Mês: Abril 2017

“Acreditam na vida antes da morte?”

Comentários: 0

Muito desconcertante a pergunta, não? José Tolentino Mendonça (presbítero, poeta e teólogo), em seu livro: “Nenhum caminho será longo – para uma teologia da amizade”, relata ter sentido “um baque” ao vê-la “grafitada num muro”. Ao ler tal pergunta, confesso não ter entendido muita coisa também. Instigado, quis aprofundar em sua compreensão uma vez que o autor pouco discorre sobre ela. Terá sido escrita por algum ateu cujo objetivo principal era opor-se ao cristianismo que acredita na Ressurreição e na Vida Eterna, ou afirmar que existe vida somente neste mundo?

Depois de muito refletir sobre o assunto, aplicando à pergunta um sentido cristão, cheguei à conclusão de que é tão bom quanto necessário crer na vida antes de morte. Com o objetivo de ouvir outras opiniões, fiz a mesma pergunta a várias pessoas. Algumas ficaram surpresas. Outras, em silêncio. Apenas o Seu. Vivaldino de Souza Canêdo, num sorriso largo, quase que sem pensar disse-me: “Claro que sim. Senão eu não plantava, eu não criava o meu gado, eu não tinha construído uma família”. E, finaliza: “É muito bom acreditar na vida após a morte, mas eu tenho que acreditar na vida também enquanto estou vivo senão eu não faço nada e fico parado só aguardando o meu dia de morrer”. Verdade, pois “quem não quer trabalhar, não coma” (2Ts 3,10a).

Nossa fé nos leva a crer que a vida é um grande dom recebido de Deus através do qual tudo foi criado por iniciativa d’Ele e tudo converge-se para Ele na pessoa de seu Filho Jesus com quem precisamos urgentemente aprender a viver. Pagola acentua que “a vida de um cristão começa a mudar no dia em que descobre que Jesus é alguém que pode ensiná-lo a viver”. Sendo assim, desde o primeiro milagre nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11), à ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45) e sua entrega no alto da Cruz (Mt 27, 45-55), Jesus nos mostra claramente que tudo fez para devolver a vida à pessoa humana ferida em sua condição frágil, limitada e pecadora.

Deus criou a vida antes da morte. Ela, a morte, só entrou no mundo após a desobediência (o pecado) de Adão e Eva. E, quando tudo parecia perdido, enviou Seu Filho Jesus ao mundo para dar vida nova a quem estava morto, pois “assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho do Homem também dá a vida a quem Ele quer dar” (Jo 5,21). A mãe que espera o nascimento do seu filhinho, o semeador que sai pelos campos a semear, a professora a ensinar, o pai a amar, instruir e educar, o médico a tratar o paciente, o pregador a espalhar a Boa Notícia de Jesus… São apenas alguns exemplos de pessoas que acreditam na vida antes de morte.

O Pai Eterno não se cansa de nos chamar à construção de um mundo novo pautado nas coisas simples, puras, verdadeiras e despojadas de quaisquer interesses que não sejam os de sua própria vontade. Para realizar essa vontade de Deus em nossa vida é preciso crer e aprender a amar na liberdade que Cristo nos propõe, à qual é antes de tudo, a libertação da cegueira espiritual. Desde já possuímos a vida eterna. No entanto, não haverá vida futura caso ela não seja bem construída no tempo presente como consequência das boas ações solidárias que realizamos em favor dos irmãos e irmãs menos favorecidos através dos carismas, talentos e dons recebidos de Deus (Mt 25, 14-30).

O amor é a base de tudo. Ele nos faz livres e felizes. Quem acredita na vida faz as coisas acontecerem. Água de chuva que cai do céu e escorre veloz sobre a calçada não pode molhar a terra. Vida que não se permite renascer a todo o momento permanece apenas em seu estado potencial de vida sem nunca vir a ser. Jesus veio ao mundo para reconduzir de volta ao aconchego paterno àqueles que perderam o sentido de viver e estando no mundo vivem como se não vivessem: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10a).

A condição básica, então, para alcançar a Vida Eterna (a Páscoa e Ressurreição de Jesus) antes mesmo de morrer? Mendonça diz que, “alarga infinitamente acreditar que há vida depois da morte. Porém, se eu, por algum motivo, desistir de confiar que existe vida (isto é, possibilidade de vida verdadeira) antes da minha morte, tudo fica estranho, escuro e perdido”. O caminho é aprender a viver com “Jesus, o Mestre do gratuito”. Segundo ele, o “ato gratuito” que Jesus nos ensina com sua morte de Cruz “é um gesto que nos salva e subtrai-nos à ditadura das finalidades que acabam por desviar-nos de um viver autêntico e nos faz mergulhar no Ser que nos dá acesso à polifonia da vida, na sua variedade, nos seus contrastes, na sua realidade densa, na sua inteireza”!

Pe. Edinisio Pereira 

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Ressuscitou, aleluia!

Comentários: 0

A ressurreição de Cristo trouxe algo novo ao mundo. A partir deste acontecimento podemos dizer com sinceridade que para Deus nada é impossível, pois até na morte Ele deu jeito. O homem encontra neste acontecimento a “esperança” necessária para nunca desistir e sempre seguir em frente.

Alguns exemplos humanos, como diz Raniero Cantalamessa, podem nos ajudar. Uma pessoa passa por uma doença grave ou o temor de ter uma doença grave. Depois dos exames lhe é revelado que os temores são infundados e imediatamente ela retoma o seu trabalho e a vida quotidiana. E dizemos: ressuscitou! Um político, um atleta, sofre uma derrota desconcertante. Todos o dão por acabado. Mas eis que volta e com uma vitória estrondeante. E dizemos também dele: ressuscitou!

Cada uma dessas situações humanas nos ajuda a entender alguma coisa da ressurreição de Cristo. Seja o retorno à vida, a vitória sobre os inimigos, o triunfo do amor, mas sabemos que a ressurreição de Jesus é infinitamente mais do que tudo isso. E se existem tantas pequenas ressurreições na vida – e também na nossa –, é porque temos a ressurreição de Cristo. Essa é a causa de todas as ressurreições.

Maria Madalena quando viu o túmulo de Jesus vazio tinham pensado que alguém o roubara. Não lhe veio na mente que Ele poderia ter ressuscitado (cf. Jo 20,13). Quando os discípulos de Emaús desciam de Jerusalém para Jericó, eles estavam decepcionados, pois esperavam que Ele fosse restaurar Israel, mas já era o terceiro dia que tudo aquilo acontecera. Estavam decepcionados, desiludidos e desanimados (cf. Lc 24,21). Voltavam para casa para esquecer tudo o que acontecera. Mas, quando João, o discípulo amado, entrou no túmulo vazio diz a escritura que ele viu e creu (cf. Jo 20,8). Viu e creu porque o amava. Porque caminhou perto do Senhor por todo o tempo e Deus lhe deu o dom de acreditar. Lembremos que ele permaneceu aos pés da cruz do Senhor no momento da crucificação.

A ressurreição de Cristo nos chama a caminhar com Ele na nossa vida quotidiana, na oração pessoal e comunitária, na vivência dos sacramentos, na plena comunhão com Ele, pois se com Ele morremos com Ele também ressuscitaremos (cf. Rm 6,8). João era muito próximo do Senhor e bastou um pequeno sinal para ele entender que estava se realizando tudo quanto o Senhor havia anunciado. Ele viu e creu. Os outros encontraram outras respostas, todas erradas. João encontrou a resposta certa.

É uma exortação a caminharmos unidos ao Senhor na oração, pois é Ele quem nos dá a graça de, nas pequenas coisas, encontrar grandes respostas. Os outros viam sinal de desaparecimento, de roubo, de desânimo e de morte. Ele viu sinal da esperança e de vida. Algo novo brotou no seu coração e ninguém mais tirou isso dele. Que a ressurreição de Cristo neste ano de 2017 aumente em nós também a certeza, para que nas pequenas coisas do dia a dia saibamos ver sinais de ressurreição. E que digamos sempre e juntos: “Cristo Ressuscitou! Aleluia, aleluia!”

Feliz Ressurreição a você.

Pe. Dilmo Franco de Campos

Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney e Seminário Propedêutico Santa Cruz

 

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h