Mês: setembro 2017

Mais exemplos, menos palavras

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Testemunhar a fé, na transparência e com honestidade, é uma das consequências diretas de quem busca viver a Palavra de Deus. Palavra que cura as feridas de nossa alma, não raras vezes provocadas pelo acúmulo de mágoas e ressentimentos. Palavra que enxerga a extensão e a profundidade dos machucados impostos pelos sofrimentos da vida. Palavra que transforma a dureza do coração humano em gestos simples de bondade, mansidão e ternura. Palavra que ilumina os nossos passos e direciona os nossos caminhos na estrada do bem (Cf. Sl 119,105). Palavra bendita que merece ser guardada na vida de cada um e colocada em prática com verdade e autenticidade (Cf. Sl 119,11).

Quem sabe, em uma visita por nossa casa, lá encontraremos as Sagradas Escrituras, logo ao lado da cabeceira de nossa cama. Eventualmente, também poderemos vê-las na estante da sala, junto de outros bonitos enfeites. Ao percorrermos as Comunidades que frequentamos, principalmente no mês da Bíblia, é possível achar muitas procissões, carregando as Escrituras por entre as mãos, de acordo com o respeito que lhe é devido. Como é significativo perceber o lugar especial que a Palavra de Deus ocupa em nossos arredores.

Mas, antes de contemplá-la externamente, é fundamental acolhê-la interiormente, por meio de atitudes sensatas, capazes de afirmar que essa Palavra é viva porque transforma a insensatez do coração humano, santificando vidas, outrora dominadas pelo pecado. Não basta à Escritura ser reconhecida por aquilo que ela é, de fato, enquanto Palavra de Deus. Mesmo que não a reconheçamos Ela continua sendo divina. Ainda assim, é preciso também vê-la atuando, a partir dos frutos que produz na caminhada de cada um de nós. Nossos comportamentos devem dar fé de que essa Palavra não é vã, pois faz sentido a nós.

A Palavra de Deus solicita a verdade daqueles que a reverenciam. Nesse sentido, acolhê-la em procissões honrosas é algo de muito bonito, ainda mais quando preparadas pela comunidade dos fiéis. Mesmo assim, é preciso venerá-la com a própria vida, no dia a dia, mediante comportamentos renovados que testemunhem a importância da esperança cristã. É fundamental, se quisermos testemunhar a fé, amar quem não merece ser amado, perdoar com a grandeza de coração, deixar de falar mal quando não se pode falar bem, romper com o ciclo vicioso e prejudicial da intriga; sendo mais pacientes e generosos com os demais. Tenhamos em conta a nossa responsabilidade diante das Escrituras: “Sejam praticantes da Palavra e não apenas meros ouvintes, iludindo a si mesmos” (Tiago 1,22).

Uma fé que se traduz na verdade. Eis o que nos pede a Palavra de Deus. Verdade essa que nos requer harmonia entre o dito e o praticado. Verdade essa que nos motiva a viver segundo a vontade do Pai Eterno, sem meios termos. Verdade essa que se verifica na fidelidade para conosco e para com os outros. Enfim, verdade que nos ensina a abandonar o caminho da mentira, deixando de lado a enganação e a ilusão. É Deus mesmo quem nos concede a promessa: “Se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos; conhecerão a verdade e a verdade libertará vocês” (João 8,32). Todo discipulado e toda devoção clama pela verdade. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17,17).

Palavra vivida e transmitida de geração em geração. Só depois disso, escrita e confiada por herança. As Escrituras dão o testemunho legítimo de que Deus veio ao nosso encontro e não descansará até que a Palavra realize a sua missão. “Ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei” (Is 55,11). O Deus bíblico nos visitou, não para se ajustar a nós, mas para que nos ajustemos a Ele, conforme a sua bondosa vontade. Um Pai que se aproxima, nos fala ao coração (Cf. Os 2,16) e pede sem cessar: evangelizem (Cf. Mc 16,15). Se me for possível inferir ao texto bíblico que seja então: ‘evangelizem mais com a vida e menos com as palavras’. Um abençoado mês da Bíblia a todos!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

 

 

 

 

 

Ser Missionário, o distintivo do redentorista

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Nós, missionários redentoristas, filhos de Santo Afonso Maria de Ligório, desenvolvemos na Igreja um papel fundamental que nos diferencia dos outros grupos e ordens religiosas: “Continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, pregando aos pobres a Palavra de Deus” (const. 1). A partir da profissão religiosa que emitimos na Congregação, assumimos o mandato de Jesus Cristo do anúncio da copiosa redenção de maneira livre e totalmente comprometida. Neste mês missionário, gostaria de lhes apresentar três características fundamentais da missão que desempenhamos em nossa atuação pastoral. A base do ser redentorista está ligada ao dinamismo missionário, o qual nos comprometemos a realizar.

Neste sentido, todo redentorista deve realizar a missão de Cristo Redentor. Chamados por Cristo para o anúncio do Evangelho, temos a obrigação de continuar a missão que o próprio Cristo começou. Participamos do mandato de Deus Pai e impulsionados pela força do Espírito, buscamos realizar uma ação pastoral nas diversas realidades que nos são confiadas em todo o mundo. O fundamento da atividade missionária é a vontade de Deus em “salvar todos os seres humanos e levá-los ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

Ser sinal e testemunho de Cristo: Vivemos em uma sociedade marcada pela desigualdade social, onde o consumismo e o materialismo imperam de modo a transgredir a pessoa humana em sua dignidade. Ser sinal é optar por não aceitar o que nos é imposto, é viver na contramão do mundo. O testemunho está ligado com a busca de uma vida de acordo com os princípios de nossa fé. Temos como exemplo os primeiros cristãos, os apóstolos, os santos, que ofereceram grande testemunho de fé e que hoje a Igreja os confirma no caminho que percorreram para a propagação e edificação da evangelização.

Realizar a missão unificadora de toda a vida: O mandato que recebemos é realizado ao longo de toda uma história. A profissão religiosa que emitimos nos compromete a uma vida reservada para o trabalho nos diversos campos missionários. Temos a obrigação de promover a unidade dos diversos carismas, congregando-os no corpo místico de Cristo, que é a Igreja. Nossos santos redentoristas, percorreram de modo confiante e seguro este projeto de escuta da Palavra e de vivência da caridade. A opção preferencial pelos pobres, que fazemos nos diversos trabalhos, dizem aquilo que nos foi ensinado pelo próprio Cristo: “Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9,12).

O distintivo do redentorista é a missão. Porém, é preciso sempre ressaltar que na Igreja, todo cristão tem a obrigação, a partir do batismo de exercer o mandato missionário. Seja através do testemunho de vida, seja através da pregação ou outros meios eficazes de se trabalhar. Vivemos aqui na terra a esperança daquilo que acreditamos e buscamos a cada dia, estar mais próximos do céu. Nossa ação missionária não tem fim em si mesma, é a tentativa de realizar a semeadura, como o próprio Cristo nos relata na parábola do semeador (Mt 13,3). Os missionários devem perseverar no testemunho de Jesus Cristo com paciência, prudência, grande confiança, caridade e amor.

Ir. Michael Dourado Goulart, C.Ss.R

 

 

Missas

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