Mês: dezembro 2016

A encarnação do Amor

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Às vezes, me pego pensando em como seria se Jesus voltasse hoje. Será que nós estaríamos preparados para receber Cristo em nossa casa, em nossa vida? Será que o nosso coração estaria preparado para acolher o Messias? Esse pensamento me veio à mente ao perceber que estamos nos aproximando do Natal, quando celebramos a vinda de Jesus – “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14) – e, em vários locais e situações, é possível observar que o verdadeiro sentido desta comemoração está distorcido.

O Natal é uma das festas mais importantes do calendário litúrgico. Neste período, nós, que somos filhos amados do Pai Eterno, recebemos Dele o chamado para que preparemos o nosso coração, a nossa vida, para a chegada de Seu Filho amado. É claro que é uma festa simbólica, pois Jesus nasceu há mais de dois mil anos, segundo o calendário civil. Mas, precisamos sim relembrar disso ano após ano, pois, para nós, cristãos, é momento de refletir sobre como é necessário abrir o nosso coração para receber Cristo em nossas vidas.

Por isso, esse período não pode se resumir ao consumismo desenfreado, em que as pessoas só pensam em comprar presentes, fazer uma grande festa, pratos especiais, roupas novas, decoração natalina, árvore repleta de presentes. Tudo isso é bonito, mas não devemos gastar toda nossa energia com esses elementos, porque as coisas materiais são vãs. Nada disso faz sentido, quando as pessoas, especialmente, as famílias, não vivem o verdadeiro amor.

De nada adianta ter tudo isso e estar brigado com o seu irmão, com raiva do seu primo, em pé de guerra com seus pais. Não é isso que o Pai Eterno quer de nós. Podemos, sim, enfeitar a nossa casa, para que ela fique bonita e com clima festivo. Mas, não podemos colocar nossa atenção nisso e deixar o nosso coração amargurado, cheio de rancor e vivendo em meio à discórdia.

Nesse contexto, as pessoas estão cada vez mais divididas entre o Evangelho da Fé e o evangelho do mercado, entre o belo-supérfluo dos presentes e o singelo-necessário do presépio. Na noite de Natal, vemos coros, com muito entusiasmo, entoando o som do ‘Jingle Bells’, mas a verdade é que as pessoas se esquecem do motivo que a torna uma verdadeira e plena ‘Noite Feliz’!

É preciso viver a verdadeira essência do Natal, que está em reconhecer a grandeza de um Deus que é Pai e que, por amor a nós, se fez carne, habitou entre nós, de maneira simples, humilde e singela. Veio como criança, pura, ingênua, precisando dos cuidados dos seus pais para que crescesse e se desenvolvesse. E é essa mesma criança que agora está pedindo, desejando, nascer em nossos corações. Por isso, devemos amar, cuidar e nos dedicar a acolher essa criança, que é o próprio Cristo, com muito amor, para que nossa casa seja abençoada e nossa vida seja restaurada.

O Menino Deus nasceu para todos e aquele que deposita a sua fé e esperança no Natal, de forma plena, é capaz de vivenciar esse momento de Amor, não somente nesse período natalino, mas, em todos os dias de sua vida. Jesus é simples e cheio de amor. Ele não quer algo extraordinário de nós, quer apenas que nós possamos dar seguimentos à Sua missão, seguindo os Seus ensinamentos e fazendo valer a Sua vinda gloriosa a este mundo.

E a forma de colocar esse amor em prática é mudando as nossas atitudes do dia a dia: evitando falar mal dos outros; aprendendo a utilizar o silêncio para não criar situações de desconforto e não magoar os nossos irmãos; sendo gentil com as pessoas à nossa volta, em casa, no trabalho e em todos os lugares onde que estiver; praticando boas ações. Enfim… existem inúmeras ações que podemos realizar para garantir que o Reino de Deus aconteça aqui na Terra. E é com fé e humildade que somos capazes de deixar que o Espírito Santo nos mostre o caminho certo a seguir.

Lembremo-nos de que somos iluminados pela vinda de Cristo Jesus: “Para os que habitavam na terra da escuridão uma luz começou a brilhar” (Is 9,1). Cristo feito homem esvaziou-se de Si mesmo, exceto de Sua condição Divina, para partilhar de nossas dores e pobreza. Conheceu na própria pele as feridas do sofrimento e da extrema pobreza, pois não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20).

Sigamos o exemplo de Jesus, façamos deste tempo, um momento oportuno para revisitarmos a nossa consagração, tentando descobrir aquilo que tem nos distanciado do anúncio do Reino de Deus, tão defendido por Jesus. Não deixemos que o Menino Deus fique ao relento de nossa vida consagrada. Façamos o possível e o impossível para que Ele possa ser generosamente acolhido na manjedoura de nosso coração.

Bom Tempo do Advento a todos e um Natal cheio de luzes e ações de graças!

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

Natal: a noite que nos ilumina

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Uma noite deu início a uma nova história. Era uma noite fria. O tempo previsto, completado. Maria estava prestes a dar a luz. As portas da cidade, fechadas. Não havia lugar dentro de casa. Maria e José encontraram então, um estábulo. E, ali nasceu o Sol da Justiça, que chegou trazendo ao mundo a Salvação para toda a humanidade.

Depois de tanto esperar, o Eterno chegou. O véu que separava o Antigo do Novo, Nele se rompeu. A toda criatura, o Criador redimiu. O silêncio que rondava o universo foi quebrado. A Boa Notícia, anunciada. Glórias, cantadas. Ao som de uma valsa celestial, a terra inteira dançou. Deus Menino chorou. O mundo inteiro sorriu. Os dois, de alegria.

Na noite venturosa que nasceu o Salvador, a esperança não se decepcionou. Contou com José. E, com Maria caminhou. Naquela noite, Deus permitiu-se ser revelado, conhecido, amado em seu Filho Jesus. Aquela noite escura tornou-se a noite mais iluminada de todas as noites. A promessa de Deus à humanidade, o fruto Redentor gerado do desejo profundo do seu coração, tornou-se realidade em Belém. Assim, “muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou por meio de seu Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também Ele criou o universo” (Hb 1,1-2).

Aquela noite foi o encontro entre Deus e o coração de quem Nele crê: “Numa noite escura, com anseios de amor toda inflamada, ó feliz ventura!, saí, nem fui notada, estando já minha casa adormecida. Na noite afortunada, em segredo, ninguém me via, eu não via nada, sem outra luz e guia senão a que no coração ardia. Esta me guiava, mais clara que a luz do meio dia, para onde me esperava quem eu bem conhecia e onde nenhum outro entrevia. Noite que me guiaste! Ó noite mais amável que a aurora, ó noite em que juntaste o Amado com a amada, a amada no Amado transformada!” (São João da Cruz).

Noite do silêncio gemido de uma jovem Mãe. Noite aflita do coração de um longevo Pai. Noite do choro radiante de uma Criança que ecoa pela primeira vez, e de uma vez por todas, e para sempre no Universo. Esta foi uma noite que iluminou corações e inspirou eternas canções…

Até aquela noite tudo parecia morto, sem vida, sem esperança. O povo vivia do profetismo, das promessas e das esperas pelo tempo de Deus. Ao raiar o Eterno Sol nascido daquela noite, tudo ganha vida e sentido novo. Então, naquela noite os ossos ressequidos aproximaram-se uns dos outros. Os nervos foram cobertos de carne e a pele recoberta. Dos quatro cantos do universo veio o Espírito de Deus e tudo reviveu (cf. Ez 37,7-8). Assim , esta foi a noite “da humildade do amor do Deus criador que não hesitou em se autolimitar para dar espaço à criatura fazendo-a livre, diante de si” (Forte)

Por causa desta noite tudo mudou. Quando as coisas parecerem incertas, os dias chuvosos, as noites escuras e as madrugadas frias, lembrem-se desta noite: “Faz escuro, já nem tanto. Faz escuro, mas eu canto porque o amanhã vai chegar” (Mello). A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz” (Rm 13,11-13). E, em perfeita harmonia, como o coro celeste daquela noite cantemos: “Fica conosco, Senhor! É tarde e a noite já vem! Fica conosco Senhor Somos teus seguidores também” (Pe. João Carlos).

Naquela noite, então chegou o Salvador, o Messias e Senhor. Salvador, porque traz libertação. Messias, porque traz o Espírito de Deus. Senhor, porque vence todos os obstáculos conduzindo a humanidade toda para dentro de uma nova história. Naquela mesma noite, nasceu um Deus Menino que cresceu, tornou-se grande. E, hoje bate à porta do nosso coração. Quem ouvir sua voz e a Ele a porta abrir, Ele entrará. E, juntos farão refeição (cf. Ap 3,20)!

Pe. Edinisio Pereira, Cssr

CONFUSÃO, MAS ESPERANÇA

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O cristão – aliás, toda pessoa – deveria ser esclarecido, consciente, responsável e decidido. Não alienado. Isso, para que seja capaz de assumir, livremente, sua missão neste mundo. – Estamos vivendo tempos difíceis, confusos. Difíceis e confusos, não só na política, e na economia, mas, principalmente na fé e na religião.

Há fortes sinais dos tempos: secularismo, laicismo, hedonismo, ganância, relativismo. – Secularismo é quando você não se interessa por participar do culto ou da eucaristia, nem mesmo para santificar o Domingo. Nem se interessa pela oração. Igreja, religião…? Disse-me um dia desses um jovem: “estamos em outra”.

Laicismo é quando se destroem ou se perdem valores cristãos na vida social. É quando se quer negar ao cristão a dignidade de ser fiel, também na política, aos princípios cristãos da justiça e da paz. Hedonismo é quando a SUA prioridade é o prazer, a droga, o sexo sem freios, a gula, a preguiça… Ganância é quando o seu tesouro, e todo o seu empenho, é posto nos bens, no dinheiro, no poder, e não no Reino, nem em Jesus Cristo.

Relativismo religioso é quando, para você, tanto faz ser católico ou de outra religião.É quando para você é a mesma coisa ter ou não ter uma religião. Ou quando lhe basta ter uma religião, sem, porém, praticá-la.

É mais ou menos assim o tempo presente!

E Jesus pergunta: “Por que não julgais por vós mesmos?” E eu pergunto: como é que você não se dá conta do que há por trás da rápida proliferação de tantas igrejas ou seitas? – E, no entanto, Jesus pediu: “Ó Pai, que teus filhos sejam Um, como Tu e Eu somos Um” (Jo 17,22).

Todos sabem da diminuição das vocações sacerdotais e religiosas. Sabem da diminuição do número de fiéis na igreja – não só católica, mas também de outras religiões. – Está havendo poucos casamentos religiosos, e muito mais separações e divórcios… – Há poucas crianças na Catequese; poucos jovens na igreja.

São estes alguns dos sinais do nosso tempo. Não são só negativos, mas, muito mais positivos, como, por exemplo, as substanciosas pregações do nosso querido Papa Francisco, bem como seus gestos de solidariedade e de misericórdia com crianças e refugiados, etc.

Vemos jovens e adultos sequiosos de Deus; famintos da Palavra de Deus… Vemos muitos cristãos permanecendo fiéis a Jesus Cristo e à Igreja, mesmo perseguidos e martirizados… Vemos um crescente respeito e uma maior união entre as igrejas…

O que nos diz a Palavra de Deus, através do Apóstolo São Paulo, em Efésios 4,1-6? – Sejam fiéis à vocação que receberam através da pregação, da catequese e do Batismo! – Sejam fiéis e perseverantes nesta sublime voação de filhos de Deus! – Sejam fiéis à vocação cristã; ao seguimento de Jesus! – Sejam fiéis à vocação e à graça de serem católicos, de serem membros desta Igreja, fundada por Jesus Cristo, sobre o alicerce dos Apóstolos!

São Paulo diz também: “Guardem a unidade do Espírito pelo vínculo da paz!” Paulo dá as razões para sermos fiéis e unidos:

É porque “há um só Corpo” – o Corpo Místico de Cristo  –  do qual somos todos membros, e no qual somos todos irmãos. – É porque “há um só Espírito e uma só esperança” – a esperança de sermos salvos no mesmo céu!

E Paulo continua: “Há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo, e um só Deus e Pai…, que permanece em todos!”. Toda divisão, separação… não são da vontade de Jesus!

Portanto, haja amor, união, perseverança na fé; e discernimento dos sinais do nosso tempo! – Com a luz do Espírito Santo e o auxílio da Mãe do Perpétuo Socorro!

Pe. Henrique Strehl, Cssr

Missas

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Missas: 7h, 10h e 17h30

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Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

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Domingo: 5h30

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Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quinta e sexta: 7h
Quarta: 9h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h