Belém é aqui e agora!

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O Natal se configura como o tempo mais sublime da generosidade divina. Isso porque, em Jesus, Deus se torna humano. Ela criou a humanidade, mas só se tornou sangue de nosso sangue e carne de nossa carne com a encarnação do Verbo: “Estes não nasceram do sangue, nem do impulso da carne, nem do desejo do homem, mas nasceram de Deus. E a Palavra se fez homem e habitou entre nós” (João 1,13-14).

O nascimento de Jesus é o momento propício para celebrarmos a simplicidade de Deus. Os Evangelhos dão o testemunho de que Ele se instalou em uma região de extrema pobreza, entre jumentos e bois, nascido na manjedoura, porque não encontrou lugar no coração dos homens. Mesmo assim, em Sua infinita candura, assumiu tudo o que era próprio do humano, exceto o pecado. Partindo da nossa vulnerável condição, deu-nos vida e concedeu-nos o dom da salvação!

Hoje, Ele não nos pede ouro, incenso, muito menos mirra, mas, sobretudo, o nosso coração. Ainda que ele esteja ferido por mágoas passadas ou dilacerado por intensos sofrimentos, não devemos ter qualquer temor de entregá-lo nas mãos de Deus. Somente a fé pode renovar o interior de nossa alma, nos ensinando a perdoar cada ofensa sentida, a superar cada dificuldade experimentada e a transformar as atitudes envelhecidas em comportamentos renovados pela generosidade.

Faz bem lembrar que, em nós, habitam dificuldades e habilidades, sombras e luzes, acertos e erros, fortalezas e fraquezas, bem como limites e superações. Mesmo assim, em nós também mora a semente genuína de Deus que se sobrepõe a todo mal. No Natal, é preciso visitar as profundezas que nos constituem e ali encontrar a manjedoura divina. Nela está o Menino Jesus, aguardando por nós, de braços abertos.

Ele vem para trazer vida e salvação onde antes habitava o pecado e a perdição. No lugar da mágoa ressentida, aparece o perdão que liberta. Ao invés do ódio doentio, nasce o amor que reconcilia. Na contramão do desespero frustrado, a esperança viva. “Eu lhes darei um só coração e os animarei com um espírito novo: extrairei do seu corpo o coração de pedra, para substituí-lo por um coração de carne” (Ezequiel 11,19).

De fato, o Natal reconcilia o nosso passado, santifica o momento presente e protege a dimensão futura desta existência que nos foi dada. Mesmo celebrada anualmente, a encarnação de Jesus transcende ao tempo, porque é eterna. É incondicional, pois não escolhe a quem salvar. É igualitária, uma vez que não age por meritocracia. É sagrada, visto que Deus mesmo vem para divinizar o humano.

O Verbo não aparece sob as meras roupagens de um infante. Pelo contrário, nasce como criança, sem posses e com a marca permanente da pobreza. Não lhe era apenas uma realidade de marginalização, mas também um modelo de vida. Em Cristo, a pobreza é vivida por condição e assumida por opção ao projeto do Pai Eterno. É por isso que, não excluindo aos demais e vindo para todos, Jesus escolhe, sobretudo, os oprimidos, as mulheres, os enfermos, as crianças, os humildes e toda sorte de pecadores que: foram colocados no último lugar, quando deveriam vir em primeiro.

Deixemos que o Natal não seja apenas uma data específica dos finais de ano. Mas, do contrário, um modo de vida, inserido na eternidade. Muito além da ceia e da troca de presentes, devemos levar afeto, gerar reconciliação e testemunhar a esperança frente a uma sociedade que tem se exilado de Deus. Que as nossas palavras e os nossos exemplos deem testemunho da fé que professamos no Divino Pai Eterno. Que o amor do Pai, a salvação do Filho e a santificação do Espírito Santo norteiem a evangelização assumida por nós, concedendo-nos força e perseverança sempre!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

 

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