Dia: agosto 10, 2017

Vocação: um chamado de Deus

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A iniciativa de toda e qualquer vocação para o bem vem do querer e do desejo de Deus. Essa iniciativa põe a pessoa humana em contínua comunhão de amor para com Ele. Foi o próprio Deus quem criou a cada um de nós. Por isso, não nos criou para a morte, mas para a vida. Portanto, cuidar da vida em todas as suas dimensões é nossa maior, primeira e principal missão neste mundo.

A raiz, a origem de nossa vocação vem do próprio Deus. Nenhum de nós pediu para nascer. Por amor, Ele livremente sonhou com cada um de nós. E, nos criou à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem e a mulher à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27). Somos imagem de Deus porque fomos criados para o amor, para viver a caridade e “a bondade que é o amor de Deus em ação”. A vida é um dom de Deus. Como dom de amor gratuito que vem de Deus: a vida é uma bela poesia divina.

Deus é também um eterno vocacionado. Sua vocação é amar, criar e servir. Quando o invocamos em nossas necessidades, por amor a nós, Ele se torna servidor e criador ao mesmo tempo. Ou seja, Ele nos atende em todas as nossas necessidades nos fazendo novas criaturas, redimidas, curadas, salvas. Então, podemos entender a vocação como dom de Deus, é um serviço, um chamado. Uma proposta que Ele nos faz para uma missão. E a primeira de todas elas é sermos seus filhos e filhas adotivos no amor, através de seu Filho Jesus.

Ao descobrir qual missão Deus tem para nós é preciso dar uma resposta. Para responder ao chamado de Deus no seguimento a Jesus de Nazaré, o Cristo Ressuscitado, é preciso coragem. Quem se propõe a servir a Deus deve estar disponível, sem reservas e assumir as conseqüências advindas da opção feita.  Quando Deus chama, chama pra valer, pois “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.” (Lc 9,62).

Responder ao chamado que Deus faz a cada um de nós, exige ainda, de nossa parte um voto de confiança, amor e fé. É preciso confiar na proteção e na providência divina. Ter muito amor no coração. Amar uma causa e defendê-la com todas as forças. Até com a própria vida, se preciso for. Pois, só dá a vida por uma causa, quem acredita que ela pode favorecer um mundo melhor, mais justo, humano e fraterno.

O absurdo e a graça convivem na pessoa chamada. Por nossas próprias forças somos frágeis e limitados. Incapazes até para tomar grandes decisões. Somente à luz do Espírito Santo é que somos fortes o suficiente para dar uma resposta de fé ao chamado que Deus nos faz. “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22,14). Contudo, o homem e a mulher são chamados para crescer como pessoa humana em todas as dimensões da vida: consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com Deus.

Ao nos criar livres, como homem e mulher, Deus espera de nós uma resposta nossa na mesma liberdade com a qual nos criou. Mas, podemos aceitar ou recusar o chamado que Ele nos faz. Por desconhecimento dela, dúvidas, medo ou insegurança. Os exemplos de Abraão, Sara, Moisés, Elias, José, Maria, Jesus, Madre Teresa de Calcutá, Santo Afonso, nossos pais, nos ajuda a superar as resistências, os medos e os fracassos de nossa vocação e missão.

O maior e mais belo exemplo de vocação livre, amorosa e humilde que o mundo já conheceu foi a de Jesus. Ele veio ao mundo com uma missão especial: tornar o amor misericordioso de Deus conhecido e amado por todos. E, salvar a humanidade inteira de sua condição de pecado e morte. Inicialmente escolheu doze para estar com ele. Depois, setenta e dois. E, outros mais para tornar concreto o Reino de Deus já aqui nesta terra.

Seguir a Cristo implica em renúncias e entrega de vida sem, contudo deixar de ser quem somos. Participar dos fatos e acontecimentos da vida nos faz perceber a realidade ao nosso redor. Por essa razão, quem se propõe a seguir Jesus de Nazaré, o Cristo Ressuscitado torna-se sensível às necessidades dos irmãos e irmãs. Sobretudo, dos pobres e abandonados, os preferidos de Deus e amados de Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Missionários Redentoristas.

Podemos entender, então, que a primeira vocação do ser humano é existir, amar e ser feliz. Que a vocação é pessoal e intransferível. E, que ela é, antes de tudo, uma iniciativa amorosa de Deus para conosco. Isto significa dizer que vocação é uma convocação da Trindade Santíssima para a vida em comunhão e participação. É assumir a dignidade de filho de Deus no seguimento a Jesus de Nazaré como membro da Igreja, encarnando sua vida à Palavra e celebrando os mistérios de Cristo dando testemunho de vida e de fé!

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

 

 

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