Natal: a noite que nos ilumina

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Uma noite deu início a uma nova história. Era uma noite fria. O tempo previsto, completado. Maria estava prestes a dar a luz. As portas da cidade, fechadas. Não havia lugar dentro de casa. Maria e José encontraram então, um estábulo. E, ali nasceu o Sol da Justiça, que chegou trazendo ao mundo a Salvação para toda a humanidade.

Depois de tanto esperar, o Eterno chegou. O véu que separava o Antigo do Novo, Nele se rompeu. A toda criatura, o Criador redimiu. O silêncio que rondava o universo foi quebrado. A Boa Notícia, anunciada. Glórias, cantadas. Ao som de uma valsa celestial, a terra inteira dançou. Deus Menino chorou. O mundo inteiro sorriu. Os dois, de alegria.

Na noite venturosa que nasceu o Salvador, a esperança não se decepcionou. Contou com José. E, com Maria caminhou. Naquela noite, Deus permitiu-se ser revelado, conhecido, amado em seu Filho Jesus. Aquela noite escura tornou-se a noite mais iluminada de todas as noites. A promessa de Deus à humanidade, o fruto Redentor gerado do desejo profundo do seu coração, tornou-se realidade em Belém. Assim, “muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou por meio de seu Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também Ele criou o universo” (Hb 1,1-2).

Aquela noite foi o encontro entre Deus e o coração de quem Nele crê: “Numa noite escura, com anseios de amor toda inflamada, ó feliz ventura!, saí, nem fui notada, estando já minha casa adormecida. Na noite afortunada, em segredo, ninguém me via, eu não via nada, sem outra luz e guia senão a que no coração ardia. Esta me guiava, mais clara que a luz do meio dia, para onde me esperava quem eu bem conhecia e onde nenhum outro entrevia. Noite que me guiaste! Ó noite mais amável que a aurora, ó noite em que juntaste o Amado com a amada, a amada no Amado transformada!” (São João da Cruz).

Noite do silêncio gemido de uma jovem Mãe. Noite aflita do coração de um longevo Pai. Noite do choro radiante de uma Criança que ecoa pela primeira vez, e de uma vez por todas, e para sempre no Universo. Esta foi uma noite que iluminou corações e inspirou eternas canções…

Até aquela noite tudo parecia morto, sem vida, sem esperança. O povo vivia do profetismo, das promessas e das esperas pelo tempo de Deus. Ao raiar o Eterno Sol nascido daquela noite, tudo ganha vida e sentido novo. Então, naquela noite os ossos ressequidos aproximaram-se uns dos outros. Os nervos foram cobertos de carne e a pele recoberta. Dos quatro cantos do universo veio o Espírito de Deus e tudo reviveu (cf. Ez 37,7-8). Assim , esta foi a noite “da humildade do amor do Deus criador que não hesitou em se autolimitar para dar espaço à criatura fazendo-a livre, diante de si” (Forte)

Por causa desta noite tudo mudou. Quando as coisas parecerem incertas, os dias chuvosos, as noites escuras e as madrugadas frias, lembrem-se desta noite: “Faz escuro, já nem tanto. Faz escuro, mas eu canto porque o amanhã vai chegar” (Mello). A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz” (Rm 13,11-13). E, em perfeita harmonia, como o coro celeste daquela noite cantemos: “Fica conosco, Senhor! É tarde e a noite já vem! Fica conosco Senhor Somos teus seguidores também” (Pe. João Carlos).

Naquela noite, então chegou o Salvador, o Messias e Senhor. Salvador, porque traz libertação. Messias, porque traz o Espírito de Deus. Senhor, porque vence todos os obstáculos conduzindo a humanidade toda para dentro de uma nova história. Naquela mesma noite, nasceu um Deus Menino que cresceu, tornou-se grande. E, hoje bate à porta do nosso coração. Quem ouvir sua voz e a Ele a porta abrir, Ele entrará. E, juntos farão refeição (cf. Ap 3,20)!

Pe. Edinisio Pereira, Cssr

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