construção de um Novo Santuário com dimensões bem maiores que o atual.

Pe. Edinisio Pereira, C.Ss.R.

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Perdoar sempre

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O Ano Santo da Misericórdia é uma feliz oportunidade para cada um de nós fazer a experiência de pedir e dar o perdão. O perdão é necessário porque todos pecamos e sofremos as consequências dos nossos pecados: afastamento de Deus, desarmonia interior e separação dos irmãos e irmãs. O pecado é a negação do amor, deixar de fazer o bem quando, no exercício da liberdade, escolhemos o mal. A experiência do pecado causa tristeza e dor na alma, prejudica os outros e o seu preço é a morte.

O remédio para curar a ferida que o pecado deixa em nós é o perdão. Cada um de nós precisa ser humilde para reconhecer que errou, que pecou, e manifestar arrependimento pedindo perdão a Deus e às pessoas que prejudicamos com o nosso pecado. É preciso, também, ser generoso para dar o perdão. Aceitar generosamente e com abertura de coração o pedido de perdão que os outros nos faz.  Perdoar é divino e é humano porque é um gesto, uma atitude de amor. Quem ama perdoa sempre. O Pai Eterno sempre perdoa porque Ele é amor e Seu amor é eterno. É comum encontrar pessoas que têm grande dificuldade para perdoar, dizerem que só Deus é que perdoa. Enganam-se! O perdão é também humano porque cada um de nós foi criado à imagem e semelhança de Deus no amor. O amor que tudo desculpa e que perdoa sempre, é que nos humaniza e revela que somos de Deus. Portanto, para um filho ou uma filha do Pai Eterno não há a possibilidade de não amar e de não perdoar quem quer que seja. Jesus ensinou a rezar para pedir e dar o perdão: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos aos nossos irmãos” (Lc 11,4; Mt 6,12). Na cruz, mesmo sofrendo as consequências do pecado de todos nós, Jesus pediu perdão por nós: “Pai, perdoa-lhes, não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Vamos olhar para a Cruz e contemplar o tanto que o Pai Eterno nos ama. Jesus crucificado é a prova máxima do amor que perdoa e que salva. Quem experimenta o amor de Deus e recebe a graça de ser perdoado, torna-se uma pessoa capaz de amar e de perdoar aos seus irmãos e irmãs: Deus é bom pra mim! Eu serei bom para os outros! (cf Mt 18,23-35). Jesus nos exorta: “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso; perdoai, e vos será perdoado” (Lc 6,36-37).

É urgente e necessário exercitar o coração e a mente para o amor e o bem. Cultivar a bondade, a generosidade e a humildade para vencer o orgulho, a vaidade e o desejo de ser grande. Dominar a vontade de possuir e de controlar tudo e todos. Assim é que podemos, vigilantes, evitar curtir os ressentimentos e as mágoas que ficam remoendo dentro de nós (cf. Tg 4,1-3.6-9; Rm 12,9-21).

O Papa Francisco ensina que “a credibilidade da Igreja – do cristão – passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. Sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se vivesse num deserto desolador. O perdão é uma força que ressuscita para a nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança” (Misericordiae Vultus, 10).

Vamos celebrar a misericórdia do Pai Eterno! Voltemos para Ele de todo o nosso coração e deixemos que Ele nos abrace com a graça do perdão. Recebamos do Pai misericordioso o beijo da paz e a veste da dignidade de filhos e filhas de Deus. Alegres e agradecidos celebremos a festa da comunhão no amor que nos une a todos. Enquanto temos tempo vamos pedir e dar o perdão. Reconciliar para viver e morrer em paz como quem não deve nada à bondade da vida, a não ser o amor aos irmãos e irmãs.

Pe. Fábio Bento da Costa, C.Ss.R.

Missionário Redentorista

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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h