Dia: 2 de Março de 2017

Equilíbrio físico e espiritual

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Em fevereiro, dia 11, a Igreja celebra a Virgem Santíssima sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Neste mesmo dia, é também o Dia Mundial do Enfermo. Quando rezamos por alguém que precisa de saúde, não podemos nos limitar somente a pensar naqueles que possuem doenças no corpo, precisamos também pedir por aquelas pessoas que necessitam da saúde na alma.

Resumindo, estou falando do equilíbrio físico e do equilíbrio espiritual. Duas coisas fundamentais para que consigamos ter uma vida tranquila, feliz e saudável. Isso, porque um está ligado ao outro. Ou seja, quando estamos doentes no corpo, ficamos tristes, abatidos. Existem vários casos de pessoas que, quando ficam doentes fisicamente, tendem a ficar pessimistas, depressivas.

Não é por acaso que o Dia Mundial do Enfermo é no mesmo dia em que celebramos a memória de Nossa Senhora de Lourdes. Ela é a padroeira dos enfermos. Conta a história que, em 1858, em uma tarde muito úmida e muito fria, no interior da França, Nossa Senhora fez uma visita agraciada a uma menina muito humilde, frágil e pura, chamada Bernadette Soubirous.

A menina saiu com uma irmã e uma amiga para procurar lenha, gravetos para aquecer o lar, que era um costume muito frequente na Europa, naquele período. Elas estavam em um local um pouco afastado da cidade e Bernadette foi atraída por uma luz saindo de uma gruta. Foi então que ela viu uma linda mulher de branco, com uma faixa azul e um terço na mão. E esta mulher linda e admirável convidava à oração. A jovem começou a rezar e quando terminou a oração, a senhora desapareceu. Bernadette ficou cheia do Espírito Santo e muito feliz com aquele acontecimento que encheu seu coração de paz, amor e esperança.

As aparições foram se repetindo nos dias seguintes, até que em um dos momentos a Virgem pediu à menina que cavasse o chão da gruta e naquele exato local, brotou uma fonte que jorra águas abençoadas até os dias de hoje. A própria Bernadette, que era uma jovem doente, foi curada ali. São milhões de peregrinos que visitam Lourdes todos os anos em busca de bênçãos, curas e verdadeiros milagres. Ali é um marco do amor do Divino Pai eterno, por intermédio de Maria Santíssima.

Além das curas, que deram a Nossa Senhora de Lourdes o título de padroeira dos enfermos, a mensagem trazida ao mundo, por meio da visita a Bernadette, consistia, principalmente, no convite à conversão e à oração do terço. Outro ponto fundamental da aparição no interior da França foi quando a Virgem se identificou como a Imaculada Conceição, o que se tornou motivo da confirmação desse dogma que havia sido proclamado quatro anos antes pela Igreja.

Nossa senhora é a Imaculada Conceição e, por meio de sua santa intercessão ao Divino Pai Eterno, conseguimos alcançar graças infinitas em nossas vidas. Devemos ter uma certeza: sem Deus, nada somos. Por isso, meu irmão, minha irmão, busque viver em uma comunhão com Deus. Saiba que nós não somos merecedores da graça de Deus e, mesmo assim, Ele nos concede e nos permite viver como verdadeiros abençoados, verdadeiros miraculados, como pessoas que são libertas de todos os males que possam vir a nos atingir.

Muitos são os que estão distantes, não participam, não rezam e não buscam a Deus. Busquemos o Senhor, porque nosso tempo é curto neste mundo e nós dependemos de Deus para sermos verdadeiros filhos amados, verdadeiros cristãos neste mundo, e não somente criaturas que caminham sobre a terra.

Peçamos, então, a intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos, por todas aquelas pessoas que estão doentes, debilitadas na saúde do corpo, para que tenham a capacidade levantar a cabeça diante das cruzes que carrega. Rezemos também por aqueles que necessitam da saúde da alma, pedindo ao Senhor que dê força e ânimo aos corações decaídos, às pessoas com depressão, para que não se sintam acabados, nem fracassados por causa de problemas em suas vidas.

Que, pela nossa fé e oração, o Senhor possa nos reerguer para que possamos caminhar na alegria de estar em Sua presença. Que nós sejamos pessoas saudáveis no corpo e na alma e que o Senhor coloque Sua mão misericordiosa sobre todos os que sofrem, para que alcancem aquilo que necessitam. Amém!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

 

A Solidariedade

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Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança no amor, Deus o constituiu portador de direitos, deveres e liberdades que lhe asseguram uma vida livre, digna, justa, solidária, fraterna e feliz. Criou também todas as coisas e as disponibilizou gratuitamente a todos.

No início tudo era de todos. E, todos tinham acesso a tudo. Além do mais, tudo o que dispunham para a sobrevivência era partilhado em direitos iguais de acordo com a necessidade de cada um. Com o passar dos tempos, o ser humano desenvolveu o sentimento de posse: “isto é meu”. Com a apropriação do bem comum gerou, como consequência deste princípio, a desigualdade social. Situação que coloca alguns em condição de privilégio em detrimento a outros.

Imbuída, mesmo que implicitamente do espírito cristão, no dia 10 de dezembro de 1948, foi assinada a Resolução nº 217, da Assembleia Geral das Nações Unidas. O Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos declara: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. Uma tentativa de corrigir a humanidade dessa grande injustiça social criada ao longo do seu caminhar existencial.

A Igreja por sua vez, consciente desta realidade, tocada pelos ensinamentos, atitudes e ações de Jesus, sempre se mostrou atenta, preocupada e solidária com as necessidades mais urgentes da humanidade e com as desigualdades advindas da apropriação indevida dos bens comuns. E denuncia: ” Há iníquas desigualdades econômicas e sociais, que ferem milhões de seres humanos; elas estão em contradição aberta com o Evangelho, são contrárias à justiça, à dignidade das pessoas e à paz (CIC nº. 413). Assim, estimula a todos a desenvolverem ações que visam manifestar a solidariedade como uma exigência da fraternidade cristã.

Ao encarnar-se no seio da humanidade Jesus fez sua opção preferencial pelos pobres e abandonados. Tudo o que Jesus expressa em sua mensagem reflete claramente o amor bondoso e misericordioso do Pai Eterno para com cada um de nós. Movida pelo Espírito de Jesus, a Igreja Católica seguiu este mesmo exemplo. Ou seja, se fez pobre para os pobres buscando socorrê-los em todas as suas necessidades.

O Papa Francisco diz que: “para a Igreja a opção pelos pobres é mais uma categoria teológica que cultural, sociológica, política ou filosófica”. A esperança é deles, “pois sufocados no seu anseio pelos valores que a sociedade injusta rejeita, esses pobres estão profundamente convictos de que eles têm necessidade de Deus, pois só com Deus esses valores podem vigorar, surgindo assim uma nova sociedade”, Bíblia Pastoral.

Desprovida da compreensão e sentimentos cristãos a solidariedade restringe-se a um mero assistencialismo social. Quem busca ser solidário com os mais necessitados, assume na própria vida o esvaziamento interior que Jesus nos deixou como exemplo de vida inteiramente doada em favor da remissão de todos os seres humanos.

Quem é cheio de si mesmo não abre espaço para Deus em sua vida nem para seus irmãos e irmãs fugindo da lógica proposta pelas Bem-aventuranças de Jesus (Mt 5, 1-12). Pagola diz que: “quem escuta o coração de Deus começa a privilegiar em sua vida os mais necessitados”.

O que vem a ser, então a solidariedade? O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa a define como: “qualidade do que é solidário, dependência mútua, reciprocidade de obrigações e interesses”. São João Paulo II aprofunda esse conceito em sua encíclica Solicitudo Rei Socialis (38), afirmando que: “a solidariedade não é um sentimento de compaixão vago ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos”. Ou seja, um forte apelo a que voltemos urgentemente às nossas origens.

Pe. Edinisio Pereira 

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

Ano Vocacional Mariano

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O Regional Centro Oeste da CNBB esta celebrando no ano de 2017, o Ano Vocacional Mariano, que foi assumido desde a XIX Assembleia do Povo de Deus, realizado em setembro de 2015, onde iluminados pelas cinco urgências nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil se viu a necessidade de ressaltar o aspecto Vocacional, tendo como inspiração a figura de Maria, mãe e rainha da Igreja e das vocações.

A Pastoral Vocacional tem uma forte dimensão mariana que não se resume em apresentar a jovem Virgem de Nazaré como modelo de vocação, mas sobretudo porque ela nos inspira na realização desta missão. Maria é o melhor referencial para o serviço vocacional que desenvolvemos nas comunidades.

A jovem vocacionada de Nazaré é símbolo da humanidade chamada à comunhão com Deus, mediante a abertura ao Espírito que produz vida e ilumina o caminho dos vocacionados. E ainda, com Maria, também aprendemos que o chamado vocacional implica uma missão. Símbolo da Igreja em saída, Maria se coloca a serviço de quem mais necessita. Se faz preciso um serviço evangelizador e vocacional aberto a outras realidades, vocações e ministérios na Igreja.

O Ano Vocacional Mariano é um momento propício para intensificar a oração pelas vocações e convocar nossas comunidades para que juntas promovam a cultura vocacional. Como nos pede o Documento de Aparecida em seu número 314: “É necessário intensificar de diversas maneiras a oração pelas vocações, com a qual também se contribui para criar maior sensibilidade e receptividade diante do chamado do Senhor; assim como promover e coordenar diversas iniciativas vocacionais”. Como momento comum teremos a Jornada Vocacional Regional, que acontecerá em Brasília nos dias 06 e 07 de maio, com a presença de todas as (Arqui)Dioceses de nosso regional e pastorais, onde todo o povo de Deus é convidado para juntos louvar a Deus pelas vocações e pedir que envie mais santas vocações ao nosso regional.

Apresentamos, para a vivência do Ano Vocacional Mariano, algumas sugestões, que podem ser promovidas pelas comunidades, paroquias e grupos:

– Desenvolver reflexões sobre o papel de Maria na Igreja, ressaltando uma correta devoção mariana;

– Em comunhão com a Igreja no Brasil, celebrar o jubileu de 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida;

– Aproveitar os momentos e encontros já existentes para se meditar sobre o Ano Vocacional Mariano;

– Incentivar e colaborar para que todas as pastorais, movimentos e arqui(dioceses) do nosso regional estejam representadas na Jornada Regional da Pastoral Vocacional, em Brasília, dia 06 e 07 de maio de 2017;

– Valorizar, no nível diocesano e paroquial, o Dia Mundial de Oração pelas vocações que será no dia 07 de maio de 2017;

– Aproveitar para promover a Oração pelas vocações;

– Na medida do possível, utilizar o tema vocacional Mariano nas formações e celebrações;

– Incentivar a oração oficial do Ano Vocacional Mariano nas comunidades, paróquias, pastorais e grupos eclesiais;

Enfim, é preciso fazer com que este nosso Ano Vocacional Mariano seja vivido em cada realidade particular, ressaltando assim, nossa comunhão regional. E que não seja apenas mais um tema de pastoral, mas sim um espírito que anima toda as ações e pastorais. Reconhecendo assim, que Maria leva Deus a cada um dos vocacionados, que somos todos nós e nos eleva até o autor da nossa vocação.

 

Pe. Elias Aparecido da Silva

Diocese de Uruaçu – GO

Coordenador Regional e
Nacional da Pastoral Vocacional – CNBB

 

 

 

Missas

De segunda a sexta

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Missas: 7h, 10h e 17h30

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Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h