Mês: Janeiro 2018

Epifania do Senhor

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Quando nós finalizamos a oitava de Natal, celebramos a grande Festa da Epifania do Senhor. Em sua etimologia, é uma palavra que vem do grego Epiphaneia e do latim Epiphania. Segundo o dicionário Michaelis, quer dizer “festa litúrgica dos cristãos, que comemora a apresentação de Jesus Cristo à humanidade, representada pela visita dos reis magos no décimo segundo dia após o Natal manifestação”. E é exatamente esse o sentido para nós, cristãos católicos.

O Pai Eterno manifestou-se ao Seu povo, se fez presente em nossas vidas. A Festa da Epifania do Senhor vem nos lembrar que Ele cumpriu Suas promessas e realizou a Sua obra de salvação, plenificando-a e tornando realidade tudo aquilo que foi predito pelos profetas. Essa verdade se tornou visível, palpável, a partir do momento em que Deus veio ao nosso encontro e se revelou às nações.

O Senhor se manifestou de uma maneira extraordinária em nossas vidas, muitas vezes, de modos que nós não podemos entender. E a cada ano, durante a celebração de Natal, a Igreja Católica nos traz a cena do presépio. Jesus em uma manjedoura, na simplicidade e na humildade, onde Ele foi adorado por representantes de povos do oriente.

No presépio, estavam os reis e os pastores, além de José, Maria e ainda os animais daquele estábulo. Todos adoravam a Deus que ali se manifestou, se fez homem para vir ao mundo trazer o amor verdadeiro e a salvação. A solenidade da Epifania do Senhor representa isso, esse Deus que chega em nossas vidas, trazendo esperança de um mundo novo, de paz, amor e fraternidade. Mais que isso, Ele vem e se faz encontrar por todos os povos, todos os homens de bem que acreditam Nele e O acolhem em suas vidas e em seus corações.

Mas, não foi esse o primeiro local em que os reis buscaram pelo Menino Deus. (cf. Mt 2,13).  “Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a Sua estrela no oriente e viemos adorá-Lo” (Mt 2,1-2). Nesse contexto do nascimento de Jesus, a Bíblia nos traz também a figura de Herodes, um homem perverso que acolhe os reis, com a má intenção de encontrar Jesus para matá-Lo.

E foi a Herodes que, inocentemente, os reis perguntaram pelo Senhor dizendo que queriam adorá-Lo. Contaram-lhe sobre a estrela, que deu a eles a certeza de que a profecia estava se cumprindo. Herodes se sentiu ameaçado e, de forma articulada, os recebeu bem e pediu que eles indicassem exatamente onde estava esse Rei para que ele próprio pudesse também adorá-Lo.

Herodes simboliza todo o mal deste mundo de trevas, um mundo egoísta, que nega a presença do Senhor e faz tudo o que for possível para ignorá-Lo e até mesmo destruí-Lo. Seu coração estava cheio de maldade e ambição, portanto, sua única preocupação era a de ser derrubado e perder o seu poder.

Porém, Jesus não é e nunca foi esse rei da visão humana. Seu reinado vai muito além da nossa forma racional de entender. Ele não veio com cetro, nem coroa, nem riqueza. Mas, sim, na simplicidade, na pobreza e total despojamento. Na própria Palavra de Deus vemos que nem mesmo aqueles que acreditavam no Senhor, tiveram um coração aberto para acolhê-Lo e permitir que Ele nascesse em um lugar especial e digno de toda Sua majestade.

Essa, no entanto, foi a vontade de Deus. O Altíssimo, o Patrono do universo, o Criador do Céu e da Terra, nos enviou Seu próprio Filho para nascer na simplicidade com o objetivo de nos mostrar que se nós queremos que o Senhor se manifeste em nossa vida, devemos ter humildade, bondade, caridade, misericórdia. Devemos acolher a Palavra do Senhor para que tenhamos nossas vidas transformadas e sejamos pessoas diferentes neste mundo.

Tudo isso para que, por meio de nós, no nosso testemunho de vida e de fé, Ele mostre a Sua glória, Sua força, Seu amor e Sua luz. Sejamos como os reis magos e os pastores que acreditaram e foram em busca de Jesus. É isso o que Ele quer, se manifestar em nossas vidas e nos trazer a alegria, o júbilo e a força para vencermos as trevas e termos condições de realizar a Sua obra.

Precisamos guardar a mensagem e o significado de sermos filhos amados de Deus. Ofereçamos a Ele aquilo que é o melhor de nós, reconhecendo a divindade Daquele que estava ali naquela manjedoura. Peçamos a Deus que tenhamos a capacidade e clareza de mente e espírito para reconhecer a Deus em nossos irmãos e para manifestar a Sua luz e glória na vida deles.

Não sejamos como Herodes, egoístas, para continuar vivendo na vaidade, como pagãos. Que aquilo que eu realizo em minha vida, como filho de Deus, seja de fato fruto daquilo que eu creio, professo e adoro: a glória de Deus, a beleza de Sua bondade e a força de Sua misericórdia. Tenhamos essa convicção para que cada atitude de nossa vida seja guiada pelo Mistério desta graça que nos envolve, nos arrebata e nos envia ao amor.

 

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e Presidente-fundador da Afipe

“Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador!” (Lc 1,47)

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Em Maria está a mais perfeita atuação do poder salvador de Cristo, ela assim o nomeia: “meu Salvador”. De fato, ela foi a primeira criatura a ser tomada plenamente pela obra da salvação que Deus, em seu desígnio de bondade, estabeleceu ante o pecado humano. Do mesmo desígnio divino de que brota a Encarnação do Filho, brota também a eleição de Maria como Mãe do Verbo encarnado. Ela está, desde então, associada ao mistério da salvação, não como mera participante, mas como ativa colaboradora.

É em virtude da vocação à maternidade divina que Maria foi revestida de toda sorte de graça. Ao proclamar a Imaculada Conceição de Maria, nós, cristãos, não estamos afirmando que a Virgem, por não ter pecado, não necessite da graça de Cristo, mas, ao contrário, afirmamos que o próprio Deus, ao criá-la “cheia de graça”, também a redimiu de modo perfeito, antecipando sobre ela o efeito da redenção, “pois para Deus nada é impossível”.

Assim, a Igreja professa solenemente aquilo que desde sempre foi matéria de fé e de culto litúrgico entre os cristãos: “Que a beatíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda mancha da culpa original no primeiro instante de sua concepção por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano” (Bulla Ineffabilis Deus).

A concepção imaculada da Virgem Maria explicita o poder e a misericórdia de Deus. Recorramos à Sagrada Escritura, ela nos faz contemplar esse mistério com maior propriedade: “Porei inimizade entre ti e a Mulher” (Gn 3,15). O termo inimizade aplicado entre o tentador e a Mulher, de cuja descendência virá o vencedor da serpente, implica uma total, absoluta e radical separação.

“Alegra-te, cheia de graça” (Lc 1,28). “Cheia de graça” quer dizer plena de uma única coisa: graça. Em Maria não há nada além de graça e a ela nenhuma graça falta; a graça da salvação já a encontrou e, por isso, mesmo antes que seu Filho se oferecesse na cruz pela salvação dos homens, ela pôde cantar: “Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador”.

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Com a mesma bendição com que Isabel louva o Senhor, ela o faz a Maria. A exaltação à Virgem procede da excelência do Filho. E como neste Filho não cabe, de nenhuma maneira, a maldição hereditária do pecado original, do mesmo modo acontece com Maria. Ambos estão guardados sob a mesma bênção, livres do poder do pecado. O Filho por ser o Santo dos Santos; a Mãe, em virtude do Filho.

No centro do livro do Apocalipse, no capítulo 12, se cumpre o que foi anunciado em Gênesis 3, quando narra o confronto do dragão, a antiga serpente, com a Mulher e sua descendência. À Mulher o dragão não pôde tocar, ou seja, nada que provenha do mal pode tocá-la. Uma interferência sobrenatural coloca a Mulher em um ‘lugar’ longe do alcance do dragão. Sabemos que este ‘lugar’ é a santidade plena de ‘onde’ satanás foi expulso. Maria está guardada em Deus desde o primeiro instante de sua existência: “O Senhor é contigo!” (Lc 1,28).

“Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra!” (Lc 1,38). Em Maria, atua a obediência plena à vontade de Deus. E essa obediência só é possível pela graça de Cristo que venceu a desobediência de Adão. Está claro que a graça de Cristo atua em Maria por antecipação. Sua obediência revela que ela não está sujeita ao pecado e às suas consequências. Ela foi preservada do pecado para que a glória de Deus fosse plenamente estabelecida em Cristo Jesus.

A obediência de Maria é o primeiro sinal de que a obediência redentora de Cristo é eficaz e alcança o gênero humano: “De modo que, pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, assim, pela obediência de um só, todos se tornarão justos” (Rm 5,19).

Esta justificação atua em Maria por antecipação, mas também está destinada a todos os que se fazem, em Cristo, obedientes ao Pai. E aqui reside o grande segredo da Imaculada. Um segredo divinamente revelado na Sagrada Escritura. Se alguém quer ser salvo, precisa seguir o “mandamento” de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (Jo 2,5). Esta é, na Bíblia, a única palavra de Maria dirigida aos homens.

Grande e maravilhoso é o mistério da Imaculada Conceição. Demos graças a Deus por tão grande dom que foi dado a Maria, mas que é aproveitado em favor de toda a humanidade. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós!

Pe. Arthur da Silva Freitas

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